O Rio de Janeiro é um destino muito bacana para levar os filhos. Junta programas turísticos ‘lúdicos’ e passeios que envolvem contato com a Natureza, esportes e brincadeiras. Uma combinação divertida e perfeita.

Duas dicas podem tornar uma viagem para o RJ com crianças mais legal e tranquila. A primeira é evitar as excursões turísticas vendidas nos hotéis e flats e organizar-se para fazer os passeios de táxi mesmo, respeitando os horários e o cansaço dos seus filhos. As excursões, além de pesarem no bolso para a família toda, são demoradas e burocráticas. Imaginem as crianças cheias de energia para chegar no Bondinho e o ônibus ou van da excursão parar em mais três ou quatro hotéis pelo caminho…

A segunda dica, uma vez que você vai fugir da ‘máfia’ das excursões, é chegar cedo. Isto porque quem não faz parte de uma excursão precisa entrar nas filas, e elas normalmente são imensas.

Há hotéis para todos os gostos e bolsos no Rio de Janeiro. Mas uma vez que você opte por este esquema de fazer os passeios por sua conta, o ideal é ficar em um hotel ou flat entre Copacabana e Leblon. Leblon e Ipanema ainda têm a vantagem adicional de serem bairros onde se pode caminhar com certa tranquilidade, inclusive à noite. No Leblon, em especial, encontram-se muitos dos restaurantes e bares mais legais do Rio. Dá para sair para jantar a pé e ainda tomar um sorvete com as crianças antes de voltar ao hotel para dormir. E dá para dar uma voltinha no shopping, entrar em uma boa livraria, tomar um café…

Bondinho/Pão de Açúcar

Um dos dois (o outro é o Cristo Redentor, claro) principais programas turísticos do Rio de Janeiro. De fato imperdível. O passeio de bondinho é emocionante, as vistas de cima do morro da Urca e do Pão de Açúcar são lindas e a criançada ainda se diverte com os bondinhos antigos e com as lojinhas de badulaques. Não deixe de mostrar a eles os aviões pousando e levantando vôo no aeroporto Santos Dumont, em frente. A bilheteria abre às 8h e o primeiro bondinho entre a Praia Vermelha e a Urca sai às 8h10. Chegando até às 9h você não enfrenta grandes filas. A partir daí, as filas começam a apertar. O bilhete adulto custa R$ 44,00, crianças entre 6 e 12 anos pagam R$ 22,00 e crianças até 6 anos não pagam. O pagamento deve ser feito em dinheiro ou cartão de crédito/débito. Mais informações no site oficial do Bondinho do Pão de Açúcar ou pelo tel (21) 2461-2700. Abre diariamente.

Cristo Redentor/Corcovado

Há duas maneiras de visitar o Cristo Redentor: de táxi + van ou de trem. O trem, que sai do Cosme Velho, é um bonde que sobe o morro do Corcovado em trilhos no meio da mata tropical. Lá em cima, basta subir as escadas ou mesmo pegar o elevador para chegar ao Cristo. É muito mais divertido e sai mais barato, já que quem sobe de táxi é obrigado a fazer o último trecho numa van que ainda vai custar R$ 20 por pessoa. Mas o grande inconveniente do trem é que as filas são gigantescas. Em finais de semana e feriados, às 9h as filas já têm duração de duas horas. Assim, o ideal é chegar até às 8h30. Quem chega às 8h e pega o primeiro bondinho, das 8h30, encontra um Cristo Redentor com pouca gente, muito mais legal para olhar a vista e tirar fotos. Mas se você não gosta de acordar tão cedo, tem uma alternativa: comprar os bilhetes do Trem do Corcovado online aqui. Mas atenção: os bilhetes online só são vendidos para um único horário do dia, às 18h30. Os bilhetes para ida e volta no Trem do Corcovado custam R$ 36,00 por pessoa. Crianças até 5 anos no colo não pagam. Mais informações no site oficial do Trem do Corcovado ou pelo tel (21) 2558-1329. Abre diariamente.

Parque Lage

O Parque hospeda a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Antigo engenho de açúcar do Brasil Colonial, pertencia a Antonio Salema, governador do Rio de Janeiro, que em 1660 vendeu a propriedade à família Rodrigo de Freitas Mello. No século XIX um nobre inglês comprou parte das terras e contratou um paisagista inglês para projetar um jardim nos moldes europeus. A chácara passou por outras mãos e em 1920 foi comprada pelo empresário Henrique Lage, que mandou construir nela uma réplica de um palazzo romano, além de reformular parte do projeto paisagístico. Enfim, o Parque Lage é legal para a criançada porque abriga, além do jardim que faz parte da Floresta da Tijuca, ruínas do antigo engenho de açúcar ali existente, inclusive com a interessante ‘lavanderia dos escravos’; uma gruta artificial e um aquário incrustados nas pedras, além de trilhas e um parquinho infantil. De lambuja, é possível pegar algumas das performances dos alunos da Escola de Artes Visuais. O parque abre diariamente das 9h às 17h e a visita é gratuita. Mais informações no site da Escola de Artes Visuais do Parque Lage ou pelo tel (21) 3257-1819.

