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Neste post  falei sobre alguns restaurantes visitados em Lima no ano passado.

Desta vez estive na cidade por conta do festival Mistura e fomos ao La Picantería, novamente ao Astrid y Gaston, ao Panchita, ao Cala e ao Papacho’s. E é sobre eles que comento agora.

Panchita

Acrescento o Panchita do Gastón Acurio aos programas imperdíveis em uma ida à cidade e um dos restaurantes que mais representam a gastronomia peruana boa, bonita e barata em Lima. Lugares charmosos, comida gostosa, preço justo.

Enquanto no Pescados Capitales se comem bons ceviches e outros pratos à base de peixes, no Panchita é a vez da comida criolla, herança da influência dos escravos na mesa da época colonial. Aqui reinam os anticuchos, sendo o mais emblemático – e delicioso mesmo – o de coração de boi. Para ir com fé! O pastel de choclo de entrada é outra delícia. Vale também experimentar um tacu tacu. Nesta ida agora, havia uma oferta de pratos preparados com mashuas, um tubérculo andino ainda bem desconhecido, inclusive pelos próprios peruanos. Tomamos uma sopa de pescado com mashuas – o chupe cremoso de mashuas e huevos de corral – de deixar saudade.  Vá!

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La Picantería

Um restaurante peculiar e super charmoso, o La Picantería é outro programão em Lima. Vale a pena pela comida e pelo clima do lugar. Chegue cedo pois há poucas mesas e lota rapidamente.

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A ideia do La Picantería é reviver as picanterías tradicionais, restaurantes caseiros onde as pessoas colocavam mesas na sala, no quintal e até na cozinha de suas casas e esperavam os vizinhos tocarem a campainha para perguntar o que havia para comer. Esta ideia de chegar e tocar a campainha é mantida no La Picantería, onde a porta fica fechada e é preciso bater para entrar.

Instalada em um bairro popular e vizinho ao Mercado de Surquillo, o melhor mercado de produtos frescos de Lima, o La Picantería procura se manter fiel  a sua inspiração. Com decoração típica de bandeiras coloridas, flores e motivos religiosos, mesas compartilhadas e menu escrito em lousas na parede, a cozinha do local tem poucos e tradicionais pratos como os ceviches, os chupes, a lengua e os peixes grelhados, ensopados e fritos.  Viemos cedo e tivemos que esperar os peixes do dia chegarem. Todas as peças de pescados (e seus respectivos pesos) são anotadas numa lousa à vista do salão e as mesas escolhem os peixes por peça. E em seguida como querem que sejam preparados. Pedimos dois peixes, um como ceviche e o outro grelhado e estava tudo absolutamente fresco e delicioso.

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A Manu do Cup of Things conta mais coisas interessantes sobre o La Picantería, inclusive sobre a tradição da chicha e outras bebidas da casa, não deixe de ler aqui.

Cala e Papacho’s

Fomos também ao Cala, onde o forte são a vista para o mar e a balada que acontece depois do jantar no bar do andar térreo. No Papacho’s comemos um hambúrguer muito bom, acompanhado de deliciosas camotes fritas.

Astrid y Gastón

Deixei por último o Astrid y Gastón por ser a tarefa mais difícil aqui.

No ano passado estive em Lima e fiz duas degustações, no Central e no Astrid y Gastón. Falo delas aqui. A do AyG foi, inclusive, a minha preferida. A degustação do AyG acontecia no mesmo salão do restaurante onde se pediam os pratos a la carte. Lugar gostoso, aconchegante, animado. Tomamos um drink no bar esperando nossa mesa. A degustação, com cerca de 12 pratos (não me recordo exatamente do número) tinha porções médias e um custo de aproximadamente US$80. Ficamos lá por volta de 2 horas e meia, quase 3 horas. No Central, a mesma coisa.

Só que desta vez no AyG foi bem diferente. Na Casa Moreyra há uma unidade especialmente montada para as degustações. Não havia um bar para esperarmos e ficamos do lado de fora, na varanda, em bancos altos ao redor de uma mesa. A sala da degustação é um ambiente de pé direito alto, bem iluminado, com mesas redondas de madeira. Nosso menu degustação, “Memorias de mi terra”, desta vez durou quase 5 horas. Foram 28 “pratos”, porções em geral bem pequenas, em 24 tempos. O preço ficou em torno de US$125.

Nestas degustações de muitos pratos é comum ter coisas de que não gostamos. Pratos que não chamam nossa atenção. Aqui os pratos eram, em geral, bem gostosos. Massas delicadíssimas, molhos e caldos untuosos, temperos deliciosos e equilibrados. Assim, não vou entrar na questão do gosto, muito pessoal. Nem na apresentação dos pratos, impecável. Nem nas louças, lindas, um espetáculo à  parte. Nem no serviço, atencioso.

O AyG pecou, para mim, no exagero. De pratos, de tempos, de horas, de minúcias. Numa analogia, aquele prato que pesa no sal, ou cujo cozimento passa do ponto. Pessoalmente prefiro rituais mais curtos, pratos maiores e menos numerosos, menos informação.  Também não recomendo fazer a maridaje, ou seja, a degustação de bebidas que acompanha os pratos. Achei muitos dos vinhos oferecidos pouco significativos. Pelo preço cobrado individualmente, dá para escolher poucos e grandes vinhos no menu.

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E para uma próxima ida à Lima ficou faltando – de novo – conhecer o La Mar, o tradicional La Gloria e o Mayta. E acrescentei à minha lista de desejos o Osso Carniceria y Salumeria, o IK e o Fiesta.

Por fim, é importante dizer que não sou crítica de restaurantes e nem tenho formação na área de gastronomia. Sou uma viajante que adora comer e viver experiências gastronômicas. E é nesta condição de provadora de degustações que escrevo. Fiz degustações incríveis no Moto em Chicago e no Per Se em Nova York. Já estive no La Vineria de Gualterio Bolivar em Buenos Aires, sobre o qual falo aqui.  No Boragó em Santiago, sobre o qual comento aqui. Mais recentemente, no DiverXo em Madri, aqui.  Como as crianças gostam da Disneyworld, eu gosto de degustações. Shame on me :-P

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Batatas rústicas do Twelve Bistro.

Tem muito lugar gostoso para comer na cidade, mas com a loucura que é São Paulo a gente acaba frequentando mais os lugares perto de casa, mesmo. Temos os nossos preferidos onde o lugar é bacana, a comida é muito boa e o preço vale quanto pesa. E é pelo preço que outros restaurantes que adoramos acabam perdendo algumas posições no nosso ranking BBB: o Arturito, o Aguzzo e a Tasca do Zé e da Maria, por exemplo.  Gostamos muito destes também.

Mas vamos aos cinco eleitos do momento.

Astor

O clássico que não tem erro. Drinks  bem feitos, comida gostosa, aconchegante e variada; preço razoável.  O Astor  na verdade é um bar com boa comida e não um restaurante, mas vale aguentar o barulho e a lotação pelo que oferece. Prove o excelente mojito, meu drink preferido lá. Mas há outros caprichados, inclusive alguns que a gente não acha em todos os lugares, como o Tom Collins. Difícil achar um prato que não seja bom aqui: tem  o steak tartar que é campeão, a salada Lyonnaise com ovo poché, croutons de bacon e chips de alho poró; os moules et frites. Somos frequentadores habituais, mesmo.

Chou

O Chou é provavelmente o meu restaurante preferido em São Paulo. Adoro o clima do lugar e curto demais ficar só nas mezzes, divinas, diferentes, deliciosas. Entre elas as cebolas assadas, a pasta de berinjelas queimadas, a abóbora cabochá assada, os cogumelos portobello, a lista é infinita. Mas da grelha sai também um ótimo polvo e umas batatas doces assadas na brasa que são de morrer. A lista de vinhos é legal, ou seja, vá :-) mas não esqueça de reservar antes.

Suri

O Suri Ceviche Bar é um lugar pequeno que está sempre lotado, o que exige reserva prévia. Especializado em comida peruana, especialmente nos ceviches, é tudo caprichado, bem temperado, fresco e gostoso. Atendimento um pouco lento mas sempre simpático, nada que comprometa. Adoro o ceviche da casa e a parrilada de altamar. Mas tem mais de dez variedades de bons ceviches, com temperos diferentes, uma delícia descobrir as novas combinações e sabores. Peça um pisco sour para acompanhar.

