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Muito se falou em comida de rua no ano passado por aqui, principalmente depois de São Paulo ter (des)organizado o evento Chefs na Rua durante  a 8ª edição da Virada Cultural da cidade de São Paulo. O evento, no qual 22 chefs de cozinha se propuseram a cozinhar comida bacana e barata em barraquinhas na rua, para o deleite da população paulistana, teve tantos problemas de logística que o caldo – ou a galinhada – literalmente entornou.

Mas em Chicago, ao contrário do aconteceu em São Paulo,  o prato foi muito bem servido. Em um evento chamado Taste of Chicago, no qual estivemos na sua edição 2012, que aconteceu em julho passado na cidade. Seguindo uma dica quente da Nat do delicioso  Sundaycooks, fomos conferir o maior festival de comidas em local público do mundo.

No Taste of Chicago, que dura cinco dias, restaurantes da cidade montam suas barracas de rua e oferecem aos moradores e visitantes uma forma fácil e barata de provarem suas comidas e as especialidades de grandes chefs da cidade.  Estavam lá na edição de 2012, por exemplo,  a famosa deep pizza do Bacino’s e os deliciosos cheesecakes do Eli’s.

As barracas das comidas são armadas ao longo de uma rua dentro do Grant Park, que fica em uma região central da cidade. Além da facilidade de acesso, os visitantes podem usar a estrutura de banheiros e áreas de descanso e lazer do parque.  No Taste of  Chicago, além das barracas de comidas, há um palco para pequenos shows que acontecem diariamente, um jardim com um wine bar, locais com bancos e mesas de madeira ou cimento e gramado para quem quiser fazer piquenique. Há áreas de alimentação perto de parquinhos e espaços de lazer para a criançada brincar enquanto os pais se deliciam com as comidas. O mapa do evento dá uma boa ideia da organização do festival.

Outro ponto interessante é a forma de pagamento, cópia do sistema eficiente das nossas quermesses do interior. As barracas não aceitam dinheiro. Os participantes precisam comprar fichas, que são usadas para fazer o pagamento das comidas e bebidas nas barracas, facilitando o troco e evitando que as pessoas que servem nas barracas manuseiem dinheiro. No evento, um bloco com uma dúzia de fichas saía por US$8 (ou por US$7 para quem comprasse antecipadamente). Os pratos maiores  custavam em torno de 9 ou 10 fichas, os acompanhamentos saíam por 6 ou 7 fichas e os refrigerantes por 4 fichas. Outra ideia muito bacana: quase todas as barracas vendiam taste portions, ou seja, pequenas porções apenas para degustação, o que permitia às pessoas provarem uma variedade maior de comidinhas. Estas porções de degustação saíam, em média, por 2 ou 3 fichas.

Durante o festival são servidos mais de 300 itens dos menus de mais de 70 restaurantes, que oferecem não só tradicionais comidas  americanas como de vários países, representados por seus restaurantes típicos. Assim, era possível provar de um bom hambúrguer a um goat biryani (carne de bode com arroz, açafrão e especiarias) =P

Quem tiver oportunidade, vale a pena dar um pulo no Taste of Chicago.

E que tal um festival  Sabor de São Paulo? 😀

 

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Sou fã número um desta cidade organizada, charmosa (sim, acredite!) e cheia de atrações culturais, gastronômicas e musicais, entre outras. Dá para ficar dias passeando em Chicago e ainda vai faltar tempo para ver tudo.  Desta vez, uma rápida passada pela cidade rendeu programas gastronômicos em dose dupla, ótimos para gourmets e outros viajantes.

Dois lugares bacanas para almoçar em Chicago

Uma dica no Twitter nos levou ao Epic Burger. Não me lembro mais de quem foi a dica, mas estou aqui agradecendo até hoje 🙂  Com cara de lanchonete do tipo McDonald’s à primeira vista, o Epic Burger serve um hambúrguer de muito respeito, feito com ingredientes naturais, orgânicos e frescos, produzidos diariamente. Com um endereço a poucas quadras do The Art Institute of Chicago e outros dois endereços bem próximos da Michigan Avenue, não tem desculpa para dar uma parada e almoçar bem, rápido e barato aqui.

Outro almoço delícia, que não é exclusividade de Chicago mas é sempre certeiro:  The Cheesecake Factory. Ótimos hamburgueres, boas saladas, pratos variados e, claro, os mundialmente famosos cheesecakes de sobremesa. Difícil escolher um só. Localizado no térreo do prédio John Hancock Center, na própria Michigan Avenue, fica fácil para dar uma paradinha e se deliciar.

Dois lugares deliciosos para jantar em Chicago

Fomos bastante felizes nas escolhas de restaurantes para jantar em Chicago. As dicas vieram da Renata Antiquera do blog Paixão por Viagens e do chef paulistano @Cabertolazzi.

No Japonais, dica da Renata, comemos deliciosas e originais combinações de sushis e sashimis. O interessante, neste restaurante, é que são duas cozinhas diferentes, tocadas por dois chefs, uma de comidas frias e outra de comidas quentes. Ficamos só nas frias, mas adoraria voltar para provar da outra cozinha, já que fiquei de olho nos pedidos das mesas vizinhas… Quem nunca? 😀 Dá para sentar dentro ou na varanda, onde é bem gostoso. Não deixe de provar o Spicy Tuna Tartar e o Bin Cho.

