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Infelizmente este post não tem aquelas fotos babantes de comidas :-) No Mercado Central de Belo Horizonte é proibido fotografar. Respeitamos a regra. Nos outros locais, curtimos tanto a noite que pouco pensei em tirar boas fotografias. Shame on me blogueira!  Mas às vezes não tenho mesmo vontade de fotografar com grandes produções durante a refeição, quero é curtir os sabores. É por isto que este blog é amador, né gente? ;-)
Mas vamos ao que interessa.

Ir a Belo Horizonte e não botecar é pecado mortal. Afinal, a cidade é conhecida como a “capital nacional do boteco” e tem mais de 12.000 estabelecimentos do tipo. Os botecos da cidade são uma verdadeira instituição gastronômica e cultural e não é à toa que o festival Comida di Buteco nasceu em BH, no ano de 2000. Desde então os botecos de BH se esmeram em criar pratos e tira-gostos diferentes e saborosos a cada ano.

É claro que com pouco tempo disponível e com adolescentes não dá para fazer o circuito completo de botecos bacanas da cidade. Mas pelo menos um gostinho deu pra ter. Escolhemos dois botecos da lista super apetitosa que a @atiepolo me passou. Valeu a pena. Almoçamos um dia no Casa Cheia no Mercado Central e pegamos um final de tarde para ir ao Bar do Careca. O Bar do Zezé, o outro próximo da lista, infelizmente ficou de fora.

No último dia, já sentindo vontade de dar uma pausa no regabofe de comida mineira (nos fartamos dela!) e vendo que os meninos estavam cansados e sem vontade de sair do hotel, resolvemos curtir a noite a dois e mudar um pouco. Saímos da cerveja para o vinho e fomos beliscar no Oak Restaurante e Wine Bar. E BH foi assim, do roots ao glamour, de pé no chão e de salto alto, abrindo e fechando com chave de ouro.

Casa Cheia

O nome Casa Cheia não é à toa. Chegamos para almoçar às 12h em ponto e o lugar já estava lotado. Fomos os primeiros da fila de espera. Quando saímos, a fila estava gigantesca. O Casa Cheia fica espremido num canto do segundo andar do Mercado Central e é cheio, apertado e sem muito capricho. Mas o lugar é cheiroso, a comida é divina, o atendimento  eficiente e os preços excelentes. A cozinha fica à vista e é bacana olhar seu movimento. É a melhor opção para almoçar no Mercado. Infelizmente faltou coragem na galera para provar o famoso tira-gosto do Mercado, o fígado acebolado com jiló, mas provamos três pratos, dos quais dois já tinham sido premiados em edições anteriores do festival Comida di Buteco. O Mexidoido Chapado, um mexido de arroz e feijão com picanha, lombo defumado, linguiça caseira, bacon, legumes e um ovo de codorna frito coroado por uma pimenta biquinho estava uma delícia. Outro prato que adoramos foi um cozido de cordeiro, no qual o cordeiro é marinado com vinho e temperos e cozido junto com costelinha suína, linguiça e legumes, servido com arroz com brócolis e batatas-fritas. Tudo delicioso, dos pratos à cerveja bem geladinha.

Bar do Careca

Pé-sujo cheio de charme, com suas paredes descascadas, chão rachado, mesinhas com toalha de plástico, mas com a comida mais cheirosa e com o dono de coração mais quente da cidade. O Careca veio à mesa conversar e contar seus causos. Está sempre lá e é ele que praticamente  faz toda a comida do lugar. Acorda cedíssimo e começa a preparar o mis-en-place, coloca as carnes para assar, os peixes para grelhar, os ensopados para ferver. Sua comida é uma delícia mesmo. Feijão tropeiro temperadinho, carne de panela untuosa, um lombinho com jiló que até os filhos provaram. Com direito a um bolinho de bacalhau sequinho e perfumado de entrada e uma cerveja Original para acompanhar. O Careca, com toda sua simpatia, nos deu a receita da sua geleia de pimenta que casava maravilhosamente bem com o lombinho com jiló. E ainda de lambuja nos presenteou com um pouco do seu tempero especial, preparado por ele todos os dias e que leva cebola, alho, gengibre e ervas. Uma noite gostosa na qual acalentamos o estômago e a alma com a hospitalidade mineira.

 Oak Restaurante e Wine Bar

Continuamos brindados pela simpatia e hospitalidade mineira neste wine bar/restaurante. Lugar muito gostoso, com mesas na varanda de frente pra a rua, decoração moderna e aconchegante, música e iluminação na medida certa. O sommelier, muito atencioso, veio nos recomendar suas escolhas de vinho branco e vinho tinto. Tomamos o primeiro com um trio de canapezinhos de salmão defumado e salmão tartar. O tinto foi acompanhado de canapés de carpaccio, saborosos e delicados. Por fim, uma amostra de cinco sabores de brigadeiros de colher, numa apresentação bonita e gostosa. Foi o suficiente para fechar a noite depois de um lauto almoço de comida mineira de raiz :-)

 

Como muitos dos nossos leitores já sabem, após cinco anos morando em Ribeirão Preto estamos voltando para São Paulo no final do ano.  Uma nova fase, com novos desafios da cidade grande com seu trânsito, poluição, maior violência. Mas também com grandes compensações, como a proximidade da família e de muitos dos antigos amigos.

Enfim, nesta toada me dei conta outro dia de que não escrevi sequer um post sobre Ribeirão Preto.  Resolvi então corrigir esta lacuna e me despedir desta cidade contando sobre aquilo que achei mais gostoso por aqui. O meu melhor de Ribeirão Preto, do pão à pizza, ou ao chocolate :-D Aproveitem.

MELHOR BOLO SIMPLES

Basta entrar numa Casa de Bolos e o aroma dos bolos recém-assados já deixa qualquer um com água na boca. O lugar é muito simples, mas não tem ‘bolinho de vó’ mais fresquinho e gostoso na cidade do que os da Casa de Bolos. A qualquer hora do dia tem sempre um bolo quentinho acabado de sair do forno para deliciar a gente. Desde os bolos simples, como de laranja, de fubá, de cenoura coberto de chocolate; até as especialidades da casa como o bolo Luís Felipe e o delicioso bolo de banana com uva passa, um dos meus prediletos. Preço bom e justo. Na rua Chile 1421, no Jardim irajá (e mais dois endereços no Centro e na Av. da Saudade).