 

Jardim Botânico

O Jardim Botânico é um passeio muito legal. São trilhas passando por diferentes árvores e ecossistemas, como o da floresta amazônica e o da restinga. O único senão, principalmente com crianças pequenas, é que o parque é grande e é preciso andar um bocado para ver tudo. Assim, escolha as atrações mais interessantes e procure se informar bem, pois infelizmente o parque não distribui um mapa e não sugere trilhas aos visitantes. Não perca o bromeliário, o orquidário, a estufa de plantas insetívoras (ou carnívoras) e o Jardim dos Sentidos, feito para deficientes visuais. No Sítio Arqueológico Casa dos Pilões há escavações arqueológicas e objetos encontrados nelas. Atrás do portal das ruínas da antiga fábrica de pólvora há uma representativa coleção de plantas medicinais que são utilizadas de forma terapêutica no Brasil. Se sobrar tempo e disposição, visite o jardim japonês, o roseiral e o lago das vitórias-régias. Aberto diariamente, o horário de visitação é das 8h às 17h. O ingresso custa R$ 5,00 por pessoa. Crianças até 7 anos não pagam. Mais informações no site do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro ou pelo tel (21) 3874-1808.

Forte de Copacabana

As crianças, principalmente os meninos, adoram o Forte de Copacabana e o Museu Histórico do Exército. Na parte externa do Forte, há diversos canhões nos quais as crianças podem subir, mexer e tirar fotos. A vista da praia de Copacabana é bonita e dá para apreciá-la das mesas do terraço na frente da Confeitaria Colombo. Dá para tomar café da manhã ou almoçar por lá, numa boa. No museu, dentro do forte, há uma exposição do levante do Forte de Copacabana e é possível ver como funcionava um forte por dentro com suas salas de máquinas, dormitórios, enfermaria, salas de armamentos, almoxarifado, etc. Atenção: uma das poucas atrações no Rio de Janeiro que não abre diariamente. Funciona de terça a domingo e aos feriados das 10 às 18h. Crianças entram de graça e adultos pagam R$ 4,00. Só aceita pagamento em dinheiro. Mais informações no site do Forte de Copacabana ou pelo tel (21) 2287-3781.

Submarino-Museu Riachuelo

Construído em 1973 na Inglaterra, o Submarino Riachuelo foi incorporado à Armada brasileira em 1977, participou da batalha naval de junho de 1865 entre a esquadra paraguaia e a esquadra brasileira sob o comando do Almirante Barroso e foi aposentado após 20 anos de operação. Assim como no Forte, é possível visitar seus compartimentos e conhecer parte do armamento, máquinas e equipamentos diversos. A ambientação com manequins que retratam o dia-a-dia de um submarino dá uma real noção de como era a vida da tripulação na época. Aos sábados e domingos, às 14h30 e 16h, há espetáculos teatrais para o público infantil que lembram, de forma divertida, fatos e personalidades marcantes da história marítima brasileira. Após a sessão, as crianças participam com os atores de uma oficina de arte, na qual realizam atividades sobre temas relacionados à Marinha. Atenção: também não abre às segundas-feiras, funcionando de terça a domingo das 12h às 17h. A entrada é franca. Mais informações no site do Submarino-Museu Riachuelo ou pelo tel (21) 2233-9165.

Estádio do Maracanã

Programa imperdível para os meninos. Uma pena que, como o estádio está em obras para a Copa do Mundo no Rio de Janeiro em 2014, parte do Maracanã está fechada para visitação. Ainda assim, é possível a criançada se divertir. Logo na entrada há a calçada da fama, onde estão eternizados 100 pares dos pés dos maiores craques do futebol mundial como o Rei Pelé, Zico, Garrincha, Rivelino e Ronaldo Fenômeno. Há painéis ilustrativos da história da construção, dos principais jogos e dos shows de música que aconteceram no estádio. Em seguida, um elevador leva o visitante ao 6º andar, onde se tem uma vista panorâmica do estádio, incluindo a parte interna da tribuna de honra. Ao final, um museu com uniformes, bolas e mais painéis fotográficos. A parte da visitação que foi desativada até 2014 inclui o acesso aos vestiários utilizados pelos jogadores e à sala de aquecimento, com gramado sintético e baliza; e a entrada no próprio campo, onde o carioca Márcio Pereira da Silva, vestido com o uniforme da seleção brasileira, faz malabarismos com bolas de diversos tipos e tamanhos. Aberto à visitação diariamente, das 9h às 17h, inclusive feriados. Nos dias de jogos, no entanto, a visitação é encerrada cinco horas antes doinício da partida. A entrada inteira custa R$ 20,00, mas como o estádio está em reformas e uma parte do programa de visitação não é feito, o preço atual foi baixado para R$ 10,00. Visitação completa no Maracanã agora só depois da Copa do Mundo de mesmo. Mais informações no site da Suderj ou pelo tel (21) 2334-1627.

Passeio na Lagoa Rodrigo de Freitas

Passeio super gostoso para relaxar e quebrar um pouco a programação turística na cidade. Para quem tem disposição, ideal para fechar um fim de tarde. A ciclovia, que dá a volta na Lagoa, tem 7,5 km e é possível alugar bicicletas para adultos e crianças pedalarem juntos, num percurso que leva de 30 a 40 minutos. Em volta da Lagoa há quadras esportivas, parquinhos infantis e quiosques para um lanche e ou uma água de coco. Também dá para andar de pedalinho na Lagoa. A vista é linda. O único senão é evitar os horários de pico, principalmente o período entre 9h30 e 12h30 nos finais de semana. Mas, mesmo nestes horários, a diversão é garantida.