O Avec, dica do Bertolazzi, tem outra proposta. Restaurante bem pequeno,  não aceita reservas e os lugares são no balcão ou em mesas comunitárias. Mas vale muito a pena chegar bem cedo para poder sentar, já que lota facilmente. A focaccia com queijo taleggio, ricota e ervas é uma delícia. Muito boas também a burrata e as tâmaras recheadas com chorizo com bacon e molho de pimenta piquillo. A ideia aqui é pedir duas a três entradas e/ou pratos e dividir. Fomos a fundo nesta ideia e ofereci nossos pratos aos vizinhos de mesa, que estavam de olho 🙂 No fim, a mesa trocou vários pratos e também conversas super divertidas, foi uma noite especial.

 Duas lojas gourmet imperdíveis em Chicago

Conhecemos estas lojas da última vez que estivemos em Chicago. Ambas faziam parte do tour gastronômico Food Tasting and Cultural Tour organizado pelo Chicago Food Planet que fizemos. Mas estava louca para voltar para renovar meus estoques de delícias 🙂 Lojinhas diferentes, especiais e obrigatórias para quem gosta de comer e/ou cozinhar. E, melhor ainda, uma vizinha da outra.

A primeira delas, a Spice House, dá para sentir de longe. Sentir mesmo!  Já que o cheiro delicioso de especiarias fica no ar por alguns bons metros em volta da loja. As especiarias são todas importadas ou compradas diretamente por eles e vendidas a granel na loja. Assim, dá para escolher entre uma variedade de curries, de açúcares baunilhados, de canelas e de sais de várias partes do mundo. Também fabricam suas próprias misturas de temperos deliciosos. Assim há temperos especiais para carne, frango ou peixe, para saladas e para sopas. Comprei o melhor lemon pepper que já provei na vida aqui. Desta vez, levei dois novos: um chilli con carne seasoning perfumadíssimo e um tuscan seasoning para saladas super saboroso.

Ao lado, a Old Town Oil vende dois tipos de produtos apenas: azeites e vinagres balsâmicos. Porém, que azeites e acetos! Há uma variedade absurda de acetos aromatizados e envelhecidos e azeites aromatizados e de várias procedências. Melhor ainda: tudo em tanques de metal com uma torneirinha e copinhos ao lado, ou seja, disponíveis para os clientes provarem o quanto quiserem. Trouxe um aceto balsamico com tangerina que nem conto para vocês 😛

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Na semana passada dei para vocês  minhas sugestões de lugares bacanas pra jantar em Nova York.

Hoje, as dicas são de duas blogueiras brasileiras locais. A primeira delas, a @Marcie14, tem um blog super charmoso onde fala das novidades que aparecem na cidade, desde novos restaurantes e exposições até histórias do cotidiano.  A segunda, a @Tanpereyra, é uma super gourmet e está por dentro das melhores novidades gastronômicas de Nova York, as quais ela publica também aqui.

Espero que gostem! Valeu meninas 🙂

Com vocês, a Marcie Pellicano, do Abrindo o Bico.

“Em primeiro lugar, o L’Absinthe, francês.  Gosto do ambiente, da comida e do serviço.

Para depois do teatro/ballet, o Café ShunLee, para dim-sums muito gostosos.

E o Fiorello, para uma deliciosa comida italiana, num ambiente bem transado.

Em Tribeca, gosto muito do Pepolino.

Também em Tribeca, muito tradicional, cheio de gente transada, o Odeon.

Em Midtown, um italiano muito honesto e gostoso, Brio.

O Gramercy Tavern, sempre uma boa pedida.

O Locanda Verde, um dos restaurantes do Robert de Niro.

Um bom brunch, Serafina (embora eu não entenda, até hoje, essa coisa de brunch, viu?!)

E, para todas suas reservas de restaurantes, o Open Table.”

Com a palavra a Tania Pereyra, do Dulce Bee Life.

“Foi difícil escolher porque comer e cozinhar são meus passatempos prediletos. Mas nesses eu volto sempre. Aqui segue a minha lista.

Alice Tea’s Cup – casa de chá com tema da Alice no País das Maravilhas. Não é só para crianças, já que a comida é muito bem feita e os scones vem quentinhos e em sabores especiais de abóbora, morango com limão, presunto e queijo, queijo de cabra com manjericão, chocolate com caramelo salgado e o tradicional de buttermilk. Além de extensa carta de chás, tem sanduíches e quiches no almoço e serve café da manhã diariamente. Um bom pit stop pertinho da Blomingdale’s. Dois scones e uma bule de chá por US$12 é uma barganha, já que dá pra dividir. Tem 3 unidades em Manhattan (UES, UWS e Midtown).

Cascabel Taqueria – meu mexicano favorito, que fica pertinho da minha casa. Serve tacos mais modernos com de peixe com palmito, de camarão com feijão preto e carne assada com cebola crocante. O bolinho de caranguejo com milho vai perfeito com uma cerveja gelada. Ambiente bem casual com cervejas mexicanas e margaritas feitas com sucos naturais. Tem uma outra unidade no Upper West Side.