MELHOR BOLO DE FESTA

Para mim não tem bolo mais gostoso para comemorar uma ocasião especial do que o bolo mousse de chocolate da Iceland. A massa é leve, o recheio é substancioso sem ser pesado e ele é doce na medida certa, o que é raro no mundo dos bolos com muitos recheios e coberturas. Não é à toa que é o carro-chefe da casa e seu bolo mais vendido. Mas tem outros muito gostosos, como o Brigadeiro Chic, o Sem Preconceito e o bolo de Nozes com Baba de Moça. Preço super justo pela qualidade. E dá para facilitar a vida encomendando pelo telefone. Na avenida Nove de Julho 1614, no Jardim América.

MELHOR DOCE

O campeão neste quesito é uma tradição na cidade: os mousses leves, aerados e deliciosos da Mousse Cake. Carro-chefe da casa, que começou como doceria e hoje oferece um extenso cardápio de pratos salgados e algumas sobremesas, os mousses ainda são o que há de melhor lá. Antigamente havia a opção de pedir a “degustação de mousses”, que vinha em cinco ou seis potinhos, de sabores variados. Não sei porque tiraram a opção do cardápio. É possível pedir uma porção inteira (enorme, que dá para duas pessoas) ou meia-porção, ideal. Meus preferidos são o mousse de chocolate branco com gotas de chocolate ao leite e o de chocolate ao leite com amêndoas ou com damascos. Na rua João Penteado 1481, no Jardim América (e outros quatro endereços na cidade).

MELHOR CHOCOLATE

Para quem não mora na cidade pode até parecer estranho que os chocolates ganhem uma categoria só para eles. Mas Ribeirão Preto, mesmo com o calor escaldante que faz aqui, tem uma tradição de chocolaterias gourmet. Entre elas a Desejo & Sabor e a Le Sofiah, que têm uma boa variedade de docinhos e chocolates. Mas ainda é a Le Bonbon que figura no topo da lista dos melhores chocolates da cidade. Um dos mais famosos é o Igloo, bombom de chocolate ao leite com recheio de marshmellow. Meu predileto é o Carré D’Abricot, um pãozinho de mel com especiarias e recheio de geleia de damascos, coberto com um mix de chocolates. Na rua João Penteado 2560, no Jardim América.

MELHOR SUCO

Gosto dos sucos da Laranjalima no Shopping Ribeirão, mas não batem para mim os sucos super gostosos e no tamanho ideal (500 ml) para matar a sede da casa de sucos de origem paulistana Suco Bagaço, que tem uma unidade dentro do Novo Shopping. Não é à toa que há sempre filas, o suco feito na hora é fresquíssimo e muito bom. Experimente o de abacaxi com gengibre e laranja, meu preferido.

MELHOR SALGADO

Não há nada muito sofisticado ou diferente neste quesito na cidade. As salgaderias são simples, tradicionais e sem grandes salamaleques. Mas ainda acho que a melhor delas é a Castro Salgaderia, que têm salgados quentinhos a qualquer hora e que ainda oferece por encomenda mini salgadinhos, de boa qualidade e bom preço. Meus filhos adoram o enroladinho de salsicha, a coxinha e a bolinha de queijo. Para um lanche rápido ou para encomendar para uma festa, não tem erro. Na rua Bernardino de Campos 734, no Centro (e em outros endereços).

MELHOR SANDUÍCHE

Gosto muito dos sanduíches caprichados e com ingredientes de boa qualidade do Serjão Lanches. Os meus preferidos são os baurus com picanha, alcatra ou baby beef, mas gosto também dos beirutes. Para quem não fica sem um bom hambúrguer, prove o barbecue burger. O lugar é despojado mas confortável e o atendimento atencioso. Na avenida João Fiúsa 1297, no Sumaré.

MELHOR PÃO

Esta é uma categoria bem difícil. Não consegui eleger uma única padaria, já que várias das que frequento têm suas especialidades e delícias. Se for para escolher apenas uma, ficaria com a Villa Padoca (rua Thomaz Nogueira Gaia 1174, no Jardim Irajá) pelo ‘conjunto da obra’.  Há uma variedade grande de pães e muitos deles são gostosos, como o levíssimo pão de azeite, o denso e saboroso pão de campanha e outros como o pão de cenoura, o pão francês integral. Mas não posso deixar de  fazer uma menção honrosa à City Pão, que faz disparada a melhor chipa de Ribeirão Preto.  A City Pão tem também um bom pão francês e um pãozinho de nozes e passas que me agrada. E, por fim mas não em último lugar, o pão francês mais consumido aqui em casa, sempre fresquinho e gostoso, da Irajá Frios.

MELHOR PIZZARIA

Para mim nenhuma pizza da cidade bate a da Famosa Pizza, que inclusive já deixou muitos de nossos amigos paulistanos de queixo caído. O ambiente é gostoso, o serviço atencioso e a pizza muito caprichada, feita com ingredientes de qualidade em combinações bem saborosas. Para os que não ficam sem calabresa, a pizza Estrela (ou Madonna) é muito boa. Minha preferida é a Ousada (ou Carmem Miranda), que leva berinjela e pimentão assado e marinado e azeitonas pretas.  Na avenida Wladimir Meirelles Ferreira 1466, no Jardim Botânico.

MELHOR JAPONÊS

O mais tradicional e dos mais antigos – se não for o mais – restaurante japonês de Ribeirão Preto, o Mirai é imbatível. Mesmo longe de São Paulo e do litoral, o peixe é fresco e de qualidade e até as ostras frescas chegam por lá, todas as terças-feiras. Há pratos clássicos e alguns diferentes e interessantes. Se você curte as novidades, peça o Combinado do Chefe, sempre com combinações criativas e gostosas.  O lugar é tranquilo e agradável e o serviço atencioso. Na rua Ondibecte Silveira 293, no Jardim Macedo (e em outros dois endereços nos shoppings Ribeirão e Novo Shopping).