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Há três semanas contei aqui do jantar Interblogs que fizemos junto com o DCPV. No post do Edu estão as fotos do jantar e da produção dos pratos. Nesta sequência de posts, algumas das receitas que fizeram parte do menu Fusion Fun Praias, desta vez o prato principal, o camarão com molho picante. Ele representa as Ilhas Seychelles e Maurício. A foto é minha, ‘de casa’ mesmo, antiga como a receita.

Camarão com molho picante

A receita do camarão picante foi criada depois de uma fase de amor puro e verdadeiro com a comida indiana. Comprei um livro chamado Curries Made Simple e a partir daí forrei a despensa com os temperos indianos básicos e comecei as experimentações. Esta foi especialmente feliz. Criação minha 🙂

1 col (sopa) de manteiga
2 cebolas bem picadas
4 tomates sem pele e sem sementes bem picados
1 col (café) rasa de garam masala
1 col (café) rasa de cominho em pó
1 col (café) rasa de curry
¼ col (café) rasa de pimenta chili vermelha em pó
2 col (café) rasas de sal
500 g de camarão rosa limpo
½ limão
150 ml de creme de leite fresco
1 col (sopa) de coentro fresco picado (opcional)

Derreta a manteiga e frite a cebola até ficar transparente. Junte o tomate, o garam masala, o cominho, o curry, a pimenta e o sal. Misture e deixe cozinhar até virar um molho. Esprema o limão sobre o camarão e leve-o à panela. Tampe e deixe cozinhar no fogo médio por exatos 5 minutos. Apague o fogo, junte o creme de leite e salpique o coentro fresco. Sirva imediatamente com arroz basmati simples.

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Semana retrasada contei aqui do jantar Interblogs que fizemos junto com o DCPV. No post do Edu estão as fotos do jantar e da produção dos pratos. Nesta sequência de posts, algumas das receitas que fizeram parte do menu Fusion Fun Praias. A salada grega do campo, ou horiatiki salata, representa as praias/ilhas da Grécia. A foto é minha, ‘de casa’ mesmo, antiga como a receita.

Horiatiki Salata

A salada grega é deliciosa na sua simplicidade de bons ingredientes e pouquíssimos temperos. Desenvolvi esta receita depois de experimentar a legítima horiatiki em um restaurante grego em Nova York, o Molyvos. O segredo dela é usar ingredientes de boa qualidade: tomates-cereja bem vermelhinhos e doces, um bom queijo feta, azeitonas pretas kalamata gregas e um bom azeite extra-virgem.

2 pepinos fatiados em palitos
2 copos de tomates-cereja cortados ao meio
200 g de queijo feta em cubinhos
2 col (sopa) de cebola em fatias bem finas
½ copo de azeitonas pretas sem caroço cortadas em quatro
azeite extra-virgem
sal (se necessário)

Aferventar as cebolas para tirar a acidez. Juntar todos os ingredientes, com cuidado para não desmanchar muito o queijo, e temperar com azeite e sal (cuidado que o queijo já é bem salgado).

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Semana passada contei sobre o jantar Interblogs que fizemos com o DCPV. No post do Edu estão as fotos do jantar e da produção dos pratos, bem como um panorama geral mostrando como foi bacana o nosso encontro. Aqui, em uma sequência de posts que se inicia hoje, colocarei algumas das receitas que fizeram parte do menu Fusion Fun Praias, começando com a guacamole que representa as praias do México – Acapulco e Cancun.

A guacamole é o aperitivo de resistência aqui em casa, aquele que sabemos que vai agradar mesmo. E não há quem não elogie esta receita. Como eu adoro guacamole, testei muitas combinações até chegar neste mix de ingredientes que considero o ideal. Se é que tal coisa existe 🙂 O segredo dela é usar avocados, de consistência um pouco mais firme do que o abacate normal, e não amassá-los demais para manter a textura. Outra coisa importante é picar tudo na hora, misturar e servir imediatamente para garantir o frescor.

Guacamole

4 avocados
2 tomates sem pele e sem sementes bem picados
1 cebola bem picada
1 dente de alho amassado
suco de um limão
2 col. sopa de azeite
1 col. chá de sal
½ pimenta dedo de moça sem sementes bem picadinha
¼ de maço de coentro bem picado (só as folhas)

Amassar a polpa de abacate com um garfo, juntar a cebola, o alho e os tomates. Temperar com suco de limão, azeite e sal. Por fim juntar o coentro e a pimenta a gosto e servir com tortillas.

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Fiquei super feliz quando o Edu Luz do blog Da Cachaça ao Vinho (DCPV) convidou o Rosmarino para participar do Interblogs, um projeto original e muito bacana pelo qual outros blogueiros ‘gastronômicos’ criam cardápios que são depois elaborados ao vivo e em cores pela turma do DCPV. Mais legal ainda foi sermos convidados para participar do próprio jantar no qual seria feito o nosso menu. Foi uma experiência muito legal cozinhar com o DCPV. Aqui o Edu conta os detalhes deste jantar, vale a pena ler.