Sushi of Gari – esse também pertinho de casa, mas com uma estrela do Michelin e um dos melhores sushis de NY. Tem que fazer reserva e o ideal é sentar no balcão. O menu degustação tem um preço bem razoável de US$80 por pessoa e acho que comparando com os preços de São Paulo até que não assusta tanto. Os peixes vêm diretamente do Japão e os sushimen são todos made in Japan. Se o bolso estiver apertado tem menu a la carte. Tem 3 unidades em Manhattan (UES, UWS e Theater District).

A Voce – italiano moderno e menu sazonal da chefe Missy Robbins. Tem um menu degustação no almoço por US$24 com entrada, prato principal e sobremesa. Na unidade do Columbus Circle peça para sentar na janela e apreciar a vista do Central Park. A foccacia da cesta de pães é viciante. Quentinha com um toque de tomate e azeite pra “chuchar” o pão. Serviço super atencioso. No jantar os preços são mais altos, mas vale um jantar romântico com vista para as luzes de NY e um bom vinho italiano.

DBGB – cervejaria do chefe Daniel Boulud. Eu sou muito fã do trabalho dele em NY. Todas as suas casas têm comida e atendimento com qualidade sempre que visito. O charme do restaurante é a decoração com panelas doadas pelos seu amigos famosos – Alain Ducasse, Joel Robuchon, Eric Ripert, Thomas Keller entre outros. A comida correta com linguiças e salsichas artesanais, patês, terrines e hamburgueres de influência francesa, como o com barriga de porco confitada e queijo Morbier. Tem que deixar um espaço para a sobremesa. Sundaes artesanais e o famoso Baked Alaska.

Jing Fong  – Dim sum em Chinatown. O espaço não é aconchegante, parece um daqueles restaurantes de polenta com frango com um salão enorme. Mas o vai vem dos carrinhos, as garçonetes chinesas gritando para todo lado e o hábito chinês de dividir a mesa com desconhecidos só traz um certo charme e uma experiência tradicional. Mas já levei gente que amou e tem gente que não volta de jeito nenhum, como o meu marido. Serve pasteizinhos no vapor, fritos, de carne de porco, camarão, de vegetais e para os mais corajosos pés de galinha ou caramujos ensopados. Uma opção muito barata em Chinatown. Cada cestinha com 3 pastéis custa de US$3 – US$5. De sobremesa dê uma passadinha na Chinatown Ice Cream Factory com sabores exóticos de biscoito da sorte, gergelim preto, lichia, gengibre além dos tradicionais. Tudo feito com ingredientes naturais e a família inteira trabalhando atrás do balcão.

Brother’s Jimmy’s – churrasco típico do Sul dos Estados Unidos. Costelinhas de porco com molho barbeque, porco desfiado, frango frito crocante e os acompanhamentos típicos de mac&cheese, fritas de batata doce, milho cozido, feijão, quiabo frito. Não deve ser o melhor churrasco de NY, mas tem várias unidades em lugares mais centrais. Geralmente os restaurantes mais tradicionais ficam mais distantes no Brooklyn ou no Harlem.Tem um happy hour animado, mas é um bom restaurante pra ir com crianças com um ambiente bem casual.

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Depois das dicas de lugares bacanas para almoçar em Nova York, vamos às dicas de lugares para jantar. A ideia aqui não é listar restaurantes estrelados e/ou super caros, mas  falar sobre lugares onde já fomos e nos quais nos sentimos bem, fomos bem atendidos e felizes em nossas escolhas de comida e vinho. E achamos o preço justo.

Duas observações importantes.

Procure sempre reservar seu restaurante, de preferência com antecedência. Este hábito, que começa a se tornar corriqueiro em São Paulo e em outras cidades brasileiras, é praticamente essencial em Nova York. Não é complicado. Dá para reservar nos próprios sites dos restaurantes, através do concierge nos hotéis que oferecem este serviço e, da maneira que eu acho mais prática, pelo site do Open Table. É fácil reservar e é fácil mudar ou cancelar a reserva se necessário.

Segundo, um conselho para os bebedores de vinho: cuidado com o copo. Em Nova York, não sei porque, o preço dos vinhos nos restaurantes têm um ágio bastante grande em relação aos preços nas lojas. Ou seja, tomar vinho vai encarecer consideravelmente sua refeição.

Abaixo, as minhas sugestões de turista de lugares para jantar em Nova York.  Semana que vem, as sugestões de duas blogueiras brasileiras moradoras da cidade. Fiquem de olho! 🙂

O “bom, bonito e barato”:  Carmine’s

Adoro comer no Carmine’s, para mim um verdadeiro “bom, bonito e barato”.  Quase uma atração turística na cidade 🙂  É verdade que ele é meio bagunçado, está sempre cheio e as porções são absolutamente gigantes. Mas por outro lado ele é perto dos teatros da Broadway, o serviço é ligeiro, a comida é boa e os preços melhores ainda. Vá com amigos, pois cada prato de massa aqui serve bem umas quatro pessoas. Recomendo as torradas com alho de entrada e o spaghetti com frutos do mar.

A pizzaria: Serafina

Gosto mais de ir ao endereço da Madison com a rua 79, lugar menor e mais tranqüilo, mas há outras filiais do Serafina na cidade, inclusive na Broadway perto dos teatros. Pizza boa, serviço atencioso, preços honestos.