Twelve

O Twelve Bistro é o irmão mais novo desta turma, descoberto recentemente, virou o almoço ou jantar de toda semana. Também é pequeno e lota no jantar, no almoço é mais tranquilo. Sente na varanda e comece com os pastéis de cordeiro, as coxinhas de rabada ou as batatas fritas rústicas. Depois, prove o bolovo, o fish ‘n’ chips, o steak tartar ou o campeão de audiência aqui em casa: o hambúrguer de fraldinha com cogumelos, gorgonzola, pimenta verde e aioli. Uma super completa carta de cervejas. E tem sorvete de Guiness de sobremesa :-P

Nou

Na parte baixa de Pinheiros, o Nou é também uma gratíssima surpresa. Outro lugar pequeno e aconchegante que vive cheio.  A comida é consistentemente boa. Não me canso nunca do risoto negro com frutos do mar, sempre no ponto certo e delicioso, e do filé à milanesa também campeão. Os preços são mais salgados do que nos anteriores mas durante a semana há o menu fixo de almoço executivo por R$ 34,00 e de jantar por R$ 62,00. Vale a pena.

Outros lugares de que gostamos de ir no eixo Vila Madalena/Pinheiros: Do Culinária Japonesa, Le Jazz, Saj e o Vila das Meninas.  Os que estão na lista e devemos testar em breve: Minato IzakayaTanger e  La Madrileña Casa de Vinos.

E vocês leitores? Quais os seus lugares prediletos para comer na Vila Madalena/Pinheiros?

Não foi nada fácil escolher os restaurantes para comer em Lima. Como acontece com quase todo mundo que curte comer, em Lima são sempre poucos dias para muitos lugares. Escolhi restaurantes para jantar e cevicherias para almoçar, principalmente porque adoro peixe e frutos do mar e queria me fartar deles. Depois me arrependi, devia ter deixado de lado algumas cevicherias e ter ido ao Panchita ou outra anticuchería para provar comida peruana tradicional que não fosse do mar. Mas nada que não me permita sonhar com uma próxima viagem :-P

PESCADOS CAPITALES

Neste post sobre os programas imperdíveis em Lima já falei do Pescados Capitales. Uma delícia de lugar, vale a pena reservar uma data para almoçar neste restaurante que é bom, bonito e relativamente barato. O lugar é grande, acomoda bastante gente e dá para ir sem reserva. Os garçons são simpáticos e o cardápio divertido, todo baseado nos pecados capitais. Peça um pisco e petisque o milho frito da casa ou um piqueo. Para começar, prove um ceviche ou tiradito. Adoramos o cebiche capital 3 x 3. Experimente um peixe, massa ou risoto e de sobremesa, a mousse de chirimoya ou a tarta de lucuma que são divinas.

ASTRID & GASTÓN

Adorei o Astrid & Gastón e, ao contrário de muita gente, gostei mais da minha experiência nele do que no Central.  No Astrid & Gastón  fomos de menu-degustação e não nos arrependemos. Tudo gostoso, bonito e na medida certa. Lá comi o melhor ceviche da minha vida, um tanto quanto heterodoxo, com seus anéis de lulas fritas e crocantes misturadas ao peixe fresco cru. Uma sobremesa linda, leve e deliciosa fechou a refeição: sorvete de lucuma com uma casquinha crocante de chocolate.

CENTRAL

Decepcionei-me um pouco com o Central. Mas acredito que há toda uma expectativa que cerca estes lugares tão falados e incensados.  O menu-degustação do Central era de uma boniteza só, muito variado, criativo e diferente. Mas talvez um pouco radical demais para mim. Achei que alguns dos frutos do mar não estavam na textura que eu gostaria de comer, além de sentir falta de um pouquinho mais de sal em alguns momentos.  Mas valeu a experiência. O chocolate deles é sensacional, sirva-se de mais de um no final da refeição ;-)

(No Central tomamos o único vinho digno de nota de toda a viagem: o neozelandês Sauvignon Blanc Villa Maria 2012. Muito bem recomendado pelo sommelier do local)

MALABAR

Voltando a falar de expectativas, o Malabar foi a grande surpresa da viagem, principalmente porque eu não esperava nada dele. Um menu-degustação mais enxuto do que do Astrid & Gastón e do Central, na medida da fome das pessoas normais e muitas surpresas bacanas. Aqui provei pela primeira vez a alga cushuro, bolinhas verdes refrescantes que combinaram muito bem no ceviche de almejas servido como segundo prato, após a lula. Depois, peixe e pato e por fim a sobremesa que estava de uma delicadeza e gostosura ímpar, a cahuana de coco con guanábana y cítricos regionales.

RAFAEL

Gostei bastante do Rafael embora tenha provado apenas uma entrada de polvo na brasa e um prato único, com atum fresco. Tudo gostoso e na medida certa.

MAIDO

Queria uma experiência em um restaurante nikkei peruano e da lista tríplice que tinha o Hanzo, o Maido e o Osaka, acabei escolhendo o Maido.  Confesso que não fomos muito felizes nele. Começou com a bebida. Apesar de termos feito a reserva e chegado uns 5 minutos antes do horário marcado, e apenas uma mesa do restaurante estivesse ocupada, nos colocaram à espera no bar. Ofereceram-nos uma taça de vinho branco que deixou muito a desejar. Pedimos sake. Serviram um sake bem ruim… produzido nos EUA. A comida estava apenas boa.

EL MERCADO

O El Mercado, a cevicheria do chef Rafael Osterling nos agradou muito. Um ceviche impecável e um prato delicioso, o Tacu Tacu Amelcochado feito com frutos do mar salteados em um molho de vinho branco, pisco e aji amarillo, servido sobre uma mistura de arroz e feijão, que parecia um bom curry. O lugar é gostoso mas por ser praticamente ao ar livre estava bem frio, o que atrapalhou um pouco a refeição. Fiquei com vontade de voltar em um dia mais quente e provar outros pratos.

Pois é! Faltou muuuito lugar para experimentar em Lima. :-D

Ficaram para minha lista futura o La Mar peruano, o La Gloria (um dos mais antigos, conceituados e tradicionais da cidade),  os nikkeis Osaka e Hanzo, o já mencionado Panchita (a antícucheria do Gastón Acurio), o Lima27, o Amor Amar e o Tanta indicadíssimos pela Manu do Cup of Things. Até o La Rosa Nautica (o turistão com vista, ou melhor, dentro do mar) e o Huaca Pucllana (pela curiosidade de comer olhando a Huaca iluminada à noite). E o Maras, o Amaz e o Mayta que eu nem sei mais de onde tirei ;-)

A Manu do Cup of Things  fala sobre o Lima27 neste post. Ela também comenta sobre o Tanta, o restaurante bom, bonito e barato de Lima onde comer não tem erro, aqui.

A Ailin Aleixo do Gastrolândia fala das suas escolhas de restaurantes em Lima (entre eles Astrid & Gastón, Central, Malabar e o Pescados Capitales) aqui.

O Edu Luz do DCPV fala da ida ao restaurante La Gloria neste post, do restaurante Rafael aqui e finalmente do Astrid & Gastón aqui.

A Natalie do Sundaycooks também fala do Pescados Capitales, entre outros, neste post e do Tanta aqui.

 

Comemos muito bem em Lima, mas Cusco foi uma grata surpresa. A cidade oferece experiências gastronômicas interessantes que complementam bem os passeios e fazem dela uma verdadeira delícia. Vale a pena escolher com cuidado os restaurantes em Cusco. E reservá-los é altamente recomendável.

Não esperava nada e talvez por isto tenha gostado muito do Cicciolina. Foi o meu preferido em Cusco. Ambiente aconchegante, com um bar onde dá para ficar no vinho e nos tapas, um pisco super gostoso (que infelizmente à noite brigou com o ‘mal de altitude’ nos meus sonhos) e pratos caprichados. Provamos a tradicional saralawa, uma sopa de milho com favas, ají amarillo e huacatay, uma erva nativa que lembra manjericão e hortelã (divina!). Esta sopa é bem típica da região e o cusquenho dificilmente faz uma refeição, seja almoço ou jantar, sem acompanhá-la com uma sopa quente. Também ficou na lembrança uma sobremesa delicadíssima, um mil folhas com creme de gengibre, recheado com cubos de manga e acompanhado por uma bola de sorvete de albahaca, o manjericão andino.