MELHOR ÁRABE

Este é um dos segredos bem guardados da cidade. Há outros lugares que servem e vendem delícias da cozinha árabe em Ribeirão Preto, mas nenhum com a qualidade da Casa Salim. Desde as deliciosas esfihas folhadas e as abobrinhas em tiras marinadas até os pratos de frango e cordeiro, supimpas mesmo. O lugar é acanhado, pequeno e apertado, mas as donas estão sempre lá e a qualidade dos ingredientes utilizados e da comida é imbatível, tanto para um almoço durante a semana como para levar para casa. Na rua Pedro Merino 220, no Jardim Irajá.

MELHOR CHURRASCARIA

A churrascaria-rodízio Coxilha dos Pampas tem muitos fás na cidade, mas eu ainda prefiro o Ancho. Lugar bonito, com decoração charmosa, carnes super selecionadas e bons acompanhamentos. A carta de vinhos é  completa e oferece boas alternativas. Para um almoço de final de semana e para jantar também. Na avenida João Fiúsa 2040, no Jardim Canadá.

MELHOR RESTAURANTE

A ideia inicial era eleger a melhor massa da cidade. Mas não acredito que há em Ribeirão Preto um restaurante de massas ou um prato de massa que seja realmente imperdível. Tem gente que vai protestar e vai mencionar a Gondola do restaurante La Cucina de Tullio Santini. Vale mais pela fama do que pelo sabor. Se você é curioso, prove  :-) Ou fique nos antipastos, uma boa opção por lá. Porém, se for para eleger um restaurante apenas na cidade, fico com o Flor de Sal Bistrô, o mais completo no conjunto de quesitos boa comida, boa oferta de bebidas, bom serviço, bom ambiente e preço justo. Na rua Floriano Peixoto 1463, no Boulevard.

MELHOR ALMOÇO RÁPIDO

Meu almoço rápido preferido na cidade nasceu, curiosamente, como um anexo dentro de uma loja de presentes. O Mabruk tem poucas mesas e um menu enxuto de especialidades árabes oferecidas em um buffet, no qual é tudo bem gostoso e caprichado. Na rua Cerqueira Cesar 1556, no Jardim Sumaré.

Por fim, uma menção honrosa a outro segredo da cidade do qual gosto: o Tokyo Restaurante, que serve comida japonesa e chinesa por quilo, boa e honesta. No Tokyo o ambiente não é dos mais simpáticos, com sua decoração kitsch, mesas um pouco apertadas e cadeiras um tanto desconfortáveis, mas vale a pena conhecê-lo pela variedade de pratos, muitos deles bem gostosos. Na avenida Nove de Julho 1194, no Boulevard.

Um agradecimento especial às amigas que me ajudaram a “desempatar” alguns quesitos: Daniela M. , Marcia S., Claudia M., Marcia T., Carla C. da S. e Elisa C. :-D

 

Passamos um final de semana prolongado no Rio de Janeiro por conta do  Seminário Viajosfera, que reuniu blogueiros e simpatizantes do segmento de blogs de viagem e correlatos.

Em princípio minha ideia era falar sobre as delícias do Leblon e os melhores lugares para tomar um sorvete, comer um doce ou um chocolate. Mas   as incursões iniciais na Kurt Confeitaria e na Pavelka não me empolgaram. Na Kurt achei as tortas bastante doces e o que mais me agradou foi mesmo o financier que vem com o cafezinho. Tão bom que levei uma caixa deles comigo.  Na Pavelka não consegui sequer terminar o tão recomendado mil folhas, super maçudo, com um creme pesado e que lembrava muita manteiga e nada de baunilha. Tomei um sorvete apenas bom na Mil Frutas e não tive tempo de provar os chocolates da Cacau Noir indicados pela Constance nem de visitar e me esbaldar nos chocolates da Beth.

Ou seja, o post das delícias doces do Leblon virou um post de almoço, jantar e botecagem. Todos muito bem sucedidos.

Almoço no RS

Almoçar na sexta-feira no RS é uma boa pedida para quem tem vontade de provar as delícias da Roberta Sudbrack e não tem tempo e nem bolso para aproveitar os menus de degustação do jantar. Às sextas, único dia da semana em que o restaurante abre para o almoço, a Roberta serve um menu executivo super caprichado e sempre composto de pãozinho com manteiga, uma entradinha, uma salada, um prato e uma sobremesa. Há sempre duas opções de cada.

Tive a sorte de sentar-me ao lado de uma amiga que divide pratos :-D e pude provar ambas as opções de cada prato. Assim, experimentei o famoso tartare de abóbora, composto de pedacinhos de abóbora curtida em um tempero com ar oriental e o toque super crocante das sementes de abóbora, uma delícia mesmo.  Também gostei muito da salada de abóbora assada, com pedaços de abóbora macios por dentro e crocantes por fora, também realçada pelas sementes assadas, maravilhosa. Deliciosa overdose de abóbora :-D

No prato principal fiquei com o clássico picadinho do Palácio da Alvorada (filé na ponta da faca, farofa de cenoura, banana à milanesa, ovo caipira poché e arroz). Ambas as sobremesas estavam muito gostosas, o sorvete de figo de Valinhos e o mil folhas, com uma massa etérea e um creme pontilhado de sementes de baunilha, diria que dos melhores que já comi na vida.  O vinho da casa em taça é bom e acompanha bem o almoço. Para quem pedir o café, uma colher do reverenciado brigadeiro para fechar com chave de ouro a refeição. Sim, uso e abuso dos clichês para falar de comida. É a emoção :-)

Leia mais sobre a Roberta Sudbrack no Pra Quem Quiser me Visitar da Constance, no Gastrolândia da Ailin Aleixo e no DCPV do Edu Luz.

Jantar no Bazzar

Jantamos muito bem no Bazzar, lugar gostoso, moderninho mas tranquilo, com serviço atencioso e gentil. No Bazzar (que apenas rivaliza com o Chef Vivi neste quesito) comi os melhores pãezinhos de couvert dos últimos tempos.  Não dá para perder o pão de limão e o pão de passas e mel, que vêm quentinhos estalando do forno para a mesa, acompanhados de manteiga e de dois azeites temperados na casa. Escolhemos dois tapas para começar, os bolinhos de carne seca e abóbora com molho barbecue e as lascas de bacalhau acompanhadas de molho de coentro, molho de azeitona preta e um outro molho semelhante a uma mostarda de Cremona. Os bolinhos estavam deliciosos, perfeitos. O cordeiro de prato principal estava gostoso e só a sobremesa não me encantou. Há boas opções na carta de vinhos, bem completa.