 Para comer carne: Le Relais de Venise e Quality Meats

No Midtown East, o Relais de Venise é o endereço do tradicional entrecôte em Nova York. Bom para jantar com as crianças, já que o menu fixo de salada verde de entrada e entrecôte com fritas agrada a todos e os preços são razoáveis  para levar toda a família. Lugar simpático e com serviço atencioso. Bem servido, carne bem temperada, batatinhas fritas sequinhas. Nós gostamos e recomendamos.

Este foi dica dos meus amigos Jorge e Lena. No Midtown, próximo ao Central Park, o Quality Meats é um pouco mais transado e moderninho, com um ambiente cheio de bossas de design. Um lugar perfeito para comer os tradicionais cortes de carne norteamericanos, em uma apresentação mais gourmet.

O italiano: Maialino

Vou ficar só em um italiano por ora, pois outros restaurantes italianos dos quais  gosto estarão certamente  na lista da minha guru novaiorquina Marcie. 🙂 O Maialino fica no lindo e chique Gramercy Park Hotel, em uma vizinhança muito gostosa da cidade, próximo ao Gramercy Park. Uma trattoria sofisticada, com ambiente aconchegante, serviço super atencioso e antipastos e massas bem gostosos.

Os japoneses: Nobu e Sasabune

O Nobu tem preços pouco convidativos, mas entra aqui porque acho este restaurante a cara de Nova York. Logo na entrada, uma imponente parede de barris de sake sobre o bar dá o tom da decoração moderna do local. Eu adoro as invencionices do Nobu 🙂 Se seu bolso é apertado mas ficou com vontade, vá ao Nobu Next Door, onde tem um menu de almoço mais em conta e super legal também.

O Sasabune é um segredo bem guardado de Nova York, que foi dica dos meus amigos Jaques e Flávia, habitués. Um japonês pouco conhecido dos turistas, figura em listas dos melhores lugares para provar um menu degustação de sushis e sashimis na cidade. O velho esquema: o sushiman pergunta se você tem alguma restrição, e vai soltando aquelas porções fresquíssimas e deliciosas. Para os fãs de comida japonesa, imperdível.

Na região do Meatpacking: Pastis e Spice Market

Cada um em uma esquina, separados por um quarteirão, no buchicho do Meatpacking District. Para mim, dois lugares onde não tem erro comer, onde é sempre gostoso. O Pastis é um pouco mais barulhento, um “bistrozão” mesmo, ambiente animado e informal.

Mas gosto ainda mais do ambiente e da comida do Spice Market, restaurante do Jean-Georges Vongerichten, que tem um menu de pratos orientais diferente e delícia. Para mim, o melhor do pedaço.

O Buddakan, na mesma região, é bastante recomendado. Porém, nunca estive nele para opinar.

Para ir após o teatro: Bar Boulud

Mais uma dica do Jorge e da Lena, o Bar Boulud, que fica perto do Lincoln Center, é ótimo para um jantar pós-teatro. É pequeno, barulhento e tem um mesão comunitário além de poucas mesas, mas ainda assim vale a pena. Pratos com apresentação linda, tudo bem gostoso. Tem uma adega super bonita e completa e ótimos vinhos, mas aqui, neste caso, a conta vai certamente subir.

Os badalados: Minetta Tavern e  Casa Mono

Próximo a Washington Square, o Minetta Tavern é estrelado, mas está aqui porque achei o preço  justo frente à qualidade dos pratos. Restaurante dos mesmos donos do Balthazar e do Pastis, é para mim uma espécie de ICI Bistrô paulistano em Nova York. A comida é muito boa, há tradicionais pratos franceses e também excelentes carnes. Lota facilmente e precisa ser reservado com antecedência.

Nas vizinhanças da Union Square, o Casa Mono foi a melhor surpresa de nossa última viagem. Um lugar pequeno, escuro e apertado, mas aconchegante. Mais indicado para casais. Com uma trilha sonora das bandas inglesas dos anos 90 de fundo, comemos tapas absolutamente deliciosos. Boa e variada carta de vinhos também. Adoramos!

Aproveitem!

E não deixem de contribuir com as suas dicas 😀

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Como já contei neste post, desta vez nosso tempo em Nova York era muito curto e tivemos que escolher entre as dezenas de opções de comidas de rua na cidade. Assim, ficamos com aquelas que estavam mais próximas do nosso hotel e aproveitamos um final de semana corrido para provar as delícias de alguns dos carrinhos da região.

No Midtown a meca da comida de rua é a Sexta Avenida, em especial as esquinas entre as ruas 43 e 56. Neste pedaço estão estacionados alguns dos carrinhos mais famosos da cidade.

Selecionei alguns entre os mais citados e/ou premiados pelo público nos últimos anos, seguindo indicações do Vendy Awards e de outros guias como o Yelp. Infelizmente, por ser pleno verão e época de férias na cidade, muitos carrinhos não estavam funcionando. Se puder escolher, vá em outra época.

Ficamos sem provar os previamente selecionados El Rey del Sabor,  Daisy May BBQ,  Jamaican Dutchy,  Hallo Berlin e   Carnegie John’s.

Mas conseguimos experimentar as delícias do Trini-Pak Boys, do Kwik Meal, do Byriani, do Moshe’s Falafel, do Kim’s Aunt Kitchen e, claro, do Famous Halal Guys.