Gostei do Chicha, o restaurante do Gastón Acurio em Cusco. Ambiente simples, serviço um pouco desatento, mas nada que comprometa a experiência. Lá provei o tradicional  pastel de choclo e um prato que estava bem bom, a chaufa andina de quinua y cuy. O cuy, em uma milanesa crocante (chicharrón) e no ponto certo, vinha acompanhado de quinua com vegetais da estação. Outro prato que provamos também estava muito bom, o anticucho de corazón, espetinhos de coração de boi grelhados e muito bem temperados, acompanhados de batatas douradas, milho na manteiga e um molhinho delicioso.

O MapCafe, que fica dentro do Museo de Arte Precolombino, é literalmente um cubo de vidro com mesas no meio do pátio do museu. Ou seja, de dia o ambiente não tem muito charme, mas à noite, iluminado, fica interessante. O preço é meio salgado, mas a comida é bem criativa e gostosa. Lá comi uma versão gourmet do  prato da cozinha arequipenha solterito, que levava um purê morno de favas, mini legumes refogados, bolinhas de queijo de cabra e um chimichurri de favas, um prato lindo de olhar e de comer. As sobremesas são um capítulo a parte, divinas. Provei o beso de lúcuma en cinco texturas (líquida, cremosa, espumosa, crocante y arenosa, junto a un helado de chocolate y café de Quillabamba) que estava maravilhoso e um crujientes merengues de coco sobre piñas maceradas en Kirsch a la parrilla, crema de maracuyá y tapioca cocida en leche de coco y vainilla também muito bom.

Também gostamos do pequeno e despretensioso El Cafe de Mamá Oli. Um café pequeno que fica na Plazoleta Nazarenas e é uma delícia para almoçar rápido e barato ou para tomar um suco ou chá com um bolinho à tarde.

Infelizmente foram poucos os dias em Cusco e dois restaurantes que estavam na minha lista ficaram para uma próxima visita: o Limo e o Senzo do Virgilio Martinez, que fica no hotel Palacio Nazarenas.

Uma surpresa foi o almoço no restaurante da Hacienda Huayocari, que fica entre Cusco e Urubamba no Valle Sagrado. Uma fazenda antiga com uma vista bonita do vale e uma decoração linda com móveis e objetos antigos e algumas obras de arte. Todo um clima para um almoço mais caprichado e com comida bem gostosa. Vale para quem quer fazer um passeio mais preguiçoso. É imprescindível reservar.

A Natalie e Fred contam dos seus lugares preferidos para comer em Cusco, aqui. A Pat do Turomaquia também dá suas dicas de restaurantes, aqui. Mais dicas de lugares para comer em Cusco também do Edu Luz do DCPV  e da Jô Bibas do Arte Amiga.

 

Sempre que contava que estava indo ao  Peru, tinha alguém para dizer “ah, você vai comer muito bem lá!”

De fato comi muito bem no Peru. Não só em restaurantes caros, mas em botecos e lanchonetes – no caso, cevicherias, sangucherias e anticucherías.

Mas não é só. Conheci um país apaixonado por comida e pela culinária.

Um país feito de comida muito boa, variada, colorida e criativa. Um país com alma gastronômica.

Claro que há outros! Ninguém questiona a França, a Itália, a Espanha. Mas na América Latina acredito que o Peru é um caso único. Quase todo peruano com quem conversei, de guias turísticos a taxistas,  é um entusiasmado por comida. Desfiam receitas, contam dos hábitos de comida na família, o que comem nas festas e têm na ponta da língua um restaurante para indicar.

E fiquei pensando no porquê desta paixão toda. Como foi que este país  firmou este inconsciente coletivo gastronômico tão forte. Bom, tenho cá a minha teoria. De leiga, claro.

Ceviche do Astrid & Gastón, o melhor.

Gastón Acurio

Começo pelo fim, que aqui é o Gastón Acurio. Muitas das pessoas com quem conversei no Peru acreditam que Gastón Acurio é o grande responsável por este boom gastronômico do país. Não só na sua função de chef e dono de restaurantes, mas também pelo seu papel social. A  história do Gastón Acurio é muito interessante.  Seu pai, advogado por formação e político  de carreira, queria ver o filho sucedendo-o. Mandou-o para a universidade em Madri para estudar Direito.  Na Espanha, Gastón conheceu Juan Maria Arzak e se apaixonou pela gastronomia. Largou a faculdade de Direito e acabou no Cordon Bleu em Paris. Ali se formou e voltou ao Peru em 1994 com sua esposa Astrid. Seu sonho era sofisticar a culinária peruana e o cenário gastronômico em Lima. Para tanto, abriram um restaurante francês, o Gastón & Astrid.

“Que sentido tiene la gastronomía peruana, sino puede contribuir al desarrollo del Peru, que sentido tiene una gastronomía peruana conviviendo con desnutrición, hambre y desigualdad de justicia, no tiene sentido”  (Gastón Acurio)

Mas aí que vem a parte bacana. Gastón começou a viajar pelo Peru. E começou a perceber a riqueza que tinha em mãos. Uma quantidade imensa de ingredientes diferentes. Uma história culinária rica, variada, espalhada pelos mais diversos cantos do país. Começou a explorar a culinária nativa e a fazer parcerias com produtores locais.

Em 2007 abriu uma escola superior de culinária em Pachacútec, distrito na periferia de Lima.  Empresas privadas peruanas e ONGs espanholas ajudaram a financiar o negócio. A mensalidade do Instituto de Cocina Pachacútec gira em torno dos 60 soles (cerca de R$ 50) enquanto escolas do mesmo nível chegam a ter mensalidades de dois mil soles. Há também uma política de empréstimos estudantis. Gastón Acurio arrastou com ele outros chefs de cozinha, outros empresários.

Hoje, o Peru tem mais de 40 escolas superiores de gastronomia espalhadas pelo país. É o único país da América do Sul que tem um instituto Le Cordon Bleu. Muita gente simples vem aprendendo e encontrando sua carreira nesta área.

Mercado de Surquillo, em Lima. Tem de tudo mesmo!

Diversidade climática

O segundo aspecto importante é que o Peru é um país privilegiado pela variedade de microclimas. Esta variedade traz uma grande riqueza de ingredientes. Claro, o Brasil também é assim. Mas pensem no tamanho do Peru em relação ao tamanho do Brasil. Imaginem sair de São Paulo e em uma hora de voo chegar aos Andes ou à selva amazônica. E ter gente no país todo preocupado em resgatar e explorar ingredientes locais. É mais ou menos isto.

E o Peru tem três fatores determinantes nesta história. O primeiro são as correntes marítimas. A  Corrente de Humboldt, de águas frias ricas em plâncton, vem do Pólo Sul. Do Norte vem a corrente quente proveniente do Pacífico Central, o famoso El Niño.  As águas frias ao chegar na costa peruana recebem insolação tropical, se aquecem e afloram. Na superfície se acelera o processo de fotossíntese e o fitoplancton se torna mais nutritivo, iniciando uma cadeia alimentar que faz do mar peruano o mais produtivo do planeta.

Já na Cordilheira dos Andes uma grande quantidade de rios abrem espaços pelas montanhas. Alguns vão para o Pacífico e outros à foz do rio Amazonas. A região é muito rica em recursos minerais e formam-se vales com terras férteis pra a agricultura. A variedade de altitudes permite que se desenvolvam cultivos muito variados. Por fim, o Peru tem a Amazônia, região com a maior biodiversidade do planeta. Tudo isto muito próximo, com grande intercâmbio de culturas e experiências.

Terraços de agricultura no sítio arqueológico de Pisac.

Finalmente, os incas

Mas acredito que há algo mais que faz este país amar tanto a comida. A base está lá, mas e a alma? Fui aos poucos pensando no assunto e após visitar Machu Picchu cheguei ao terceiro ponto da minha teoria. Nosso guia em Machu Picchu era um verdadeiro professor de História, que conseguiu afastar nossa ‘lente cultural’ e abrir nossos olhos para outras formas de pensar. E de repente me vi pensando que está nos incas, este povo que tanta influência tem no povo peruano, o terceiro elo.