Botecagem no Aconchego Carioca

Fazia muito tempo que eu queria ir ao Aconchego Carioca. Já tinha visto inúmeras fotos daqueles bolinhos e sonhava com eles :-) Pois fomos e com coragem esperamos nossa mesa por quase uma hora e meia, já que era pleno domingo na hora do almoço. O almoço virou happy hour e botecagem, mas foi inesquecível. Lugar super gostoso, decoração rústica mas caprichada, um jardim bonitinho, redes penduradas no teto, tudo simples e aconchegante, como diz o nome. Como estávamos em 8 pessoas, deu para provar um  pouco de tudo e valeu a pena. Meus preferidos foram os bolinhos de feijoada recheados com couve e bacon, os bolinhos de abóbora com carne seca e o jiló com queijo de cabra. Mas também gostei bastante dos bolinhos de feijão branco com rabada, os de aipim com bobó de camarão e as almofadinhas de tapioca. Tudo acompanhado de boas caipirinhas.

Depois dividimos um bobó de camarão e um escondidinho de camarão, dos quais estava melhor o bobó. Mas se quiser ficar apenas nos aperitivos e nas sobremesas, vale muito. Pedimos o  pudim de tapioca com cachaça, que estava divino, e os famosos palitos de queijo coalho com goiabada Zélia, muito bons também. Foi tão bom que ficamos com gostinho de quero mais!

Leia mais sobre o Aconchego Carioca no Viaje na Viagem do Riq Freire e no Pra Quem Quiser me Visitar da Constance. 

Agora, é partir para a dieta :-)

 

Sou fã número um desta cidade organizada, charmosa (sim, acredite!) e cheia de atrações culturais, gastronômicas e musicais, entre outras. Dá para ficar dias passeando em Chicago e ainda vai faltar tempo para ver tudo.  Desta vez, uma rápida passada pela cidade rendeu programas gastronômicos em dose dupla, ótimos para gourmets e outros viajantes.

Dois lugares bacanas para almoçar em Chicago

Uma dica no Twitter nos levou ao Epic Burger. Não me lembro mais de quem foi a dica, mas estou aqui agradecendo até hoje :-)  Com cara de lanchonete do tipo McDonald’s à primeira vista, o Epic Burger serve um hambúrguer de muito respeito, feito com ingredientes naturais, orgânicos e frescos, produzidos diariamente. Com um endereço a poucas quadras do The Art Institute of Chicago e outros dois endereços bem próximos da Michigan Avenue, não tem desculpa para dar uma parada e almoçar bem, rápido e barato aqui.

Outro almoço delícia, que não é exclusividade de Chicago mas é sempre certeiro:  The Cheesecake Factory. Ótimos hamburgueres, boas saladas, pratos variados e, claro, os mundialmente famosos cheesecakes de sobremesa. Difícil escolher um só. Localizado no térreo do prédio John Hancock Center, na própria Michigan Avenue, fica fácil para dar uma paradinha e se deliciar.

Dois lugares deliciosos para jantar em Chicago

Fomos bastante felizes nas escolhas de restaurantes para jantar em Chicago. As dicas vieram da Renata Antiquera do blog Paixão por Viagens e do chef paulistano @Cabertolazzi.

No Japonais, dica da Renata, comemos deliciosas e originais combinações de sushis e sashimis. O interessante, neste restaurante, é que são duas cozinhas diferentes, tocadas por dois chefs, uma de comidas frias e outra de comidas quentes. Ficamos só nas frias, mas adoraria voltar para provar da outra cozinha, já que fiquei de olho nos pedidos das mesas vizinhas… Quem nunca? :-D Dá para sentar dentro ou na varanda, onde é bem gostoso. Não deixe de provar o Spicy Tuna Tartar e o Bin Cho.

O Avec, dica do Bertolazzi, tem outra proposta. Restaurante bem pequeno,  não aceita reservas e os lugares são no balcão ou em mesas comunitárias. Mas vale muito a pena chegar bem cedo para poder sentar, já que lota facilmente. A focaccia com queijo taleggio, ricota e ervas é uma delícia. Muito boas também a burrata e as tâmaras recheadas com chorizo com bacon e molho de pimenta piquillo. A ideia aqui é pedir duas a três entradas e/ou pratos e dividir. Fomos a fundo nesta ideia e ofereci nossos pratos aos vizinhos de mesa, que estavam de olho :-) No fim, a mesa trocou vários pratos e também conversas super divertidas, foi uma noite especial.

 Duas lojas gourmet imperdíveis em Chicago

Conhecemos estas lojas da última vez que estivemos em Chicago. Ambas faziam parte do tour gastronômico Food Tasting and Cultural Tour organizado pelo Chicago Food Planet que fizemos. Mas estava louca para voltar para renovar meus estoques de delícias :-) Lojinhas diferentes, especiais e obrigatórias para quem gosta de comer e/ou cozinhar. E, melhor ainda, uma vizinha da outra.

A primeira delas, a Spice House, dá para sentir de longe. Sentir mesmo!  Já que o cheiro delicioso de especiarias fica no ar por alguns bons metros em volta da loja. As especiarias são todas importadas ou compradas diretamente por eles e vendidas a granel na loja. Assim, dá para escolher entre uma variedade de curries, de açúcares baunilhados, de canelas e de sais de várias partes do mundo. Também fabricam suas próprias misturas de temperos deliciosos. Assim há temperos especiais para carne, frango ou peixe, para saladas e para sopas. Comprei o melhor lemon pepper que já provei na vida aqui. Desta vez, levei dois novos: um chilli con carne seasoning perfumadíssimo e um tuscan seasoning para saladas super saboroso.

Ao lado, a Old Town Oil vende dois tipos de produtos apenas: azeites e vinagres balsâmicos. Porém, que azeites e acetos! Há uma variedade absurda de acetos aromatizados e envelhecidos e azeites aromatizados e de várias procedências. Melhor ainda: tudo em tanques de metal com uma torneirinha e copinhos ao lado, ou seja, disponíveis para os clientes provarem o quanto quiserem. Trouxe um aceto balsamico com tangerina que nem conto para vocês :-P

Na semana passada dei para vocês  minhas sugestões de lugares bacanas pra jantar em Nova York.