Aproveitem e comam conosco 🙂

TRINI-PAK BOYS

Comecei meu tour gastronômico de rua justamente na esquina direita da rua 43 com a Sexta Avenida, no carrinho dos Trini-Pak Boys. Os donos são um casal, ela de Trinidad & Tobago e ele do Paquistão. A mistura de cozinhas deu certo aqui. Escolhi o prato de resistência, o Pakistani chicken and rice plate, cujo molho de pimenta tem toques da cozinha de Trinidad, e adorei. Arroz basmati sequinho, frango desfiado e muito bem temperado por cima, um molho de iogurte campeão e um pouco de molho de pimenta. Preço:  US$ 4,00 por um prato que serve uma pessoa. Uma surpresa, não esperava tanta gustosura de tão pouca belezura.  Eles também têm alguns “especiais do dia”, que podem ser um curry ou um chicken tikka masala, que ficarão na vontade. É bom chegar cedo porque formam-se filas e as comidas acabam 🙂

KWIK MEAL

Em seguida provei a comida do Kwik Meal, na esquina esquerda da rua 45 com a Sexta. Interessante que, aqui, são dois carrinhos com o mesmo nome, mas só no que está mais perto da esquina – e que coincidentemente tem mais filas – trabalha um chef  “de verdade”, que frequentou escolas de gastronomia e trabalhou no Russian Tea Room, o Mohammed Rahman, vindo de Bangladesh. Dá para sentir seu “grau de celebridade”, já que ele adora posar para as eventuais fotos dos gulosos na fila. Diz o chef do Kwik Meal que seu lamb gyro  não é feito com carne processada de cordeiro como no tradicional shawarma, mas com cubos de cordeiro marinados em um molho de iogurte com papaya verde, cominho e sementes de coentro, entre outros temperos. Provei o lamb gyro e estava mesmo muito bom, cordeiro bem macio e saboroso. Por US$ 9,00 um prato que serve duas pessoas.

BYRIANI

Na esquina seguinte, no mesmo ponto, fica o Byriani, especializado em comida indiana. O dono, Meru Sikder, também vindo de Bangladesh, foi cozinheiro no restaurante do hotel Hilton de New Jersey por oito anos e serve uma comida com ingredientes frescos e de qualidade, tentando replicar a comida de rua das cidades indianas. Eles são famosos pelos kati, que são uma espécie de “taco indiano” feito com pão chapati. Uma delícia mesmo, por US$ 4,00 cada.

 MOSHE’S FALAFEL E KIM’S AUNT KITCHEN

Atravessando a Sexta Avenida, do outro lado da rua 46, ficam o Moshe’s Falafel e o Kim’s Aunt Kitchen. O primeiro, como o próprio nome diz, especializado em falafel, estes deliciosos bolinhos fritos feitos com massa de grão de bico. Não tive coragem de provar o sanduichão gigante de pão pita recheado com salada e vários falafel e fui na mini porção de cinco unidades de falafel. Uma delícia. Crocantes, sequinhos, macios por dentro, acompanhados por um delicioso molho tahini, por apenas US$ 3,75.

Ao lado, o Kim’s Aunt Kitchen é um latino especializado em fish & chips 🙂  Escolhi o linguado frito com batatas fritas e embora as batatinhas estivessem ótimas, o peixe estava um pouco encharcado de gordura. Uma pena, pois percebia-se que era peixe fresco mesmo. Preço: US$ 6,50 um prato que serve bem uma pessoa.

DICA:  Seguindo pela rua 46, quase chegando na Quinta Avenida, à direita tem uma praça com mesinhas, cadeira e bancos que é ótima para quem vai se aventurar na comida de rua e quer saboreá-la com um pouco mais de conforto.

 

53TH & 6 AVE E FAMOUS HALAL GUYS

 A jornada gastronômica terminou na provavelmente mais movimentada esquina da comida de rua novaiorquina, da Sexta Avenida com a rua 53. Na esquina do lado esquerdo, dois carrinhos. Um deles, o mais próximo da esquina e sem nome, é reconhecido pela boa comida e pelo slogan “Different. Tasty. Delicious.” Do lado direito, o carrinho de comida mais famoso da cidade, os chamados Famous Halal Guys.  As filas neste lugar são absolutamente gigantescas, mas a qualidade da comida é controversa. Há gente que não acha nada demais e outros que endeusam os pratos deste carrinho. Pesquisei a respeito e, na realidade, os verdadeiros Famous Halal Guys só ficam neste ponto após às 7 horas da noite. Antes, é outra turma que ocupa o mesmo pedaço.

Assim, como era de dia, resolvemos ficar com a comida do lado esqurdo da rua mesmo 🙂 Se a comida nesta esquina é melhor do que as dos outros locais não sei, mas que os caras são bons de marketing, isto são. Os cozinheiros/vendedores de rua mais simpáticos que encontramos.  Provamos o combo de chicken and lamb rice, que por US$ 6,00 servia bem uma pessoa. Era  gostoso.

Enquanto isto, a fila do outro lado para provar a comida dos “falsos” Halal Guys ia crescendo… 😀

 Do que gostei mais? Acho que do Trini-Pak, mas talvez por ter sido o primeiro, a surpresa que tirou o ranço de que comida de rua é sem graça e sem sabor. Mas também adorei os falafel crocantes, quentinhos e sequinhos do Moshe’s Falafel. E os cubos de cordeiro do Kwik Meal. E o pão macio e fresquíssimo do Byriani. 