Na época do convite eu tinha acabado de voltar de uma temporada deliciosa na praia. Tinha também lido um post legal sobre as melhores praias do mundo no blog da Lucia Malla. Foi a inspiração para a criação do menu do Rosmarino: Fusion Fun Praias. Como o Rosmarino é antes de tudo uma grande diversão e aqui impera a praticidade, a ideia foi colocar neste menu algumas das receitas mais queridas que faço em casa e que agradam todo mundo. Sem frescura e no clima ‘praiano’ mesmo.

E assim foi. No menu Fusion Praias tinha guacamole com tortillas (México e Caribe), quiabo frito recheado (Brasil), salada Horiatiki (Grécia), camarão ao molho picante (Seychelles e Maurício), pudim de abóbora com coco (Indonésia, Polinésia e Taiti) e Aloha (Havaí).

Nas próximas semanas publicarei algumas das receitas queridas que fizeram parte deste menu.Sirvam-se!

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Outro dia no Twitter falamos sobre as whoopie pies, um doce de tradição Amish que vem ganhando popularidade nos EUA e no mundo. A cada dia aparecem mais receitas diferentes deste ‘sanduíche’ de dois biscoitos macios recheados originalmente com marshmallow. Seriam os whoopies a nova ‘febre’ das guloseimas depois dos cupcakes?Este fio de meada levou-me, nesta viagem a Nova York, a fugir dos cupcakes e experimentar guloseimas – e propostas – diferentes. Já tinha postado no ano passado sobre três tradições na cidade, o Lindy’s cheesecake, os cupcakes da Magnolia Bakery e o arroz doce da Rice to Riches. Nesta nova empreitada gulosa segui as dicas do blog do David Lebovitz e visitei dois lugares lá indicados: a BabyCakes e a Doughnut Factory. Duas ‘bibocas’, lugares apertados e de decoração simples, fora do circuito turístico da cidade, mas com delícias inesquecíveis. Dependendo do horário, prepare-se para enfrentar a fila.

BabyCakes

“Em uma cidade dominada pelos cupcakes transbordando de açúcar, farinha de trigo e manteiga, aqueles que estão de dieta sentem-se deixados de fora. A BabyCakes especializa-se em doces sem glúten, sem lactose, sem ovos e sem soja”. Nas palavras da Erin McKenna, criadora da BabyCakes, a ideia desta mini-doceria é justamente oferecer delícias alternativas, ou seja, doces gostosos mas feitos com ingredientes naturais e orgânicos e direcionados às pessoas que tem alergias ou restrições alimentares a glúten, lactose, caseína, ovos e açúcar refinado.

Na BabyCakes não se usa açúcar branco nem adoçantes artificiais. Os doces são feitos quase sempre com agave, néctar extraído de um cacto mexicano, com alto teor de doçura e índice glicêmico baixo, que pode ser consumido até por diabéticos. São muito usadas a farinha de espelta e as farinhas livres de glúten como a farinha de arroz e a de grão-de-bico. As gorduras utilizadas nos doces são o óleo de canola e o óleo virgem de coco.

Assim que você entra na BabyCakes, vem a pergunta: “Você tem alguma restrição alimentar?” Com base na resposta apresentam os doces disponíveis naquele dia que atendem as suas restrições. Escolhi um cookie sandwich sem glúten, sem lactose, sem ovos e sem soja, feito com açúcar mascavo e cacau, recheado com creme de morangos orgânicos. O melhor que já comi na vida!

Doughnut Plant

Vai aí um donut (ou doughnut) de chocolate Valrhona? Pois na Doughnut Plant tem. E tem de creme brulée (provei, uma delícia), de peanut butter & blackberry jelly (muito bom também) e por aí vai. Diferentes, leves, macios, fresquíssimos e deliciosos. Feitos com geléias de fabricação própria, sem gorduras trans, sem conservantes e sem sabores artificiais.

A Doughnut Plant é uma criação de Mark Israel, neto de padeiro que aproveitou a receita do avô para iniciar em Nova York uma fabriqueta de donuts. No início, Mark virava noites para produzir os donuts para lugares famosos da cidade como o Dean&Delucca e o Balducci’s, entre outros. Produzia de noite e logo cedo saía de bicicleta para entregar a produção. Logo a fama dos donuts do Mark se espalhou pela cidade, ele abriu o próprio ponto no Lower East Side e hoje tem até lojas no Japão. Este ano, inaugura um segundo ponto na cidade de Nova York no Chelsea Hotel.

Difícil escolher o que provar. Vá em grupo para poder provar diferentes sabores, vale a pena.