Hoje, as dicas são de duas blogueiras brasileiras locais. A primeira delas, a @Marcie14, tem um blog super charmoso onde fala das novidades que aparecem na cidade, desde novos restaurantes e exposições até histórias do cotidiano.  A segunda, a @Tanpereyra, é uma super gourmet e está por dentro das melhores novidades gastronômicas de Nova York, as quais ela publica também aqui.

Espero que gostem! Valeu meninas :-)

Com vocês, a Marcie Pellicano, do Abrindo o Bico.

“Em primeiro lugar, o L’Absinthe, francês.  Gosto do ambiente, da comida e do serviço.

Para depois do teatro/ballet, o Café ShunLee, para dim-sums muito gostosos.

E o Fiorello, para uma deliciosa comida italiana, num ambiente bem transado.

Em Tribeca, gosto muito do Pepolino.

Também em Tribeca, muito tradicional, cheio de gente transada, o Odeon.

Em Midtown, um italiano muito honesto e gostoso, Brio.

O Gramercy Tavern, sempre uma boa pedida.

O Locanda Verde, um dos restaurantes do Robert de Niro.

Um bom brunch, Serafina (embora eu não entenda, até hoje, essa coisa de brunch, viu?!)

E, para todas suas reservas de restaurantes, o Open Table.”

Com a palavra a Tania Pereyra, do Dulce Bee Life.

“Foi difícil escolher porque comer e cozinhar são meus passatempos prediletos. Mas nesses eu volto sempre. Aqui segue a minha lista.

Alice Tea’s Cup – casa de chá com tema da Alice no País das Maravilhas. Não é só para crianças, já que a comida é muito bem feita e os scones vem quentinhos e em sabores especiais de abóbora, morango com limão, presunto e queijo, queijo de cabra com manjericão, chocolate com caramelo salgado e o tradicional de buttermilk. Além de extensa carta de chás, tem sanduíches e quiches no almoço e serve café da manhã diariamente. Um bom pit stop pertinho da Blomingdale’s. Dois scones e uma bule de chá por US$12 é uma barganha, já que dá pra dividir. Tem 3 unidades em Manhattan (UES, UWS e Midtown).

Cascabel Taqueria – meu mexicano favorito, que fica pertinho da minha casa. Serve tacos mais modernos com de peixe com palmito, de camarão com feijão preto e carne assada com cebola crocante. O bolinho de caranguejo com milho vai perfeito com uma cerveja gelada. Ambiente bem casual com cervejas mexicanas e margaritas feitas com sucos naturais. Tem uma outra unidade no Upper West Side.

Sushi of Gari – esse também pertinho de casa, mas com uma estrela do Michelin e um dos melhores sushis de NY. Tem que fazer reserva e o ideal é sentar no balcão. O menu degustação tem um preço bem razoável de US$80 por pessoa e acho que comparando com os preços de São Paulo até que não assusta tanto. Os peixes vêm diretamente do Japão e os sushimen são todos made in Japan. Se o bolso estiver apertado tem menu a la carte. Tem 3 unidades em Manhattan (UES, UWS e Theater District).

A Voce – italiano moderno e menu sazonal da chefe Missy Robbins. Tem um menu degustação no almoço por US$24 com entrada, prato principal e sobremesa. Na unidade do Columbus Circle peça para sentar na janela e apreciar a vista do Central Park. A foccacia da cesta de pães é viciante. Quentinha com um toque de tomate e azeite pra “chuchar” o pão. Serviço super atencioso. No jantar os preços são mais altos, mas vale um jantar romântico com vista para as luzes de NY e um bom vinho italiano.

DBGB – cervejaria do chefe Daniel Boulud. Eu sou muito fã do trabalho dele em NY. Todas as suas casas têm comida e atendimento com qualidade sempre que visito. O charme do restaurante é a decoração com panelas doadas pelos seu amigos famosos – Alain Ducasse, Joel Robuchon, Eric Ripert, Thomas Keller entre outros. A comida correta com linguiças e salsichas artesanais, patês, terrines e hamburgueres de influência francesa, como o com barriga de porco confitada e queijo Morbier. Tem que deixar um espaço para a sobremesa. Sundaes artesanais e o famoso Baked Alaska.

Jing Fong  – Dim sum em Chinatown. O espaço não é aconchegante, parece um daqueles restaurantes de polenta com frango com um salão enorme. Mas o vai vem dos carrinhos, as garçonetes chinesas gritando para todo lado e o hábito chinês de dividir a mesa com desconhecidos só traz um certo charme e uma experiência tradicional. Mas já levei gente que amou e tem gente que não volta de jeito nenhum, como o meu marido. Serve pasteizinhos no vapor, fritos, de carne de porco, camarão, de vegetais e para os mais corajosos pés de galinha ou caramujos ensopados. Uma opção muito barata em Chinatown. Cada cestinha com 3 pastéis custa de US$3 – US$5. De sobremesa dê uma passadinha na Chinatown Ice Cream Factory com sabores exóticos de biscoito da sorte, gergelim preto, lichia, gengibre além dos tradicionais. Tudo feito com ingredientes naturais e a família inteira trabalhando atrás do balcão.

Brother’s Jimmy’s – churrasco típico do Sul dos Estados Unidos. Costelinhas de porco com molho barbeque, porco desfiado, frango frito crocante e os acompanhamentos típicos de mac&cheese, fritas de batata doce, milho cozido, feijão, quiabo frito. Não deve ser o melhor churrasco de NY, mas tem várias unidades em lugares mais centrais. Geralmente os restaurantes mais tradicionais ficam mais distantes no Brooklyn ou no Harlem.Tem um happy hour animado, mas é um bom restaurante pra ir com crianças com um ambiente bem casual.

Depois das dicas de lugares bacanas para almoçar em Nova York, vamos às dicas de lugares para jantar. A ideia aqui não é listar restaurantes estrelados e/ou super caros, mas  falar sobre lugares onde já fomos e nos quais nos sentimos bem, fomos bem atendidos e felizes em nossas escolhas de comida e vinho. E achamos o preço justo.

Duas observações importantes.

Procure sempre reservar seu restaurante, de preferência com antecedência. Este hábito, que começa a se tornar corriqueiro em São Paulo e em outras cidades brasileiras, é praticamente essencial em Nova York. Não é complicado. Dá para reservar nos próprios sites dos restaurantes, através do concierge nos hotéis que oferecem este serviço e, da maneira que eu acho mais prática, pelo site do Open Table. É fácil reservar e é fácil mudar ou cancelar a reserva se necessário.