Ùltimas recomendações para quem quer se aventurar neste mundo da comida de rua novaiorquina:

  • melhor ir acompanhado se quiser provar vários pratos ou a comida de vários carrinhos. Com raras exceções, as porções são bastante grandes.
  • leve dinheiro trocado para facilitar a vida deles – e a sua também.
  • cuidado com os molhos apimentados – os hot sauces – todos têm e eles são parte importantíssima do seu prato. Porém, peça sempre para colocarem só um pouco, ao lado do prato, pois os molhos são bem fortes e podem arruinar sua refeição.
  • bole uma estratégia prévia de onde vai comer, seja na praça na rua 46 ou mesmo em outro parque, e vá rápido para seu local de piquenique para a comida não esfriar 🙂

 Aproveite. E venha me contar suas experiências depois!

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 Semana passada teve post com sugestões de lugares bacanas para almoçar em Nova York. Entre restaurantes, mercados gourmet e fastfood, faltou contar para vocês das minhas recentes experiências com a comida de rua novaiorquina. Para começar, algumas informações úteis sobre o assunto.

Só para os fortes 😀

Costumo dizer que comida de rua é só para os fortes.  Isto porque é a comida “BB” –  boa e barata, mas nada bonita. Comer na rua normalmente significa comer ao ar livre e muitas vezes em pé ou sentado num canto ou banco de praça. E receber talheres e um prato de plástico ou isopor. Porém, para quem topa a parada, há um mundo de sabores incríveis e uma comida de alta qualidade por um preço bem justo.

Fazia tempo que eu queria provar as comidas de rua de Nova York, muito além dos onipresentes cachorros-quentes e pretzels das esquinas. E fui pesquisar a respeito. A comida de rua em Nova York, que tem até site exclusivo,  é tão respeitada que é objeto de resenhas em revistas e guias como o Zagat. Existe até mesmo um concurso para eleger as melhores comidas de rua, o Vendy Awards. E um app só para ela 😀

Food carts x food trucks

Há uma diferença entre os food carts e os food trucks. Os primeiros, mais tradicionais, são carrinhos relativamente pequenos que ficam estacionados em um mesmo ponto. Os food trucks, ou caminhões-restaurantes, normalmente estacionam em lugares diferentes a cada dia e oferecem uma estrutura e um menu mais elaborados. Hoje são uma febre, até por conta do reality show televisivo “The Great Food Truck Race”.

O que é halal food

Muita gente se pergunta o que é este termo, halal, que aparece em muitos dos carrinhos na cidade. Halal em árabe significa “permitido” ou “autorizado”. É o termo usado na religião islâmica para identificar as roupas, comidas, comportamentos e outros elementos que estão de acordo com os preceitos desta religião. É equivalente ao termo kosher da religião judaica. Em Nova York, os carrinhos de rua em sua maioria são halal e vendem comidas que respeitam os seguintes preceitos: sem carne de porco ou produtos derivados dela, sem carne de animais carnívoros, sem carne de animais mortos sem obedecer às regras corretas de abate, entre outros.

Onde comer

Há carrinhos de comida espalhados por toda Nova York. Alguns lugares, no entanto, concentram os carrinhos mais conceituados e que oferecem comida além dos simples cachorros-quentes e pretzels. Assim, há focos de comida de rua de qualidade em Downtown, no Midtown, no Queens e no Brooklin.

Como nosso tempo nesta última viagem era limitado, tivemos que reduzir nossas escolhas e decidimos provar as comidas de rua apenas no Midtown, em especial ao longo da Sexta Avenida, uma das mecas de comida de rua na cidade. Infelizmente, por ser verão e época de férias, muitos dos carrinhos que havíamos escolhido neste local não estavam abertos.

Também ficamos apenas com as comidas salgadas, deixando de fora com dor no coração o Wafels and Dinges e o Big Gay Ice Cream. Por fim, também ficaram para outra oportunidade lugares reconhecidos e recomendados que ficavam longe do Midtown: o Sigmund’s Pretzels na frente do Metropolitan, que estava fechado, sobre o qual a @AilinAleixo falou aqui; o Rafiq’s, indicação da @MaBibas e os food trucks recomendados pela @tanpereyra.

Mas ainda assim provamos muita coisa boa! Semana que vem tem mais 🙂

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Sempre reluto em fazer posts com indicações de restaurantes. Porque eles abrem e fecham, entram e saem de moda, melhoram e pioram. E assim fica difícil fazer um post que seja mais atemporal, como eu gosto. Abri honrosas exceções para Buenos Aires e abrirei também para Nova York, já que muita gente me pede indicações de lugares para comer nesta cidade.

Assim, resolvi fazer um apanhado de sugestões para almoçar e para jantar. O post de hoje é da hora do almoço.  Sugestões variadas, que caibam em diversos gostos e bolsos também. Lugares visitados por mim e por amigos que foram à cidade.

Aproveitem!

RESTAURANTES

Estas sugestões são para aqueles que não abrem mão de sentar e almoçar com mais calma ~$$ ~, descansando da correria do dia em Nova York.  O Balthazar, no Soho, não tem erro.  O ambiente é agradável e é sempre gostoso para comer uma salada ou um prato rápido. Gosto especialmente de pedir o steak tartar. Outra boa opção no bairro é o Le Pain Quotidien, com sanduíches e pratos rápidos feitos com ingredientes orgânicos e super frescos.