Pois bem, explico. Os incas são um povo primitivo mas, ao contrário da maioria deles, não um povo guerreiro. Praticamente não existem armas ou adereços de defesa deixados por eles. Não existem fortalezas. Praticamente não há registros nas cerâmicas (que registram TUDO o que os incas faziam, inclusive sexo e lavar o cabelo, por exemplo) de guerras ou batalhas. Mas como pode ser assim se o Império Inca conquistou em menos de 100 anos uma superfície de um milhão de quilômetros quadrados, do Equador ao norte da Argentina e do Chile? Pois aí que está a beleza da coisa.

Os incas eram, por natureza, um povo essencialmente agrícola. Não há fortes, mas há uma quantidade incrível de ‘terraços’ para agricultura, o sistema de cultivo por curvas de nível. Já se sabe, por exemplo, que Machu Picchu não era uma fortaleza e nem uma cidade propriamente dita, mas um santuário onde moravam nobres e sacerdotes, e onde se praticava a religião e a ciência. Que eram a mesma coisa. Uma ciência voltada essencialmente à previsão do tempo e ao desenvolvimento de técnicas agrícolas.

Em Machu Picchu há um calendário de pedra que estuda a insolação. Lá foram encontradas sementes de milho geneticamente modificadas, entre outras. Acredita-se que foram eles que transformaram as batatas originalmente pequenas em batatonas e o milho de grãos pequenos e em milhos de grão gigante. Os incas desenvolveram uma técnica (adotada até hoje) que permite desidratar batatas, que assim chegam a durar anos próprias para o consumo. Os incas  adoravam os deuses que influenciavam diretamente esta prática, como o Sol, a Lua, a Água, os Raios e os Trovões.

E como conquistaram tanto território desta forma pacífica? Sempre tinham excesso de produção agrícola. Seus depósitos de comida estavam quase sempre cheios. E era assim que faziam. Conquistavam outros povos pelo estômago :-P

Enfim, quem gosta de comer e explorar experiências gastronômicas, tem no Peru um prato cheio. Sem trocadilhos ;-)

 

 

Resolvemos encarar novas experiências gastronômicas em Madri. Assim, além dos mercados que já tínhamos visitado e aproveitado, fomos à Cava Baja e ao Gourmet Experience do El Corte Ingles. Conto mais sobre estes lugares aqui. Fora isto, na quase semana que ficamos em Madri, foram dois os jantares memoráveis.

Cañadio

O primeiro deles no Cañadio, filial madrilenha do restaurante de Santander de Paco Quirós y Teresa Monteoliva. Aberta em 2011, quando Paco e Teresa se juntaram aos jovens cozinheiros Beatriz Fernández e Jesús Alonsocom quem já haviam trabalhado no Cañadío Santander, a filial de Madri tem uma cozinha de autor, criativa, mas com inspiração nos pratos históricos da cozinha basca da matriz. Detalhe curioso: éramos os únicos turistas. Na cola do Sandro, que além desta deu muitas dicas bacanas de Madri, fomos de Huevo Homenaje Ca`Sento con Foie de entrada, Merluza Rebozada en Lomos con Pimientos Rojos Asados de prato principal e Tarta de Queso de sobremesa.  O prato principal estava gostoso, mas a entrada e a sobremesa divinos. Ficar no balcão ou nas pequenas mesinhas da entrada também é uma delícia, com os pintxos super caprichados e gostosos. Valeu Sandro :-)

DiverXo

O outro jantar foi no DiverXo do chef David Muñoz, onde já tínhamos tentado ir em outra oportunidade. Seguimos a recomendação do Edu Luz e valeu à beça. Sim, é daqueles restaurante super moderninhos, que oferecem apenas menus-degustação e que faz parte do time dos estrelados do guia Michelin. Onde cada prato é uma surpresa, e um flash :-D Modernices à parte, foi uma noite muito bacana com serviço super atencioso, pessoal profissional e mão na massa na cozinha, comida surpreendente e de qualidade consistente. Lá ainda tomamos o melhor vinho branco de toda a viagem, o Chardonnay Macabeo Cérvoles Blanc. Escolhido assim pois a maioria dos pratos tinha peixes e frutos do mar na sua composição. A equipe do restaurante enviou-me posteriormente o menu com a descrição de tudo o que comemos. Destaque para a merluza, os mejillones e o salmonete.

Infelizmente este post não tem aquelas fotos babantes de comidas :-) No Mercado Central de Belo Horizonte é proibido fotografar. Respeitamos a regra. Nos outros locais, curtimos tanto a noite que pouco pensei em tirar boas fotografias. Shame on me blogueira!  Mas às vezes não tenho mesmo vontade de fotografar com grandes produções durante a refeição, quero é curtir os sabores. É por isto que este blog é amador, né gente? ;-)
Mas vamos ao que interessa.

Ir a Belo Horizonte e não botecar é pecado mortal. Afinal, a cidade é conhecida como a “capital nacional do boteco” e tem mais de 12.000 estabelecimentos do tipo. Os botecos da cidade são uma verdadeira instituição gastronômica e cultural e não é à toa que o festival Comida di Buteco nasceu em BH, no ano de 2000. Desde então os botecos de BH se esmeram em criar pratos e tira-gostos diferentes e saborosos a cada ano.

É claro que com pouco tempo disponível e com adolescentes não dá para fazer o circuito completo de botecos bacanas da cidade. Mas pelo menos um gostinho deu pra ter. Escolhemos dois botecos da lista super apetitosa que a @atiepolo me passou. Valeu a pena. Almoçamos um dia no Casa Cheia no Mercado Central e pegamos um final de tarde para ir ao Bar do Careca. O Bar do Zezé, o outro próximo da lista, infelizmente ficou de fora.

No último dia, já sentindo vontade de dar uma pausa no regabofe de comida mineira (nos fartamos dela!) e vendo que os meninos estavam cansados e sem vontade de sair do hotel, resolvemos curtir a noite a dois e mudar um pouco. Saímos da cerveja para o vinho e fomos beliscar no Oak Restaurante e Wine Bar. E BH foi assim, do roots ao glamour, de pé no chão e de salto alto, abrindo e fechando com chave de ouro.

Casa Cheia

O nome Casa Cheia não é à toa. Chegamos para almoçar às 12h em ponto e o lugar já estava lotado. Fomos os primeiros da fila de espera. Quando saímos, a fila estava gigantesca. O Casa Cheia fica espremido num canto do segundo andar do Mercado Central e é cheio, apertado e sem muito capricho. Mas o lugar é cheiroso, a comida é divina, o atendimento  eficiente e os preços excelentes. A cozinha fica à vista e é bacana olhar seu movimento. É a melhor opção para almoçar no Mercado. Infelizmente faltou coragem na galera para provar o famoso tira-gosto do Mercado, o fígado acebolado com jiló, mas provamos três pratos, dos quais dois já tinham sido premiados em edições anteriores do festival Comida di Buteco. O Mexidoido Chapado, um mexido de arroz e feijão com picanha, lombo defumado, linguiça caseira, bacon, legumes e um ovo de codorna frito coroado por uma pimenta biquinho estava uma delícia. Outro prato que adoramos foi um cozido de cordeiro, no qual o cordeiro é marinado com vinho e temperos e cozido junto com costelinha suína, linguiça e legumes, servido com arroz com brócolis e batatas-fritas. Tudo delicioso, dos pratos à cerveja bem geladinha.

Bar do Careca

Pé-sujo cheio de charme, com suas paredes descascadas, chão rachado, mesinhas com toalha de plástico, mas com a comida mais cheirosa e com o dono de coração mais quente da cidade. O Careca veio à mesa conversar e contar seus causos. Está sempre lá e é ele que praticamente  faz toda a comida do lugar. Acorda cedíssimo e começa a preparar o mis-en-place, coloca as carnes para assar, os peixes para grelhar, os ensopados para ferver. Sua comida é uma delícia mesmo. Feijão tropeiro temperadinho, carne de panela untuosa, um lombinho com jiló que até os filhos provaram. Com direito a um bolinho de bacalhau sequinho e perfumado de entrada e uma cerveja Original para acompanhar. O Careca, com toda sua simpatia, nos deu a receita da sua geleia de pimenta que casava maravilhosamente bem com o lombinho com jiló. E ainda de lambuja nos presenteou com um pouco do seu tempero especial, preparado por ele todos os dias e que leva cebola, alho, gengibre e ervas. Uma noite gostosa na qual acalentamos o estômago e a alma com a hospitalidade mineira.