Segundo, um conselho para os bebedores de vinho: cuidado com o copo. Em Nova York, não sei porque, o preço dos vinhos nos restaurantes têm um ágio bastante grande em relação aos preços nas lojas. Ou seja, tomar vinho vai encarecer consideravelmente sua refeição.

Abaixo, as minhas sugestões de turista de lugares para jantar em Nova York.  Semana que vem, as sugestões de duas blogueiras brasileiras moradoras da cidade. Fiquem de olho! :-)

O “bom, bonito e barato”:  Carmine’s

Adoro comer no Carmine’s, para mim um verdadeiro “bom, bonito e barato”.  Quase uma atração turística na cidade :-)  É verdade que ele é meio bagunçado, está sempre cheio e as porções são absolutamente gigantes. Mas por outro lado ele é perto dos teatros da Broadway, o serviço é ligeiro, a comida é boa e os preços melhores ainda. Vá com amigos, pois cada prato de massa aqui serve bem umas quatro pessoas. Recomendo as torradas com alho de entrada e o spaghetti com frutos do mar.

A pizzaria: Serafina

Gosto mais de ir ao endereço da Madison com a rua 79, lugar menor e mais tranqüilo, mas há outras filiais do Serafina na cidade, inclusive na Broadway perto dos teatros. Pizza boa, serviço atencioso, preços honestos.

 Para comer carne: Le Relais de Venise e Quality Meats

No Midtown East, o Relais de Venise é o endereço do tradicional entrecôte em Nova York. Bom para jantar com as crianças, já que o menu fixo de salada verde de entrada e entrecôte com fritas agrada a todos e os preços são razoáveis  para levar toda a família. Lugar simpático e com serviço atencioso. Bem servido, carne bem temperada, batatinhas fritas sequinhas. Nós gostamos e recomendamos.

Este foi dica dos meus amigos Jorge e Lena. No Midtown, próximo ao Central Park, o Quality Meats é um pouco mais transado e moderninho, com um ambiente cheio de bossas de design. Um lugar perfeito para comer os tradicionais cortes de carne norteamericanos, em uma apresentação mais gourmet.

O italiano: Maialino

Vou ficar só em um italiano por ora, pois outros restaurantes italianos dos quais  gosto estarão certamente  na lista da minha guru novaiorquina Marcie. :-) O Maialino fica no lindo e chique Gramercy Park Hotel, em uma vizinhança muito gostosa da cidade, próximo ao Gramercy Park. Uma trattoria sofisticada, com ambiente aconchegante, serviço super atencioso e antipastos e massas bem gostosos.

Os japoneses: Nobu e Sasabune

O Nobu tem preços pouco convidativos, mas entra aqui porque acho este restaurante a cara de Nova York. Logo na entrada, uma imponente parede de barris de sake sobre o bar dá o tom da decoração moderna do local. Eu adoro as invencionices do Nobu :-) Se seu bolso é apertado mas ficou com vontade, vá ao Nobu Next Door, onde tem um menu de almoço mais em conta e super legal também.

O Sasabune é um segredo bem guardado de Nova York, que foi dica dos meus amigos Jaques e Flávia, habitués. Um japonês pouco conhecido dos turistas, figura em listas dos melhores lugares para provar um menu degustação de sushis e sashimis na cidade. O velho esquema: o sushiman pergunta se você tem alguma restrição, e vai soltando aquelas porções fresquíssimas e deliciosas. Para os fãs de comida japonesa, imperdível.

Na região do Meatpacking: Pastis e Spice Market

Cada um em uma esquina, separados por um quarteirão, no buchicho do Meatpacking District. Para mim, dois lugares onde não tem erro comer, onde é sempre gostoso. O Pastis é um pouco mais barulhento, um “bistrozão” mesmo, ambiente animado e informal.

Mas gosto ainda mais do ambiente e da comida do Spice Market, restaurante do Jean-Georges Vongerichten, que tem um menu de pratos orientais diferente e delícia. Para mim, o melhor do pedaço.

O Buddakan, na mesma região, é bastante recomendado. Porém, nunca estive nele para opinar.

Para ir após o teatro: Bar Boulud

Mais uma dica do Jorge e da Lena, o Bar Boulud, que fica perto do Lincoln Center, é ótimo para um jantar pós-teatro. É pequeno, barulhento e tem um mesão comunitário além de poucas mesas, mas ainda assim vale a pena. Pratos com apresentação linda, tudo bem gostoso. Tem uma adega super bonita e completa e ótimos vinhos, mas aqui, neste caso, a conta vai certamente subir.

Os badalados: Minetta Tavern e  Casa Mono

Próximo a Washington Square, o Minetta Tavern é estrelado, mas está aqui porque achei o preço  justo frente à qualidade dos pratos. Restaurante dos mesmos donos do Balthazar e do Pastis, é para mim uma espécie de ICI Bistrô paulistano em Nova York. A comida é muito boa, há tradicionais pratos franceses e também excelentes carnes. Lota facilmente e precisa ser reservado com antecedência.

Nas vizinhanças da Union Square, o Casa Mono foi a melhor surpresa de nossa última viagem. Um lugar pequeno, escuro e apertado, mas aconchegante. Mais indicado para casais. Com uma trilha sonora das bandas inglesas dos anos 90 de fundo, comemos tapas absolutamente deliciosos. Boa e variada carta de vinhos também. Adoramos!

Aproveitem!

E não deixem de contribuir com as suas dicas :-D

Sempre reluto em fazer posts com indicações de restaurantes. Porque eles abrem e fecham, entram e saem de moda, melhoram e pioram. E assim fica difícil fazer um post que seja mais atemporal, como eu gosto. Abri honrosas exceções para Buenos Aires e abrirei também para Nova York, já que muita gente me pede indicações de lugares para comer nesta cidade.

Assim, resolvi fazer um apanhado de sugestões para almoçar e para jantar. O post de hoje é da hora do almoço.  Sugestões variadas, que caibam em diversos gostos e bolsos também. Lugares visitados por mim e por amigos que foram à cidade.

Aproveitem!