Um lugar gostoso vizinho ao Soho para comer uma boa massa e de sobremesa provar o melhor cheesecake / ricotta tart que já comi na vida é o Pepolino. Conheci este restaurante através da @Marcie14 e quase sempre que vou a Nova York gosto de voltar lá por esta sobremesa divina. Gostei tanto dela que fiz até a minha versão da receita em casa, publicada aqui. 🙂 Para um bom hambúrguer ou outro prato de carne na mesma vizinhança, fique com o Blue Ribbon, um favorito local.

Nas vizinhanças, no Lower East Side, a tradicional Kat’z Deli onde Harry encontrou Sally 🙂 Peça o sanduíche de pastrami, clássico.

Mais para cima, na região da Union Square, dois outros lugares onde não tem erro comer: o Union Square Cafe e o Blue Water Grill, gostoso para comer peixes e frutos do mar.  São ótimos lugares para jantar, também.

Chegando a Times Square, os restaurantes que mais agradam às crianças: o Hard Rock Cafe e o Planet Hollywood.

Quase no Central Park, dois museus bacanas têm bons restaurantes para almoçar. O primeiro deles, o The Modern, fica no MoMA e é bonito, gostoso e caro.  O segundo, o Robert, fica no Museum of Arts and Design e é um achado da @carmemsil e da @anamdo, com sua vista para o Central Park e um menu executivo que fica abaixo dos 30 dólares.

No Uptown, um lugar muito bacana que também conheci através da @Marcie14, o E.A.T.  Uma mistura de mercadinho gourmet com restaurante, pouco frequentado por turistas, tem várias opções de sopas, saladas e sanduíches, tudo caprichado e gostoso. E, de lambuja, você pode encontrar o Paul McCartney almoçando do seu lado, como foi o nosso caso 😀

MERCADOS GOURMET

Já falei destes dois mercados neste post, mas eles aparecem aqui porque são uma tremenda alternativa para quem não quer gastar muito em um restaurante, mas ainda quer comer  muuuuuito bem e, de quebra, visitar banquinhas de comidas e produtos gourmet variados. O primeiro deles, já bem conhecido dos brasileiros que vão a Nova York, é o Eataly. Mistura de mercado, feira e restaurante, é uma delícia passear e comer neste lugar. Há uma variedade grande de ofertas e a comida é muito gostosa, feita com os ingredientes à venda nas barraquinhas do local. Outro lugar para comer bem é o Plaza Food Hall. Escondido no subsolo do Plaza Hotel na beira do Central Park, é uma grande ‘praça de alimentação chique’, onde é possível comer de sushi a hambúrguer, passando por ostras frescas e massas. Ao lado, diversas banquinhas de doces divinos. Vale a experiência de comer pelo menos uma vez em um destes lugares.

FASTFOOD

Existe ‘vida inteligente’ nos fastfoods de Nova York: o Così.  De Downtown a Midtown, há diversas unidades deste local gostoso e charmoso. Para mim, o melhor fastfood da cidade. As saladas são uma delícia e ótima pedida para um dia de calor e pressa. Prove a Signature Salad, minha predileta, com folhas verdes, uva, pera, cranberries secas, pistaches e gorgonzola, acompanhada de vinagrete de sherry.

Mistura de fastfood com comida de rua, outro muito bom é o Shake Shack. Com alguns endereços espalhados na cidade, mesmo com poucas mesas geralmente ao ar livre, vale a pena tentar provar um dos hambúrgueres mais aclamados pelo público.

STREET FOOD

Costumo dizer que comer na rua, não só em Nova York como em outros lugares, é só para os fortes 🙂 Isto porque a comida geralmente vem numa embalagem plástica nada atraente, dificilmente você vai encontrar um lugar para sentar com conforto e apreciar seu prato. Ou seja, é ideal para quem não liga para estes ~pequenos ~ detalhes e vai comer comida de qualidade por um preço muuuuito bom. Tanto nos caminhões – food trucks – como nos carrinhos de rua – food carts – há inúmeras surpresas agradáveis. Testei alguns food carts famosos e tradicionais no Midtown nesta última viagem. Semana que vem, conto mais para vocês sobre esta experiência 🙂

E as suas sugestões para almoçar em Nova York, quais são?

 

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As lojas de doces são um negócio tão sério em Nova York que precisam de um post só para elas 🙂 Para as crianças, para quem gosta de muito açúcar ou para quem é só curioso, vale a pena dar um pulo na Dylan’s, na M&M e na Economy Candy.

Dylan’s Candy Bar

A Dylan’s fica na 3ª Avenida entre as ruas 59 e 60, bem atrás da Bloomingdale’s. Tem tudo o que se puder imaginar de doces e chocolates – inclusive roupas, acessórios, itens de decoração e produtos de beleza (que tal um gel de banho ‘sabor’ chocolate cupcake?). A loja tem dois andares e está sempre bem cheia. É super colorida e as crianças piram nas gostosuras. Doces tradicionais e doces diferentes, a granel ou já embalados, antigos e novos, para levar e para comer por lá mesmo. Eu não resisti aos fudges e comi mais do que devia não é @lenamaxi e @JulieMunn?