 Oak Restaurante e Wine Bar

Continuamos brindados pela simpatia e hospitalidade mineira neste wine bar/restaurante. Lugar muito gostoso, com mesas na varanda de frente pra a rua, decoração moderna e aconchegante, música e iluminação na medida certa. O sommelier, muito atencioso, veio nos recomendar suas escolhas de vinho branco e vinho tinto. Tomamos o primeiro com um trio de canapezinhos de salmão defumado e salmão tartar. O tinto foi acompanhado de canapés de carpaccio, saborosos e delicados. Por fim, uma amostra de cinco sabores de brigadeiros de colher, numa apresentação bonita e gostosa. Foi o suficiente para fechar a noite depois de um lauto almoço de comida mineira de raiz :-)

 

Como muitos dos nossos leitores já sabem, após cinco anos morando em Ribeirão Preto estamos voltando para São Paulo no final do ano.  Uma nova fase, com novos desafios da cidade grande com seu trânsito, poluição, maior violência. Mas também com grandes compensações, como a proximidade da família e de muitos dos antigos amigos.

Enfim, nesta toada me dei conta outro dia de que não escrevi sequer um post sobre Ribeirão Preto.  Resolvi então corrigir esta lacuna e me despedir desta cidade contando sobre aquilo que achei mais gostoso por aqui. O meu melhor de Ribeirão Preto, do pão à pizza, ou ao chocolate :-D Aproveitem.

MELHOR BOLO SIMPLES

Basta entrar numa Casa de Bolos e o aroma dos bolos recém-assados já deixa qualquer um com água na boca. O lugar é muito simples, mas não tem ‘bolinho de vó’ mais fresquinho e gostoso na cidade do que os da Casa de Bolos. A qualquer hora do dia tem sempre um bolo quentinho acabado de sair do forno para deliciar a gente. Desde os bolos simples, como de laranja, de fubá, de cenoura coberto de chocolate; até as especialidades da casa como o bolo Luís Felipe e o delicioso bolo de banana com uva passa, um dos meus prediletos. Preço bom e justo. Na rua Chile 1421, no Jardim irajá (e mais dois endereços no Centro e na Av. da Saudade).

MELHOR BOLO DE FESTA

Para mim não tem bolo mais gostoso para comemorar uma ocasião especial do que o bolo mousse de chocolate da Iceland. A massa é leve, o recheio é substancioso sem ser pesado e ele é doce na medida certa, o que é raro no mundo dos bolos com muitos recheios e coberturas. Não é à toa que é o carro-chefe da casa e seu bolo mais vendido. Mas tem outros muito gostosos, como o Brigadeiro Chic, o Sem Preconceito e o bolo de Nozes com Baba de Moça. Preço super justo pela qualidade. E dá para facilitar a vida encomendando pelo telefone. Na avenida Nove de Julho 1614, no Jardim América.

MELHOR DOCE

O campeão neste quesito é uma tradição na cidade: os mousses leves, aerados e deliciosos da Mousse Cake. Carro-chefe da casa, que começou como doceria e hoje oferece um extenso cardápio de pratos salgados e algumas sobremesas, os mousses ainda são o que há de melhor lá. Antigamente havia a opção de pedir a “degustação de mousses”, que vinha em cinco ou seis potinhos, de sabores variados. Não sei porque tiraram a opção do cardápio. É possível pedir uma porção inteira (enorme, que dá para duas pessoas) ou meia-porção, ideal. Meus preferidos são o mousse de chocolate branco com gotas de chocolate ao leite e o de chocolate ao leite com amêndoas ou com damascos. Na rua João Penteado 1481, no Jardim América (e outros quatro endereços na cidade).

MELHOR CHOCOLATE

Para quem não mora na cidade pode até parecer estranho que os chocolates ganhem uma categoria só para eles. Mas Ribeirão Preto, mesmo com o calor escaldante que faz aqui, tem uma tradição de chocolaterias gourmet. Entre elas a Desejo & Sabor e a Le Sofiah, que têm uma boa variedade de docinhos e chocolates. Mas ainda é a Le Bonbon que figura no topo da lista dos melhores chocolates da cidade. Um dos mais famosos é o Igloo, bombom de chocolate ao leite com recheio de marshmellow. Meu predileto é o Carré D’Abricot, um pãozinho de mel com especiarias e recheio de geleia de damascos, coberto com um mix de chocolates. Na rua João Penteado 2560, no Jardim América.

MELHOR SUCO

Gosto dos sucos da Laranjalima no Shopping Ribeirão, mas não batem para mim os sucos super gostosos e no tamanho ideal (500 ml) para matar a sede da casa de sucos de origem paulistana Suco Bagaço, que tem uma unidade dentro do Novo Shopping. Não é à toa que há sempre filas, o suco feito na hora é fresquíssimo e muito bom. Experimente o de abacaxi com gengibre e laranja, meu preferido.

MELHOR SALGADO

Não há nada muito sofisticado ou diferente neste quesito na cidade. As salgaderias são simples, tradicionais e sem grandes salamaleques. Mas ainda acho que a melhor delas é a Castro Salgaderia, que têm salgados quentinhos a qualquer hora e que ainda oferece por encomenda mini salgadinhos, de boa qualidade e bom preço. Meus filhos adoram o enroladinho de salsicha, a coxinha e a bolinha de queijo. Para um lanche rápido ou para encomendar para uma festa, não tem erro. Na rua Bernardino de Campos 734, no Centro (e em outros endereços).

MELHOR SANDUÍCHE

Gosto muito dos sanduíches caprichados e com ingredientes de boa qualidade do Serjão Lanches. Os meus preferidos são os baurus com picanha, alcatra ou baby beef, mas gosto também dos beirutes. Para quem não fica sem um bom hambúrguer, prove o barbecue burger. O lugar é despojado mas confortável e o atendimento atencioso. Na avenida João Fiúsa 1297, no Sumaré.

MELHOR PÃO

Esta é uma categoria bem difícil. Não consegui eleger uma única padaria, já que várias das que frequento têm suas especialidades e delícias. Se for para escolher apenas uma, ficaria com a Villa Padoca (rua Thomaz Nogueira Gaia 1174, no Jardim Irajá) pelo ‘conjunto da obra’.  Há uma variedade grande de pães e muitos deles são gostosos, como o levíssimo pão de azeite, o denso e saboroso pão de campanha e outros como o pão de cenoura, o pão francês integral. Mas não posso deixar de  fazer uma menção honrosa à City Pão, que faz disparada a melhor chipa de Ribeirão Preto.  A City Pão tem também um bom pão francês e um pãozinho de nozes e passas que me agrada. E, por fim mas não em último lugar, o pão francês mais consumido aqui em casa, sempre fresquinho e gostoso, da Irajá Frios.

MELHOR PIZZARIA

Para mim nenhuma pizza da cidade bate a da Famosa Pizza, que inclusive já deixou muitos de nossos amigos paulistanos de queixo caído. O ambiente é gostoso, o serviço atencioso e a pizza muito caprichada, feita com ingredientes de qualidade em combinações bem saborosas. Para os que não ficam sem calabresa, a pizza Estrela (ou Madonna) é muito boa. Minha preferida é a Ousada (ou Carmem Miranda), que leva berinjela e pimentão assado e marinado e azeitonas pretas.  Na avenida Wladimir Meirelles Ferreira 1466, no Jardim Botânico.

MELHOR JAPONÊS

O mais tradicional e dos mais antigos – se não for o mais – restaurante japonês de Ribeirão Preto, o Mirai é imbatível. Mesmo longe de São Paulo e do litoral, o peixe é fresco e de qualidade e até as ostras frescas chegam por lá, todas as terças-feiras. Há pratos clássicos e alguns diferentes e interessantes. Se você curte as novidades, peça o Combinado do Chefe, sempre com combinações criativas e gostosas.  O lugar é tranquilo e agradável e o serviço atencioso. Na rua Ondibecte Silveira 293, no Jardim Macedo (e em outros dois endereços nos shoppings Ribeirão e Novo Shopping).

