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O fio da meada desta torta de ricota foi puxado no Twitter pelo @marvila e pela @penelophy, saudosistas de um cheesecake que tinham comido com a @Marcie14 no restaurante Pepolino em Nova York. Falaram tanto do tal cheesecake que eu armazenei os dados na minha ‘memória gastronômica’ 😉 E também fiquei babando no cheesecake do Pepolino que eles publicaram aqui no Cozinheiros de Primeira Viagem.

Depois, já em Nova York, minha irmã um dia volta de um jantar com as amigas falando maravilhas de um cheesecake que ela tinha comido… por acaso o do Pepolino 🙂 Claro que foi lá que marquei meu almoço com a @Marcie14. De sobremesa, ELE. Apesar de ser um cheesecake, ou uma torta de queijo como diríamos no Brasil, não é feita com cream cheese e sim com ricota. Receita italiana, não americana. Confesso que sou uma apaixonada por cheesecakes, mas esta torta de ricota me ganhou. Massa deliciosa, recheio leve, não muito doce, saborosa, desmancha na boca. A textura dela é totalmente diferente do cheesecake típico, muito mais levinha e aerada, menos densa, mas ainda cremosa. Só fazendo e provando mesmo.

Obs. A receita original rende duas tortas. Assim, fiz meia receita. Também adaptei as medidas para as nossas. E diminui um tiquinho a manteiga da massa. Por fim, mexi no tempo de forno. Meu forno é muito quente e a temperatura mínima dele ainda é forte. Fique de olho, pois é fácil deixar a torta queimar.

Ricotta tart (do Pepolino)

massa
½ xíc (chá) de açúcar
150 g de manteiga em temperatura ambiente
1 gema de ovo
2 xíc (chá) de farinha de trigo

recheio
500 g de ricota
1/2 xíc (chá) de açúcar
2 ovos grandes
½ col (chá) de essência de baunilha
1 xíc (chá) de creme de leite fresco
açúcar de confeiteiro para polvilhar

Faça a massa primeiro. Na vasilha da batedeira junte o açúcar, a manteiga e a gema de ovo. Bata até ficar ‘branquinho’. Adicione a farinha, uma xícara de cada vez, e bata devagar só para misturar. Ou misture delicadamente com as mãos mesmo. A massa fica macia. Forme uma bola com a massa, achate-a e embrulhe-a em filme plástico. Leve à geladeira por 40 minutos antes de usar. Após este tempo, ligue o forno a 250ºC. Retire a massa da geladeira e abra-a com o rolo entre duas ‘folhas’ de filme plástico (achei a massa quebradiça e difícil de manusear, mas aí vai da competência de cada um rsrsrs!). Forre o fundo e os lados de uma forma redonda de fundo desmontável de 23 cm de diâmetro. Deixe ‘um dedo’ sobrando na altura da forma. Faça o recheio: leve à batedeira a ricota, o açúcar, os ovos, a essência de baunilha e o creme de leite fresco. Bata só até misturar. Jogue o recheio na massa e leve para assar. Atenção: asse na temperatura alta (250ºC) por 10 minutos e em seguida diminua para 150ºC. A minha levou mais 40 minutos para assar, mas a receita original mandava ficar no forno por 1 hora e 10 minutos. Cuidado para não queimar! A torta está boa quando palito sair seco e não quando o recheio endurecer. Espere esfriar, desenforme e polvilhe açúcar de confeiteiro na hora de servir.

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Esta receita de pecan pie (ou torta de nozes pecãs, mesmo) é antiga e há anos eu não a preparava. Tinha até me esquecido de como as nozes pecãs são saborosas. O que me fez lembrar dela estes dias foi uma cena do seriado True Blood. Quem me acompanha no Twitter e no Facebook sabe que True Blood virou mania, vício mesmo. Assisti as três temporadas em uma tacada só e não vejo a hora da 4ª temporada chegar, agora só em 2011 mesmo.

(O texto abaixo contém spoilers. Caso não queira ler, vá direto para o próximo parágrafo.)

Num dos primeiros episódios do seriado True Blood, que se passa no Sul dos Estados Unidos, a ‘heroina’ Sookie perde a avó assassinada. O velório acontece na própria casa da falecida. A certa altura, uma das vizinhas abre a geladeira, pega uma torta já ‘começada’ e se prepara para comer um pedaço. A Sookie dá um grito e manda devolverem imediatamente a torta da avó para a geladeira. Ninguém entende o comportamento, mas a explicação vem na cena seguinte. A Sookie, que até então não tinha conseguido chorar pela avó, no outro dia sozinha em casa tira da geladeira a torta, a última que a avó fez para ela – por acaso uma torta de nozes pecãs – e come o resto dela todinha, sozinha, chorando e lembrando-se da avó. Achei linda esta cena. Uma bela homenagem, trabalhando o luto através do carinho da comida. E comida é carinho mesmo!

Voltando à pecan pie 😉 Típica da culinária sulista americana, nela vai tradicionalmente a glucose de milho (corn syrup), mais conhecida no Brasil pela marca comercial Karo. Quem não gosta de usar este ingrediente pode optar por uma alternativa. A @fezoca fez esta torta com agave e funcionou. Provei os dois e achei o agave mais doce que o Karo, portanto optei por manter minha receita tradicional. Se quiser usar mel também funciona, mas o mel deixa um gosto mais acentuado do que a glucose de milho.

Pecan pie (ou torta de nozes pecãs)


massa
2 xíc (chá) de farinha de trigo
¾ xíc (chá) de manteiga gelada em pedacinhos
3 a 4 col (sopa) de água

Numa tigela colocar a farinha de trigo, juntar a manteiga e misturar com as pontas dos dedos até obter uma farofa. Juntar a água aos poucos, não tudo de uma vez, até obter uma massa homogênea. Forrar uma forma de torta desmontável pequena (21-22 cm).

recheio
½ xíc (chá) de açúcar mascavo bem apertado na xícara
1 col (sopa) de farinha de trigo
½ xíc (chá) de glucose de milho (Karo)
1 col (sopa) de manteiga derretida
2 ovos
1 col (chá) de essência de baunilha
1 ½ xíc (chá) de nozes pecãs cortadas ao meio, de comprido
Em uma vasilha junte todos os ingredientes, menos as nozes pecãs, e mexa até misturar. Junte as nozes pecãs e coloque o recheio sobre a massa da torta. Leve ao forno pré-aquecido a 180 º por 35 a 45 minutos ou até dourar a massa e cozinhar o recheio.
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