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Há vida inteligente após a Gap, a Abercrombie&Fitch e a Victoria Secret. Muito além do Zabar’s, do Whole Foods e do Dean&Deluca. São os mercados ou feiras livres de Nova York. Lindos, coloridos e variados, valem a visita mesmo que você dificilmente consiga trazer mais do que alguns temperos ou biscoitos embalados. Dá vontade de embarcar com os tomates, pimentões e abóboras, e até de trazer umas lagostas do Maine na mala de mão 😉

Union Square Market

Este mercado é apenas um entre as 50 feiras livres – 27 delas só em Manhattan – que são organizadas e montadas semanalmente na região pelo Greenmarket Farmers Market, programa abraçado pela organização sem fins lucrativos GrowNY. O Greenmarket tem duas missões: a primeira é promover a agricultura regional, dando oportunidade aos pequenos fazendeiros e famílias de Nova Jersey, Pennsylvannia, Nova York e Nova Inglaterra de vender direto ao consumidor o que é cultivado e produzido localmente. A segunda missão é garantir à população destas regiões o acesso a produtos mais frescos e nutritivos.

No site da associação há mais informações sobre como tudo começou, onde acontecem as feiras, quem são os produtores, etc. E os programas da GrowNY vão além. Ajudam a montar hortas e jardins comunitários em locais vazios nas vizinhanças, trabalham para estimular a reciclagem e organizar programas de coleta, oferecem programas de educação e treinamento em ações ecológicas. É muito, muito legal, mesmo.

O Union Square Market é a maior das feiras e o mercado-modelo do Greenmarket. São mais de 140 produtores participando, todas às 2ªs, 4ªs, 6ªs e sábados, entre 8h e 18h, na Union Square. Grande parte da produção é orgânica. É lá que muitos chefs badalados de Nova York vão bem cedo fazer compras pros seus restaurantes. E no mercado tem sempre degustações e demonstração de receitas, é só acompanhar o calendário no site. Atenção: no mercado não são aceitos cartões de crédito, apenas dinheiro vivo.

Outono, época das abóboras, um espetáculo à parte.

Uma amostra grátis de lavanda para perfumar o dia de todos que passam por lá.

Grand Central Market

Outro estilo de mercado, mas igualmente fantástico. Imaginem a alta rotatividade – e logo o frescor – dos alimentos em um mercado onde passam milhares de pessoas todos os dias. Pois este mercado fica dentro da estação de trem Grand Central na rua 42, em Manhattan. Bonito, limpo, compacto, fácil; tem produtos de qualidade, desde frutas, legumes e verduras até queijos, temperos e pratos prontos. Acho que seu eu morasse em NY e tivesse que comute todo dia por esta estação, ia falir rapidamente… rsrsrs!

O mercado da Grand Central é o único em Nova York que tem a Penzey’s Spices, excelente para comprar temperos, com boa variedade e preços razoáveis.

Também fica lá uma barraca da Murray’s Cheese e outra da Pescatore, que vende os mais incríveis peixes e frutos do mar. É de babar.

No site do mercado tem a lista completa dos fornecedores do Grand Central Market, vale dar uma olhada. Abre todos os dias, durante a semana das 7h às 21h, aos sábados das 10h às 19h e aos domingos das 11h às 18h. Passa lá!

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Acredito que a maioria das pessoas que gosta de tomar um bom vinho tinto e não é grande conhecedora do assunto procura sempre o melhor resultado desta equação: preço versus qualidade. Assim, a grande sacada é definir a faixa de preço que você quer/pode gastar e procurar nela o que mais agrada.

Faz alguns anos que pesquiso e experimento vinhos com certa regularidade. Nesta jornada, cheguei à conclusão de que a faixa dos R$ 40,00, no Brasil, oferece a melhor relação preço versus qualidade para o meu paladar e o meu bolso – descontando-se viagens e ocasiões especiais, quando me reservo o direito de subir um pouco meu ‘cacife’ 🙂

Assim, gostaria de dividir com vocês os meus cinco achados prediletos, na faixa dos R$ 40,00. São vinhos que realmente fazem parte do meu dia-a-dia e não indicações ou sugestões ao acaso. Tampouco faço aqui propaganda deste ou daquele. O único critério é o meu gosto – e o meu bolso mesmo.

Artero Tempranillo La Mancha 2008

Meu vinho campeão na relação preço versus qualidade, o Artero Tempranillo é produzido na região de La Mancha, uma das Denominaciones de Origen espanholas, pela tradicional Viñedos e Bodegas Muñoz. Coringa mesmo! Equilibrado, qualquer safra dele não decepciona. Seu preço varia de R$ 32, 50 a R$ 34,20. Importado pela Decanter em São Paulo, pode ser encontrado no Emporio Basilico de Araraquara, que entrega também para Ribeirão Preto e região.

Concha y Toro Trio Merlot / Carmenere / Cabernet Sauvignon 2006

Produzido no Valle Central, é um vinho da gigante chilena Concha y Toro, mas se destaca na profusão de rótulos desta vinícola. É elaborado sempre com três variedades, sendo que neste a merlot domina o corte. Um vinho de personalidade, muito agradável, qualquer safra dele é boa. Seu preço varia de R$ 36,00 a R$ 45,00 e pode ser encontrado em diversas lojas e supermercados em São Paulo e em Ribeirão Preto. Em Araraquara, na Casa Deliza.

Cremaschi Furlotti Reserva 2006 (Carmenere ou Cabernet Sauvignon)

Este vinho – tanto o Carmenere como o Cabernet Sauvignon – da chilena Viña Cremaschi Furlotti , é uma boa barganha pela qualidade oferecida. Só o encontramos em São Paulo e em Ribeirão Preto no supermercado Carrefour, onde nem sempre o Reserva está disponível nas prateleiras. Se achar compre, vale a pena conhecê-lo. Seu preço normalmente é de R$ 43,00.