RESTAURANTES

Estas sugestões são para aqueles que não abrem mão de sentar e almoçar com mais calma ~$$ ~, descansando da correria do dia em Nova York.  O Balthazar, no Soho, não tem erro.  O ambiente é agradável e é sempre gostoso para comer uma salada ou um prato rápido. Gosto especialmente de pedir o steak tartar. Outra boa opção no bairro é o Le Pain Quotidien, com sanduíches e pratos rápidos feitos com ingredientes orgânicos e super frescos.

Um lugar gostoso vizinho ao Soho para comer uma boa massa e de sobremesa provar o melhor cheesecake / ricotta tart que já comi na vida é o Pepolino. Conheci este restaurante através da @Marcie14 e quase sempre que vou a Nova York gosto de voltar lá por esta sobremesa divina. Gostei tanto dela que fiz até a minha versão da receita em casa, publicada aqui. :-) Para um bom hambúrguer ou outro prato de carne na mesma vizinhança, fique com o Blue Ribbon, um favorito local.

Nas vizinhanças, no Lower East Side, a tradicional Kat’z Deli onde Harry encontrou Sally :-) Peça o sanduíche de pastrami, clássico.

Mais para cima, na região da Union Square, dois outros lugares onde não tem erro comer: o Union Square Cafe e o Blue Water Grill, gostoso para comer peixes e frutos do mar.  São ótimos lugares para jantar, também.

Chegando a Times Square, os restaurantes que mais agradam às crianças: o Hard Rock Cafe e o Planet Hollywood.

Quase no Central Park, dois museus bacanas têm bons restaurantes para almoçar. O primeiro deles, o The Modern, fica no MoMA e é bonito, gostoso e caro.  O segundo, o Robert, fica no Museum of Arts and Design e é um achado da @carmemsil e da @anamdo, com sua vista para o Central Park e um menu executivo que fica abaixo dos 30 dólares.

No Uptown, um lugar muito bacana que também conheci através da @Marcie14, o E.A.T.  Uma mistura de mercadinho gourmet com restaurante, pouco frequentado por turistas, tem várias opções de sopas, saladas e sanduíches, tudo caprichado e gostoso. E, de lambuja, você pode encontrar o Paul McCartney almoçando do seu lado, como foi o nosso caso :-D

MERCADOS GOURMET

Já falei destes dois mercados neste post, mas eles aparecem aqui porque são uma tremenda alternativa para quem não quer gastar muito em um restaurante, mas ainda quer comer  muuuuuito bem e, de quebra, visitar banquinhas de comidas e produtos gourmet variados. O primeiro deles, já bem conhecido dos brasileiros que vão a Nova York, é o Eataly. Mistura de mercado, feira e restaurante, é uma delícia passear e comer neste lugar. Há uma variedade grande de ofertas e a comida é muito gostosa, feita com os ingredientes à venda nas barraquinhas do local. Outro lugar para comer bem é o Plaza Food Hall. Escondido no subsolo do Plaza Hotel na beira do Central Park, é uma grande ‘praça de alimentação chique’, onde é possível comer de sushi a hambúrguer, passando por ostras frescas e massas. Ao lado, diversas banquinhas de doces divinos. Vale a experiência de comer pelo menos uma vez em um destes lugares.

FASTFOOD

Existe ‘vida inteligente’ nos fastfoods de Nova York: o Così.  De Downtown a Midtown, há diversas unidades deste local gostoso e charmoso. Para mim, o melhor fastfood da cidade. As saladas são uma delícia e ótima pedida para um dia de calor e pressa. Prove a Signature Salad, minha predileta, com folhas verdes, uva, pera, cranberries secas, pistaches e gorgonzola, acompanhada de vinagrete de sherry.

Mistura de fastfood com comida de rua, outro muito bom é o Shake Shack. Com alguns endereços espalhados na cidade, mesmo com poucas mesas geralmente ao ar livre, vale a pena tentar provar um dos hambúrgueres mais aclamados pelo público.

STREET FOOD

Costumo dizer que comer na rua, não só em Nova York como em outros lugares, é só para os fortes :-) Isto porque a comida geralmente vem numa embalagem plástica nada atraente, dificilmente você vai encontrar um lugar para sentar com conforto e apreciar seu prato. Ou seja, é ideal para quem não liga para estes ~pequenos ~ detalhes e vai comer comida de qualidade por um preço muuuuito bom. Tanto nos caminhões – food trucks – como nos carrinhos de rua – food carts – há inúmeras surpresas agradáveis. Testei alguns food carts famosos e tradicionais no Midtown nesta última viagem. Semana que vem, conto mais para vocês sobre esta experiência :-)

E as suas sugestões para almoçar em Nova York, quais são?

 

Comemos muito bem na Toscana. Pratos simples ou sofisticados, quase sempre deliciosos. Mas alguns restaurantes se destacaram na viagem. Uns pela comida, outros pelo ambiente e outros ainda pelas inovações e criatividade. E é sobre eles que vou contar.

O sofisticado: Albergaccio di Castellina (em Castellina in Chianti)

Fomos ao Albergaccio di Castellina atraídos pela sua ‘uma estrela’ no guia Michelin e porque ele coincidentemente ficava na cidade do nosso hotel. E valeu a pena, embora o preço tenha sido meio salgado pela dita estrela.

>Um lugar lindo, charmoso, tranquilo, agradável sem ser luxuoso, com serviço impecável. Almoçamos na varanda do restaurante um menu da estação, que foi uma pausa merecida no roteiro do vendaval das vinícolas. O Albergaccio é um restaurante de comida típica toscana, que aproveita os ingredientes da estação e valoriza os produtos locais. Seus menus mudam sempre e são compostos por variedades de pratos tradicionais com o toque especial dos donos, Sonia e Francesco.

Nosso menu, que tinha o poético nome de “Sapori, colori e profumi della Primavera”, tinha quatro pratos: para começar um tartar de vitela Chianina, perfumado com gengibre, parmesão e alcachofras. Como primeiro prato um spaghetti com aspargos selvagens sobre um fondue de queijo parmesão com um toque de açafrão. Como segundo prato, uma caçarola de coelho ao vinho, alho e alecrim, com alcachofras grelhadas e seu fígado ao Vin Santo. Por fim, um creme brulée com morangos flambados. Pães da casa e um mini minestrone no couvert, mini docinhos com o café.