MELHOR ÁRABE

Este é um dos segredos bem guardados da cidade. Há outros lugares que servem e vendem delícias da cozinha árabe em Ribeirão Preto, mas nenhum com a qualidade da Casa Salim. Desde as deliciosas esfihas folhadas e as abobrinhas em tiras marinadas até os pratos de frango e cordeiro, supimpas mesmo. O lugar é acanhado, pequeno e apertado, mas as donas estão sempre lá e a qualidade dos ingredientes utilizados e da comida é imbatível, tanto para um almoço durante a semana como para levar para casa. Na rua Pedro Merino 220, no Jardim Irajá.

MELHOR CHURRASCARIA

A churrascaria-rodízio Coxilha dos Pampas tem muitos fás na cidade, mas eu ainda prefiro o Ancho. Lugar bonito, com decoração charmosa, carnes super selecionadas e bons acompanhamentos. A carta de vinhos é  completa e oferece boas alternativas. Para um almoço de final de semana e para jantar também. Na avenida João Fiúsa 2040, no Jardim Canadá.

MELHOR RESTAURANTE

A ideia inicial era eleger a melhor massa da cidade. Mas não acredito que há em Ribeirão Preto um restaurante de massas ou um prato de massa que seja realmente imperdível. Tem gente que vai protestar e vai mencionar a Gondola do restaurante La Cucina de Tullio Santini. Vale mais pela fama do que pelo sabor. Se você é curioso, prove  :-) Ou fique nos antipastos, uma boa opção por lá. Porém, se for para eleger um restaurante apenas na cidade, fico com o Flor de Sal Bistrô, o mais completo no conjunto de quesitos boa comida, boa oferta de bebidas, bom serviço, bom ambiente e preço justo. Na rua Floriano Peixoto 1463, no Boulevard.

MELHOR ALMOÇO RÁPIDO

Meu almoço rápido preferido na cidade nasceu, curiosamente, como um anexo dentro de uma loja de presentes. O Mabruk tem poucas mesas e um menu enxuto de especialidades árabes oferecidas em um buffet, no qual é tudo bem gostoso e caprichado. Na rua Cerqueira Cesar 1556, no Jardim Sumaré.

Por fim, uma menção honrosa a outro segredo da cidade do qual gosto: o Tokyo Restaurante, que serve comida japonesa e chinesa por quilo, boa e honesta. No Tokyo o ambiente não é dos mais simpáticos, com sua decoração kitsch, mesas um pouco apertadas e cadeiras um tanto desconfortáveis, mas vale a pena conhecê-lo pela variedade de pratos, muitos deles bem gostosos. Na avenida Nove de Julho 1194, no Boulevard.

Um agradecimento especial às amigas que me ajudaram a “desempatar” alguns quesitos: Daniela M. , Marcia S., Claudia M., Marcia T., Carla C. da S. e Elisa C. :-D

 

Passamos um final de semana prolongado no Rio de Janeiro por conta do  Seminário Viajosfera, que reuniu blogueiros e simpatizantes do segmento de blogs de viagem e correlatos.

Em princípio minha ideia era falar sobre as delícias do Leblon e os melhores lugares para tomar um sorvete, comer um doce ou um chocolate. Mas   as incursões iniciais na Kurt Confeitaria e na Pavelka não me empolgaram. Na Kurt achei as tortas bastante doces e o que mais me agradou foi mesmo o financier que vem com o cafezinho. Tão bom que levei uma caixa deles comigo.  Na Pavelka não consegui sequer terminar o tão recomendado mil folhas, super maçudo, com um creme pesado e que lembrava muita manteiga e nada de baunilha. Tomei um sorvete apenas bom na Mil Frutas e não tive tempo de provar os chocolates da Cacau Noir indicados pela Constance nem de visitar e me esbaldar nos chocolates da Beth.

Ou seja, o post das delícias doces do Leblon virou um post de almoço, jantar e botecagem. Todos muito bem sucedidos.

Almoço no RS

Almoçar na sexta-feira no RS é uma boa pedida para quem tem vontade de provar as delícias da Roberta Sudbrack e não tem tempo e nem bolso para aproveitar os menus de degustação do jantar. Às sextas, único dia da semana em que o restaurante abre para o almoço, a Roberta serve um menu executivo super caprichado e sempre composto de pãozinho com manteiga, uma entradinha, uma salada, um prato e uma sobremesa. Há sempre duas opções de cada.

Tive a sorte de sentar-me ao lado de uma amiga que divide pratos :-D e pude provar ambas as opções de cada prato. Assim, experimentei o famoso tartare de abóbora, composto de pedacinhos de abóbora curtida em um tempero com ar oriental e o toque super crocante das sementes de abóbora, uma delícia mesmo.  Também gostei muito da salada de abóbora assada, com pedaços de abóbora macios por dentro e crocantes por fora, também realçada pelas sementes assadas, maravilhosa. Deliciosa overdose de abóbora :-D

No prato principal fiquei com o clássico picadinho do Palácio da Alvorada (filé na ponta da faca, farofa de cenoura, banana à milanesa, ovo caipira poché e arroz). Ambas as sobremesas estavam muito gostosas, o sorvete de figo de Valinhos e o mil folhas, com uma massa etérea e um creme pontilhado de sementes de baunilha, diria que dos melhores que já comi na vida.  O vinho da casa em taça é bom e acompanha bem o almoço. Para quem pedir o café, uma colher do reverenciado brigadeiro para fechar com chave de ouro a refeição. Sim, uso e abuso dos clichês para falar de comida. É a emoção :-)

Leia mais sobre a Roberta Sudbrack no Pra Quem Quiser me Visitar da Constance, no Gastrolândia da Ailin Aleixo e no DCPV do Edu Luz.

Jantar no Bazzar

Jantamos muito bem no Bazzar, lugar gostoso, moderninho mas tranquilo, com serviço atencioso e gentil. No Bazzar (que apenas rivaliza com o Chef Vivi neste quesito) comi os melhores pãezinhos de couvert dos últimos tempos.  Não dá para perder o pão de limão e o pão de passas e mel, que vêm quentinhos estalando do forno para a mesa, acompanhados de manteiga e de dois azeites temperados na casa. Escolhemos dois tapas para começar, os bolinhos de carne seca e abóbora com molho barbecue e as lascas de bacalhau acompanhadas de molho de coentro, molho de azeitona preta e um outro molho semelhante a uma mostarda de Cremona. Os bolinhos estavam deliciosos, perfeitos. O cordeiro de prato principal estava gostoso e só a sobremesa não me encantou. Há boas opções na carta de vinhos, bem completa.

Botecagem no Aconchego Carioca

Fazia muito tempo que eu queria ir ao Aconchego Carioca. Já tinha visto inúmeras fotos daqueles bolinhos e sonhava com eles :-) Pois fomos e com coragem esperamos nossa mesa por quase uma hora e meia, já que era pleno domingo na hora do almoço. O almoço virou happy hour e botecagem, mas foi inesquecível. Lugar super gostoso, decoração rústica mas caprichada, um jardim bonitinho, redes penduradas no teto, tudo simples e aconchegante, como diz o nome. Como estávamos em 8 pessoas, deu para provar um  pouco de tudo e valeu a pena. Meus preferidos foram os bolinhos de feijoada recheados com couve e bacon, os bolinhos de abóbora com carne seca e o jiló com queijo de cabra. Mas também gostei bastante dos bolinhos de feijão branco com rabada, os de aipim com bobó de camarão e as almofadinhas de tapioca. Tudo acompanhado de boas caipirinhas.

Depois dividimos um bobó de camarão e um escondidinho de camarão, dos quais estava melhor o bobó. Mas se quiser ficar apenas nos aperitivos e nas sobremesas, vale muito. Pedimos o  pudim de tapioca com cachaça, que estava divino, e os famosos palitos de queijo coalho com goiabada Zélia, muito bons também. Foi tão bom que ficamos com gostinho de quero mais!

Leia mais sobre o Aconchego Carioca no Viaje na Viagem do Riq Freire e no Pra Quem Quiser me Visitar da Constance. 