 

Stamp of Australia Shiraz/Cabernet 2008

Da vinícola Hardy’s, maior produtora e exportadora de vinhos australianos. É um vinho fácil de agradar e dos meus prediletos por ser muito versátil. Combina com diversos pratos e vai bem até no calor. Seu preço varia de R$ 39,90 a R$ 44,90. Importado pela Aurora, pode ser encontrado no Emporio Basilico de Araraquara, que entrega também para Ribeirão Preto e região.

Finca La Linda Malbec 2008

Para quem é fã de malbec, este é uma excelente escolha. Do produtor Luigi Bosca, o Finca La Linda é um vinho premiado e costuma agradar muito. Seu preço varia de R$ 29, 00 a R$ 35,00 e pode ser encontrado em diversas lojas e supermercados e São Paulo e em Ribeirão Preto. Em Araraquara, no Emporio Basilico.

E os seus vinhos prediletos nesta faixa de preço? Adoraria outras indicações!
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Não sei dizer porque encasquetei que queria provar um crumble salgado. Aquela farofinha do crumble doce já é uma coisa dos deuses, o doce e o crocante derretendo na boca, textura e sabor perfeitos. Comecei a imaginar o salgado e o crocante, que delícia que deve ficar não? E o grande Google me deu esta sugestão de um portal francês de variedades voltado ao público feminino. E como (quase) sempre aqui no blog, receitinha fácil e prática 🙂

Uma das vantagens desta receita é que você pode congelar a farofinha e usar o que sobrar em outra ocasião. Ou fazer tudo com antecedência para uma ocasião especial, deixando o refogado e a farofinha prontos na geladeira, para montar e assar o crumble só na hora de servir. A receita da farofinha ficou simplesmente per-fei-ta. Testei com tomates frescos, com tomates pelados em lata e com tomates crus. Este último não deu muito certo. Um pouco insosso, já que o ‘molho’ não apurou. E como não ficou uma mistura homogênea, a farofinha penetrou no recheio durante o cozimento no forno e perdeu muito da graça.

Outra vantagem é a versatilidade da ideia. Eu adoro a combinação tomate + alho +azeite + manjericão. Mas cada um faz o refogado de tomates que gostar mais. E dá para substituir e/ou acrescentar aos tomates qualquer outro refogado: lingüiça fatiada, berinjela, abobrinha, cogumelos frescos e secos, ou seja, o que sua imaginação mandar. Já pensei aqui num ratatouille…

As fotos não ficaram boas porque tive que tirar logo antes que acabassem os potinhos. Quando cheguei, tinha só um ‘e meio’ (rsrsrs) e não deu pra bolar grandes produções. Era de noite, luz artificial, etc. (Meus filhos me veem com a máquina fotográfica e já falam: “ai mãe, tira logo esta foto que eu tô com fome!”)

Crumble de tomates

1 kg de tomates frescos (ou 3 latas de tomates pelados)
4 dentes de alho
4 col (sopa) de azeite
1 col (chá) de sal
1/2  xíc (chá) de folhas de manjericão rasgadas
60 g de queijo parmesão ralado
25 g de pão dormido esfarelado
100 g de farinha de trigo
60 g de manteiga sem sal gelada em cubinhos

Primeiro, fazer o refogado de tomates. Lavar, despelar e tirar as sementes dos tomates. Picar grosseiramente, em pedaços grandes. Reservar. Espremer ou fatiar o alho e levar ao fogo para perfumar. Juntar os tomates, salgar e mexer só para misturar. Deixar o molho apurar e secar, em fogo médio para alto. Não mexa muito para não desmanchar os pedaços de tomate. Desligar o fogo e juntar o manjericão. Colocar o refogado de tomates em um refratário ou em ramequins individuais. Ligar o forno a 180º C. Em uma vasilha, misturar a farinha de trigo, o pão esfarelado e o queijo parmesão. Juntar a manteiga em cubinhos até formar uma farofa. Cobrir os tomates com a farofinha. Colocar os ramequins em uma assadeira e levar ao forno por 20 a 25 minutos ou até dourar. Eu fiz meia receita. Mas esta receita inteira rende uma dúzia de potinhos de tamanho pequeno e ainda sobra um pouco da farofinha.

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Quem me acompanha no Twitter já me viu comentar algumas vezes sobre este livro do David Lebovitz, The Sweet Life in Paris. Um daqueles livros que a gente lê sem ver o tempo passar, ‘economizando’ e ficando até com saudades dele depois que acaba. Me peguei sorrindo e até rindo alto sozinha com ele por aí.

O grande barato do livro é que o David Lebovitz, além de ser um bom blogueiro/autor de livros de culinária, é também um excelente cronista de costumes. Neste livro ele relata com bastante franqueza suas frustrações e seus choques culturais como americano vivendo em Paris, usando na medida certa doses de humor e de fina ironia, e desta forma passando uma imagem positiva da sua vida em uma cidade que lhe era totalmente estranha.