O tradicional: Antica Trattoria La Toppa (em San Donato in Poggio)

A Antica Trattoria La Toppa está aqui por ter representado um dos melhores momentos ‘emotivos-gastronômicos’ da viagem. Uma noite em que estávamos super cansados por mais de três horas de viagem e passeios em vinícolas, fomos mesmo porque o restaurante tinha sido muito recomendado por um casal de franceses gourmets amigos do Jacques e principalmente porque havia sido reservado com antecedência. E foi a melhor coisa que fizemos.

Engraçado que o salão do restaurante estava completamente vazio. Em compensação, as mesas na rua (sim, porque não há calçadas em San Donato in Poggio, mas ruas estreitas onde os poucos carros dividem o espaço com os pedestres e as lambretas) estavam lotadas. Fomos agraciados com um clima muito ameno numa noite linda, com a atmosfera perfeita da iluminação do La Toppa sobre as pedras e as construções antigas da cidade.

Fomos recebidos muito calorosamente pelo dono do restaurante e por seu filho, que descreveu os pratos que a mãe preparou naquele dia. E não que a comida era deliciosa? Começamos com uma variedade de massas, entre as quais o típico pici al cinghiale, um pappardelle con funghi e o me-lhor ravióli de espinafre e ricota que já comi na vida, regado a um simples molho de manteiga e sálvia. Como prato principal, porco assado com batatas ao alecrim e espinafre refogado. Também um dos melhores pratos da viagem. Foi uma noite impecável, perfeita e que deixou saudades, em todos os sentidos. Quem passar pela região do Chianti, não deixe de ir ao La Toppa.

O completo: Taverna Banfi (em Montalcino)

SelecionamosLa Taverna do Castello Banfi para o almoço na volta da vinícola Biondi Santi Tenuta Greppo. E foi uma escolha super acertada. Além dos dois restaurantes (Il Ristorante, ‘estrelado’ e mais sofisticado e La Taverna, mais despojada), Banfi tem um castelo histórico restaurado que fica em um jardim bonito, uma vinícola, uma adega e uma balsameria (onde ficam armazenados os vinagres balsâmicos), um museu de objetos de vidro antigos e uma boa enoteca com guloseimas e vinhos a bons preços.

Ambos os restaurantes em Banfi são muito procurados e tivemos que reservar – e pagar uma parte – antes de irmos para a Itália. A Taverna envia opções de menus de três, quatro ou cinco pratos para escolha antecipada.

>Depois de um aperitivo na enoteca fomos para o restaurante, onde foi servido o menu de quatro pratos, acompanhados dos vinhos Banfi. De entrada um flan de ricota e abobrinha ao molho de queijo pecorino, um prato de textura delicada e muito sabor, delicioso mesmo. Acompanhou um vinho muito gostoso, o Centine Bianco 2010. Como primeiro prato, um fusilli caseiro com aspargos e lingüiças, acompanhado de um Rosso di Montalcino 2009. Em seguida, porco assado com batatas ao alecrim que rivalizou com o prato do La Toppa, com o Brunelo di Montacino do Castello. De sobremesa, a que foi eleita a melhor da viagem, uma Pinolata Senese, torta recheada com creme de baunilha e coberta com pinoli, acompanhada do FloruS Moscadello di Montalcino 2008. Refeição memorável. A vinícola é bastante turística, mas vale a pena considerar o Castello Banfi em um roteiro de viagem a Toscana.

O diferente: Antica Macelleria Cecchini (em Panzano in Chianti)

A refeição mais curiosa, mas não menos deliciosa da viagem, foi no Dario+, restaurante que abre para o almoço no segundo andar de um dos açougues mais badalados do mundo gastronômico, a Antica Macelleria Cecchini do açougueiro Dario Cecchini.

A Macelleria Cecchini é hoje um ponto turístico: sábado pela manhã e Dario está lá, recebendo os clientes – e as dezenas de turistas – no seu açougue na cidadezinha de Panzano in Chianti. Difícil ver alguém com tanta paixão pelo que faz. Alegre, bem humorado, carismático. Dario recebe as pessoas com música italiana e chamando-as para dentro do açougue, cumprimentando todos e servindo nacos de porchetta que ele vai fatiando na hora, junto com pão, azeitonas, salame, pasta de lardo e um copo de vinho Chianti. Quando o açougue esvazia um pouco, Dario conversa e responde às dúvidas dos clientes/turistas.

Dario herdou o negócio do seu pai Tullio, que herdou do seu avô também Dario e este do bisavô, Luigi. Mas o Dario neto explica que embora tenha herdado o negócio da família e venha de uma geração de antigos açougueiros, ele é ‘um açougueiro dos tempos de hoje’. Daí surgiu a ideia dos restaurantes. É através deles que Dario melhor conceitua seu trabalho. Nas palavras dele: “Não sou um chef ou um cozinheiro, mas um açougueiro que cozinha. Desta forma, explico melhor e com mais resultado o meu trabalho”.

Ele tem três propostas diferentes no seu restaurante, que funciona no segundo andar do açougue e cujo caminho para chegar a ele passa por dentro do açougue propriamente dito. Durante o dia, funciona o Dario+, que serve dois menus de almoço. À noite, funciona no mesmo local, em dias e horários alternados, a Officina della Bistecca, quando Dario serve a famosa bistecca Fiorentina e outros pratos peso-pesados de carne e o Sollo Ciccia, quando é servido um menu de comida caseira da cozinha ‘da família’. À noite, convém reservar lugar no restaurante. No almoço já é mais tranqüilo, chegamos cedo e não tivemos problemas para sentar imediatamente.

A ideia do Dario+ é oferecer comida boa a preço justo. O primeiro menu brinca com a ideia de um ‘fast food bom’ e o segundo procura mostrar as especialidades do açougue. No menu Dario + ele serve um hambúrguer suculento de 250 g, acompanhado de batatas ao forno com sálvia e alho, uma salada e um pão crocante e fresquíssimo. No menu Accoglienza, quatro variedades de carnes: o sushi di Chianti, um tartar; o tonno Del Chianti que é uma carne de porco desfiada e bem temperada que supostamente ‘lembra’ atum, a porchetta em cubos e o cosimino, almôndegas em cubos com um molhinho picante. Tudo muito saboroso!