Agora, é partir para a dieta :-)

 

Sou fã número um desta cidade organizada, charmosa (sim, acredite!) e cheia de atrações culturais, gastronômicas e musicais, entre outras. Dá para ficar dias passeando em Chicago e ainda vai faltar tempo para ver tudo.  Desta vez, uma rápida passada pela cidade rendeu programas gastronômicos em dose dupla, ótimos para gourmets e outros viajantes.

Dois lugares bacanas para almoçar em Chicago

Uma dica no Twitter nos levou ao Epic Burger. Não me lembro mais de quem foi a dica, mas estou aqui agradecendo até hoje :-)  Com cara de lanchonete do tipo McDonald’s à primeira vista, o Epic Burger serve um hambúrguer de muito respeito, feito com ingredientes naturais, orgânicos e frescos, produzidos diariamente. Com um endereço a poucas quadras do The Art Institute of Chicago e outros dois endereços bem próximos da Michigan Avenue, não tem desculpa para dar uma parada e almoçar bem, rápido e barato aqui.

Outro almoço delícia, que não é exclusividade de Chicago mas é sempre certeiro:  The Cheesecake Factory. Ótimos hamburgueres, boas saladas, pratos variados e, claro, os mundialmente famosos cheesecakes de sobremesa. Difícil escolher um só. Localizado no térreo do prédio John Hancock Center, na própria Michigan Avenue, fica fácil para dar uma paradinha e se deliciar.

Dois lugares deliciosos para jantar em Chicago

Fomos bastante felizes nas escolhas de restaurantes para jantar em Chicago. As dicas vieram da Renata Antiquera do blog Paixão por Viagens e do chef paulistano @Cabertolazzi.

No Japonais, dica da Renata, comemos deliciosas e originais combinações de sushis e sashimis. O interessante, neste restaurante, é que são duas cozinhas diferentes, tocadas por dois chefs, uma de comidas frias e outra de comidas quentes. Ficamos só nas frias, mas adoraria voltar para provar da outra cozinha, já que fiquei de olho nos pedidos das mesas vizinhas… Quem nunca? :-D Dá para sentar dentro ou na varanda, onde é bem gostoso. Não deixe de provar o Spicy Tuna Tartar e o Bin Cho.

O Avec, dica do Bertolazzi, tem outra proposta. Restaurante bem pequeno,  não aceita reservas e os lugares são no balcão ou em mesas comunitárias. Mas vale muito a pena chegar bem cedo para poder sentar, já que lota facilmente. A focaccia com queijo taleggio, ricota e ervas é uma delícia. Muito boas também a burrata e as tâmaras recheadas com chorizo com bacon e molho de pimenta piquillo. A ideia aqui é pedir duas a três entradas e/ou pratos e dividir. Fomos a fundo nesta ideia e ofereci nossos pratos aos vizinhos de mesa, que estavam de olho :-) No fim, a mesa trocou vários pratos e também conversas super divertidas, foi uma noite especial.

 Duas lojas gourmet imperdíveis em Chicago

Conhecemos estas lojas da última vez que estivemos em Chicago. Ambas faziam parte do tour gastronômico Food Tasting and Cultural Tour organizado pelo Chicago Food Planet que fizemos. Mas estava louca para voltar para renovar meus estoques de delícias :-) Lojinhas diferentes, especiais e obrigatórias para quem gosta de comer e/ou cozinhar. E, melhor ainda, uma vizinha da outra.

A primeira delas, a Spice House, dá para sentir de longe. Sentir mesmo!  Já que o cheiro delicioso de especiarias fica no ar por alguns bons metros em volta da loja. As especiarias são todas importadas ou compradas diretamente por eles e vendidas a granel na loja. Assim, dá para escolher entre uma variedade de curries, de açúcares baunilhados, de canelas e de sais de várias partes do mundo. Também fabricam suas próprias misturas de temperos deliciosos. Assim há temperos especiais para carne, frango ou peixe, para saladas e para sopas. Comprei o melhor lemon pepper que já provei na vida aqui. Desta vez, levei dois novos: um chilli con carne seasoning perfumadíssimo e um tuscan seasoning para saladas super saboroso.

Ao lado, a Old Town Oil vende dois tipos de produtos apenas: azeites e vinagres balsâmicos. Porém, que azeites e acetos! Há uma variedade absurda de acetos aromatizados e envelhecidos e azeites aromatizados e de várias procedências. Melhor ainda: tudo em tanques de metal com uma torneirinha e copinhos ao lado, ou seja, disponíveis para os clientes provarem o quanto quiserem. Trouxe um aceto balsamico com tangerina que nem conto para vocês :-P

Na semana passada dei para vocês  minhas sugestões de lugares bacanas pra jantar em Nova York.

Hoje, as dicas são de duas blogueiras brasileiras locais. A primeira delas, a @Marcie14, tem um blog super charmoso onde fala das novidades que aparecem na cidade, desde novos restaurantes e exposições até histórias do cotidiano.  A segunda, a @Tanpereyra, é uma super gourmet e está por dentro das melhores novidades gastronômicas de Nova York, as quais ela publica também aqui.

Espero que gostem! Valeu meninas :-)

Com vocês, a Marcie Pellicano, do Abrindo o Bico.

“Em primeiro lugar, o L’Absinthe, francês.  Gosto do ambiente, da comida e do serviço.

Para depois do teatro/ballet, o Café ShunLee, para dim-sums muito gostosos.

E o Fiorello, para uma deliciosa comida italiana, num ambiente bem transado.

Em Tribeca, gosto muito do Pepolino.

Também em Tribeca, muito tradicional, cheio de gente transada, o Odeon.

Em Midtown, um italiano muito honesto e gostoso, Brio.

O Gramercy Tavern, sempre uma boa pedida.

O Locanda Verde, um dos restaurantes do Robert de Niro.

Um bom brunch, Serafina (embora eu não entenda, até hoje, essa coisa de brunch, viu?!)

E, para todas suas reservas de restaurantes, o Open Table.”

Com a palavra a Tania Pereyra, do Dulce Bee Life.

“Foi difícil escolher porque comer e cozinhar são meus passatempos prediletos. Mas nesses eu volto sempre. Aqui segue a minha lista.

Alice Tea’s Cup – casa de chá com tema da Alice no País das Maravilhas. Não é só para crianças, já que a comida é muito bem feita e os scones vem quentinhos e em sabores especiais de abóbora, morango com limão, presunto e queijo, queijo de cabra com manjericão, chocolate com caramelo salgado e o tradicional de buttermilk. Além de extensa carta de chás, tem sanduíches e quiches no almoço e serve café da manhã diariamente. Um bom pit stop pertinho da Blomingdale’s. Dois scones e uma bule de chá por US$12 é uma barganha, já que dá pra dividir. Tem 3 unidades em Manhattan (UES, UWS e Midtown).

Cascabel Taqueria – meu mexicano favorito, que fica pertinho da minha casa. Serve tacos mais modernos com de peixe com palmito, de camarão com feijão preto e carne assada com cebola crocante. O bolinho de caranguejo com milho vai perfeito com uma cerveja gelada. Ambiente bem casual com cervejas mexicanas e margaritas feitas com sucos naturais. Tem uma outra unidade no Upper West Side.

Sushi of Gari – esse também pertinho de casa, mas com uma estrela do Michelin e um dos melhores sushis de NY. Tem que fazer reserva e o ideal é sentar no balcão. O menu degustação tem um preço bem razoável de US$80 por pessoa e acho que comparando com os preços de São Paulo até que não assusta tanto. Os peixes vêm diretamente do Japão e os sushimen são todos made in Japan. Se o bolso estiver apertado tem menu a la carte. Tem 3 unidades em Manhattan (UES, UWS e Theater District).

A Voce – italiano moderno e menu sazonal da chefe Missy Robbins. Tem um menu degustação no almoço por US$24 com entrada, prato principal e sobremesa. Na unidade do Columbus Circle peça para sentar na janela e apreciar a vista do Central Park. A foccacia da cesta de pães é viciante. Quentinha com um toque de tomate e azeite pra “chuchar” o pão. Serviço super atencioso. No jantar os preços são mais altos, mas vale um jantar romântico com vista para as luzes de NY e um bom vinho italiano.