Tendo mudado de cidade duas vezes nos últimos 10 anos, vivi os inevitáveis choques culturais e paguei minha cota de micos. Mas, além deles, tive surpresas agradáveis e conheci muita gente bacana. A ideia – óbvia mas que muita gente não saca tão facilmente – é focalizar no que o novo lugar tem de bom para oferecer e procurar usufruir ao máximo disto. E relevar os micos. E se adaptar à cultura, não exigindo que ela se adapte a você.

“What helped was that I understood the food and tried my best to adapt to the culture, rather than trying to make the culture adapt to me”(D. Lebovitz)

No livro há episódios muito engraçados, como quando ele descreve suas táticas para não ser ‘esmagado’ pelas pessoas nas filas. Ou quando tenta entender a obtusa burocracia francesa. Ou ainda quando descreve os percalços domésticos de alguém que não sabe nem falar direito a língua nativa e precisa ‘expulsar’ um pintor que não termina nunca seu trabalho na casa. Isto já é difícil no seu país e língua natais, imaginem em outro idioma 😉 E ele consegue ser tão crítico com os parisienses quanto com os americanos que dão seus foras visitando Paris.

Entre receitas bacanas e dicas dos seus lugares prediletos na cidade, e no meio das experiências frustrantes, chateações e estranhezas, David nos diz que há muita coisa bacana para ver e aprender. E que a vida é boa 🙂

“Everyday in Paris isn’t always so sweet. Although I’ve tried my best to fit in, no matter where you plant yourself, there’s certain to be ups and downs. I embarked on a new life in Paris without knowing what the future would hand me. Because of that, my life’s turned into quite an adventure, and I often surprise myself when I find that I’m easily mingling with the locals, taking on surly salesclerks, and best of all, wandering the streets in search of something delicious to eat” (D. Lebovitz)

Para dar mais sabor a este post e como aperitivo do livro, aqui vai a receita dele que melhor descreve o estilo do David Lebovitz – picante e doce na medida certa, para abrir o apetite e deixar a gente feliz.

Spiced nut mix

2 xíc (chá) ou 270 g de castanhas variadas: nozes, amêndoas, amendoins, nozes pecãs, avelãs, castanhas-de-caju ou castanhas-do-pará
1 col (sopa) ou 15 g de manteiga com sal derretida
3 col (sopa) ou 45 g de açúcar mascavo
½ col (chá) de canela moída
1 col (chá) de pimenta chilli em pó
2 col (sopa) de maple syrup
½ col (chá) de cacau em pó
1 ½ col (chá) de flor de sal (ou sal grosso)

Pré-aqueça o forno a 180º C. Espalhe as castanhas em uma assadeira e leve ao forno por 10 minutos. Enquanto isso, numa vasilha grande misture a manteiga, o açúcar mascavo, a canela, o chilli em pó, o maple syrup e o cacau em pó. Jogue as castanhas já mornas na vasilha dos temperos e misture bem. No fim, polvilhe o sal.

OBS. A @fezoca e a @entrepanelas também fizeram posts legais que mencionam este livro aqui e aqui.

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Nossa Turma do Vinho visitou a vinícola Villa Francioni, em São Joaquim, na serra catarinense. Lá fomos muito bem recebidos pela Daniela Freitas e pela Raquel, e nos surpreendemos positivamente com a grandeza e seriedade do negócio. Tentarei passar um pouco da impressão que tivemos na visita, que foi muito bacana!

A primeira coisa que se nota na vinícola Villa Francioni é o compromisso, senão a obsessão mesmo, com a qualidade. Desde a escolha das mudas, passando pelas instalações modernas e sofisticadas, até chegar no produto final engarrafado. Não é para menos. A Villa Francioni é antes de tudo o resultado de um sonho de um homem empreendedor, Manoel Dilor de Freitas, bem sucedido empresário e dono do grupo Cecrisa, que queria produzir em Santa Catarina um vinho de qualidade.

A suntuosidade da construção impressiona logo de cara. Não pelo luxo, mas pelo tamanho e funcionalidade: um prédio de quase 4,5 mil metros quadrados com seis níveis/andares, desenhado desta forma para facilitar o escoamento da produção pelo fluxo gravitacional. Lembrei nesta hora da vinícola do Esporão, em Portugal, construída da mesma forma. A iluminação natural foi privilegiada na construção e pouca iluminação artificial é necessária, deixando o ambiente fresco e agradável. Com exceção do piso, desenvolvido pela Cecrisa especialmente para a vinícola, todos os tijolos, materiais de acabamento do prédio e móveis são de demolição ou de segunda mão. Com seus vãos livres, vitrais e corrimões de ferro batido, a vinícola já recebeu o apelido de ‘catedral do vinho’. É um prédio bonito, mesmo.

De uma parede de vidro no prédio vê-se parte dos 26 hectares de vinhedos que ficam em São Joaquim (os restantes 24 hectares estão localizados na cidade de Bom Retiro), todos com ‘capas de chuva’ para se protegerem da geada e da neve. Na Villa Francioni são cultivadas seis variedades de uvas tintas e duas brancas. Na sua obsessão pela qualidade, a vinícola só vinifica uvas de sua própria produção. Em 2010, pretendem chegar à produção de 250 mil litros de vinho.

A produção é impecável. Cada faixa de terra recebeu um manuseio específico para cada qualidade de uva. A colheita é totalmente manual. Em seguida, todos os passos da produção são acompanhados pela equipe do laboratório, que vai formando um banco de dados com os melhores procedimentos. Nota-se também a preocupação com o investimento na contratação de bons profissionais e na apresentação do produto final nas garrafas.

Outra história bonita é a dos nomes da vinícola e de seus vinhos. Dilor de Freitas, com a convicção de que ‘por trás de todo grande homem existe uma grande mulher’, homenageou sua esposa colocando na vinícola o sobrenome italiano da família dela, Francioni. Seu vinho de base, o Joaquim, é também uma homenagem à cidade que acolheu o negócio; o Francesco é dedicado ao primeiro imigrante italiano da família Francioni a chegar no Brasil. Já o Michelli homenageia o patriarca que ficou na Itália.

Hoje, a Villa Fracioni coloca sete vinhos no mercado: os tintos Joaquim, Francesco, Villa Francioni e Michelli, todos assemblagens; um Rosé multivarietal e dois brancos Sauvignon Blanc e Chardonnay, estes três últimos com o rótulo Villa Francioni. Estão estudando ainda o lançamento no mercado de um vinho branco de sobremesa e dois espumantes extra-brut, rosé e branco.

Experimentamos todos os vinhos da Villa Francioni e gostamos especialmente do Sauvignon Blanc e do Francesco. O Michelli, do qual compramos algumas garrafas para o jantar, foi o maior destaque, muito equilibrado e com personalidade, gostoso mesmo. O único senão fica, ainda, por conta do preço. Tamanha qualidade tem obviamente um custo, especialmente em um país que não tem tradição vinífera. Acreditamos que no futuro, com ganho na escala e na experiência, a vinícola Villa Francioni – assim como demais vinícolas brasileiras sérias – poderá tornar seus vinhos competitivos com os vinhos da mesma faixa de preço chilenos e argentinos.

É possível agendar uma visita à vinícola Villa Francioni através dos telefones (49) 3233.2451, 3233.3713 ou 3233.1918. O custo da visita, R$ 20,00 por pessoa, é abatido na compra dos produtos da vinícola. As visitas podem ser feitas de quarta a domingo, nos horários das 10h, 13h30min e 15h30min.

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E então a gente compra um livro lindo, apetitoso, cheio de receitas legais e a primeira receita do livro que fazemos… fica com gosto de nada :-/ Foi o que aconteceu com o livro La Dolce Vita – Sweet things from the Italian home kitchen da Ursula Ferrigno. A receita-fiasco, um pudim de chocolate e castanhas portuguesas, só deu mesmo prejuízo. E raiva do tal livro. A segunda receita escolhida foi a das florentinas. Fiz uma vez e tive que fazer pequenos ajustes nas quantidades indicadas no livro. Mas deu certo. Ficou deliciosa! Já fiz três vezes a bendita e matei minha vontade de comer uma boa florentina – e não estas misturas inidentificáveis que a gente acha por aí na maioria das confeitarias. É super importante – sempre, mas neste caso especialmente – usar ingredientes de boa qualidade. Na segunda vez fiz com frutas cristalizadas e elas acabaram soltando água e queimando parte das florentinas no forno. Use frutas glaceadas, bem ‘sequinhas’.

Florentinas

115 g de amêndoas inteiras
115 g de avelãs inteiras
115 g de castanhas-do-pará cortadas em duas ou três partes
225 g de cerejas glaceadas cortadas ao meio
115 de frutas glaceadas variadas cortadas em cubinhos
55 g de farinha de trigo
1 col (café) de mix de especiarias (canela, gengibre em pó e pimenta-da-jamaica em partes iguais e meia parte de noz moscada)115 g de açúcar
115 g de mel
100 g de chocolate meio-amargo

Pré-aqueça o forno a 180º. Em uma assadeira larga coloque as amêndoas, as avelãs e as castanhas-do-pará e leve ao forno por 10 minutos. Retire do forno e espere esfriar um pouco. Enquanto isto, lave as cerejas e as frutas glaceadas para tirar o excesso de calda e seque-as bem com papel toalha ou um pano limpo. Misture-as com as amêndoas, avelãs e castanhas-do-pará. Peneire sobre a assadeira a farinha de trigo e as especiarias. Misture e reserve. Em uma panela, misture o açúcar e o mel e leve ao fogo até o açúcar dissolver. Eu deixo começar a fervura e tiro do fogo. Jogue esta mistura sobre a assadeira e mexa bem para incorporar todas as frutas e ‘castanhas’, mas sem desmanchá-las. Fica bem ‘melequento’, é assim mesmo! Assim que esfriar um pouco, o melhor jeito de mexer é com a mão mesmo. Coloque o silpat sobre uma assadeira e acomode a mistura sobre ele, como quiser: formando um retângulo ou um círculo, para depois cortar pedaços, ou já em rodelas. Leve ao forno por 10 a 12 minutos. Deixe as florentinas esfriarem completamente antes de derreter o chocolate e cobri-las.

OBS. Como me ensinou a Lena Gasparetto, o ideal é usar o silpat mesmo, pois tanto na forma de alumínio untada e enfarinhada como no papel-manteiga gruda muito! E aproveitei para usar o Silpat que ganhei de presente da @DanielaAF 🙂

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