DBGB – cervejaria do chefe Daniel Boulud. Eu sou muito fã do trabalho dele em NY. Todas as suas casas têm comida e atendimento com qualidade sempre que visito. O charme do restaurante é a decoração com panelas doadas pelos seu amigos famosos – Alain Ducasse, Joel Robuchon, Eric Ripert, Thomas Keller entre outros. A comida correta com linguiças e salsichas artesanais, patês, terrines e hamburgueres de influência francesa, como o com barriga de porco confitada e queijo Morbier. Tem que deixar um espaço para a sobremesa. Sundaes artesanais e o famoso Baked Alaska.

Jing Fong  – Dim sum em Chinatown. O espaço não é aconchegante, parece um daqueles restaurantes de polenta com frango com um salão enorme. Mas o vai vem dos carrinhos, as garçonetes chinesas gritando para todo lado e o hábito chinês de dividir a mesa com desconhecidos só traz um certo charme e uma experiência tradicional. Mas já levei gente que amou e tem gente que não volta de jeito nenhum, como o meu marido. Serve pasteizinhos no vapor, fritos, de carne de porco, camarão, de vegetais e para os mais corajosos pés de galinha ou caramujos ensopados. Uma opção muito barata em Chinatown. Cada cestinha com 3 pastéis custa de US$3 – US$5. De sobremesa dê uma passadinha na Chinatown Ice Cream Factory com sabores exóticos de biscoito da sorte, gergelim preto, lichia, gengibre além dos tradicionais. Tudo feito com ingredientes naturais e a família inteira trabalhando atrás do balcão.

Brother’s Jimmy’s – churrasco típico do Sul dos Estados Unidos. Costelinhas de porco com molho barbeque, porco desfiado, frango frito crocante e os acompanhamentos típicos de mac&cheese, fritas de batata doce, milho cozido, feijão, quiabo frito. Não deve ser o melhor churrasco de NY, mas tem várias unidades em lugares mais centrais. Geralmente os restaurantes mais tradicionais ficam mais distantes no Brooklyn ou no Harlem.Tem um happy hour animado, mas é um bom restaurante pra ir com crianças com um ambiente bem casual.

Depois das dicas de lugares bacanas para almoçar em Nova York, vamos às dicas de lugares para jantar. A ideia aqui não é listar restaurantes estrelados e/ou super caros, mas  falar sobre lugares onde já fomos e nos quais nos sentimos bem, fomos bem atendidos e felizes em nossas escolhas de comida e vinho. E achamos o preço justo.

Duas observações importantes.

Procure sempre reservar seu restaurante, de preferência com antecedência. Este hábito, que começa a se tornar corriqueiro em São Paulo e em outras cidades brasileiras, é praticamente essencial em Nova York. Não é complicado. Dá para reservar nos próprios sites dos restaurantes, através do concierge nos hotéis que oferecem este serviço e, da maneira que eu acho mais prática, pelo site do Open Table. É fácil reservar e é fácil mudar ou cancelar a reserva se necessário.

Segundo, um conselho para os bebedores de vinho: cuidado com o copo. Em Nova York, não sei porque, o preço dos vinhos nos restaurantes têm um ágio bastante grande em relação aos preços nas lojas. Ou seja, tomar vinho vai encarecer consideravelmente sua refeição.

Abaixo, as minhas sugestões de turista de lugares para jantar em Nova York.  Semana que vem, as sugestões de duas blogueiras brasileiras moradoras da cidade. Fiquem de olho! :-)

O “bom, bonito e barato”:  Carmine’s

Adoro comer no Carmine’s, para mim um verdadeiro “bom, bonito e barato”.  Quase uma atração turística na cidade :-)  É verdade que ele é meio bagunçado, está sempre cheio e as porções são absolutamente gigantes. Mas por outro lado ele é perto dos teatros da Broadway, o serviço é ligeiro, a comida é boa e os preços melhores ainda. Vá com amigos, pois cada prato de massa aqui serve bem umas quatro pessoas. Recomendo as torradas com alho de entrada e o spaghetti com frutos do mar.

A pizzaria: Serafina

Gosto mais de ir ao endereço da Madison com a rua 79, lugar menor e mais tranqüilo, mas há outras filiais do Serafina na cidade, inclusive na Broadway perto dos teatros. Pizza boa, serviço atencioso, preços honestos.

 Para comer carne: Le Relais de Venise e Quality Meats

No Midtown East, o Relais de Venise é o endereço do tradicional entrecôte em Nova York. Bom para jantar com as crianças, já que o menu fixo de salada verde de entrada e entrecôte com fritas agrada a todos e os preços são razoáveis  para levar toda a família. Lugar simpático e com serviço atencioso. Bem servido, carne bem temperada, batatinhas fritas sequinhas. Nós gostamos e recomendamos.

Este foi dica dos meus amigos Jorge e Lena. No Midtown, próximo ao Central Park, o Quality Meats é um pouco mais transado e moderninho, com um ambiente cheio de bossas de design. Um lugar perfeito para comer os tradicionais cortes de carne norteamericanos, em uma apresentação mais gourmet.

O italiano: Maialino

Vou ficar só em um italiano por ora, pois outros restaurantes italianos dos quais  gosto estarão certamente  na lista da minha guru novaiorquina Marcie. :-) O Maialino fica no lindo e chique Gramercy Park Hotel, em uma vizinhança muito gostosa da cidade, próximo ao Gramercy Park. Uma trattoria sofisticada, com ambiente aconchegante, serviço super atencioso e antipastos e massas bem gostosos.

Os japoneses: Nobu e Sasabune

O Nobu tem preços pouco convidativos, mas entra aqui porque acho este restaurante a cara de Nova York. Logo na entrada, uma imponente parede de barris de sake sobre o bar dá o tom da decoração moderna do local. Eu adoro as invencionices do Nobu :-) Se seu bolso é apertado mas ficou com vontade, vá ao Nobu Next Door, onde tem um menu de almoço mais em conta e super legal também.

O Sasabune é um segredo bem guardado de Nova York, que foi dica dos meus amigos Jaques e Flávia, habitués. Um japonês pouco conhecido dos turistas, figura em listas dos melhores lugares para provar um menu degustação de sushis e sashimis na cidade. O velho esquema: o sushiman pergunta se você tem alguma restrição, e vai soltando aquelas porções fresquíssimas e deliciosas. Para os fãs de comida japonesa, imperdível.

Na região do Meatpacking: Pastis e Spice Market

Cada um em uma esquina, separados por um quarteirão, no buchicho do Meatpacking District. Para mim, dois lugares onde não tem erro comer, onde é sempre gostoso. O Pastis é um pouco mais barulhento, um “bistrozão” mesmo, ambiente animado e informal.

Mas gosto ainda mais do ambiente e da comida do Spice Market, restaurante do Jean-Georges Vongerichten, que tem um menu de pratos orientais diferente e delícia. Para mim, o melhor do pedaço.

O Buddakan, na mesma região, é bastante recomendado. Porém, nunca estive nele para opinar.

Para ir após o teatro: Bar Boulud

Mais uma dica do Jorge e da Lena, o Bar Boulud, que fica perto do Lincoln Center, é ótimo para um jantar pós-teatro. É pequeno, barulhento e tem um mesão comunitário além de poucas mesas, mas ainda assim vale a pena. Pratos com apresentação linda, tudo bem gostoso. Tem uma adega super bonita e completa e ótimos vinhos, mas aqui, neste caso, a conta vai certamente subir.

Os badalados: Minetta Tavern e  Casa Mono

Próximo a Washington Square, o Minetta Tavern é estrelado, mas está aqui porque achei o preço  justo frente à qualidade dos pratos. Restaurante dos mesmos donos do Balthazar e do Pastis, é para mim uma espécie de ICI Bistrô paulistano em Nova York. A comida é muito boa, há tradicionais pratos franceses e também excelentes carnes. Lota facilmente e precisa ser reservado com antecedência.

Nas vizinhanças da Union Square, o Casa Mono foi a melhor surpresa de nossa última viagem. Um lugar pequeno, escuro e apertado, mas aconchegante. Mais indicado para casais. Com uma trilha sonora das bandas inglesas dos anos 90 de fundo, comemos tapas absolutamente deliciosos. Boa e variada carta de vinhos também. Adoramos!

Aproveitem!

E não deixem de contribuir com as suas dicas :-D

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