M&M World

Um espetáculo a parte, até para quem não é aficionado. Em plena Times Square, a loja da M&M faz filas na porta. São dois andares enormes cheios de M&Ms e todos os produtos possíveis e imagináveis com a marca e/ou o desenho dos confetes coloridos mais famosos do mundo, incluindo brincos, pijamas, cortinas de box e almofadas, entre outros 🙂 Uma parede imensa tem tubos gigantes cheios de M&Ms, separados por cores. Uma ‘máquina’ analisa seu humor ‘M&M’ do dia. De vez em quando, o próprio sr. M&M dá as caras e apresenta-se dançando acompanhado dos vendedores.

Economy Candy

Em Downtown, no Lower East Side, o grande lance da Economy Candy – além de seus produtos serem um pouquinho mais baratos do que em outros lugares – é a seleção de doces vintage. Dá para voltar à infância com a seleção de Jelly Beans de todos os sabores e cores possíveis, com os Pez Dispensers gigantes e com os doces politicamente incorretos, sensacionais: tubos de remédios/doces para todos os males, cigarros de chocolate em embalagens perfeitas, bandaids de chocolate e outros. Tem também aqueles doces que já saíram de linha há muito tempo por aqui e doces em caixinhas e latinhas lindas com desenhos antigos bacanas, enfim, uma loja pequena, acanhada e a cara do bairro, mas super legal nos detalhes.

Aproveite a ida a Economy Candy para dar uma volta pelo bairro do Lower East Side. Na própria rua Rivington dê uma passada para comer um cupcake na Sugar Sweet Sunshine. Um quarteirão acima, na Stanton, dá para almoçar no The Meatball Shop e depois comer um macaron na Bisous, Ciao. Aqui, mais detalhes destes lugares. E nas ruas laterais, Orchard, Ludlow e Essex você encontra uns brechós incríveis 🙂

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Depois de fazer a feira em NY, outro programa gastronômico legal é visitar um mercado. Aqueles onde dá para comprar produtos fresquíssimos e variados, guloseimas e gadgets de cozinha. E ainda sentar para comer uma comida gostosa. E de quebra ver coisas lindas e apetitosas. Desta vez visitei três mercados onde ainda não tinha ido, o Vinegar Factory, o Eataly e o Plaza Food Hall. E aproveitei a ida ao High Line para voltar ao Chelsea Market, sempre um programa legal.

Vinegar Factory

Na rua 91, entre as avenidas First e York, ele fica meio fora de mão do circuito turístico. Mas dá para ir até lá facilmente de ônibus: o M86 para na porta. Ou ainda de metrô: o mais próximo, da linha verde, para na rua 96 com a Lexington e de lá é uma boa andada. Se você for de metrô, aproveite para dar uma paradinha na livraria Kitchen Arts & Letters na própria Lexington entre as ruas 94 e 93. O Vinegar Factory é mais um empreendimento do Eli Zabar, nome gourmet tradicional na cidade, conhecido por seus restaurantes e mercados, entre eles o Zabar’s e o E.A.T.

Como o próprio nome diz, o Vinegar Factory é uma antiga fábrica de vinagre cujo prédio foi reformado e transformado em um mercado gourmet no térreo e uma praça de alimentação ‘chique’ no primeiro andar, onde são servidos pratos feitos com ingredientes fresquíssimos trazidos direto da fonte (de fazendas do Estado de NY e até de uma estufa no topo do prédio!) ou finalizados no local, como a carne maturada lá mesmo, o café torrado e moído lá, etc. Aos domingos, tem um brunch legal que vale a pena experimentar. Abre diariamente das 7h às 21h.

Eataly

Tem gente que torce o nariz para o Eataly, mas o galpão enorme rodeado de lojinhas e bancas de frutas, verduras, frios e queijos, com a praça de alimentação no meio vale uma visita. Um pedacinho da Itália em NY, sim. A ideia do Eataly é bem semelhante a do Vinegar Factory: “we sell what we cook and we cook what we sell”. Eles procuram oferecer produtos da melhor qualidade por preços razoáveis, tudo ligado à gastronomia italiana. Um lugar bonito, organizado, colorido e gostoso. Também oferecem cursos e palestras com preços a partir de U$30, programão para os aficionados.

O Eataly NYC é o o mais novo da rede de Eatalys do empresário Oscar Farinetti, que tem outro mercados semelhantes na Itália e no Japão. Em NY, a parceria é com o grupo B&B do conhecido restauranteur Mario Batali. O Eataly está localizado bem na junção da Broadway com a 5ª Avenida, em frente ao Madison Square Park. Saindo do mercado não perca à direita o Flatiron Building, prédio triangular numa esquina, que rende boas fotos. O Eataly abre diariamente às 10h, mas os restaurantes só funcionam a partir das 11h. Fecha às 23h.

Plaza Food Hall

O Plaza Food Hall entra na categoria dos mercados neste post mas é mais uma ‘praça de alimentação chique’ do que propriamente um mercado. Construído recentemente no subsolo do Plaza Hotel, nele dá para achar produtos gourmets, flores e até gadgets e livros de culinária para vender, mas o forte mesmo são as oito ‘estações’ de comida que oferecem pratos feitos na hora e para viagem, desde ostras e sushis até massas, pizzas e hambúrgueres. O empreendimento é responsabilidade do chef e restaurateur Todd English, que inclusive promove palestras e aulas de culinária no local.

O lugar não é dos mais convidativos para o meu gosto, já que é um tanto apertado, cheio e escuro. Mas a comida tem fama de boa e é bem procurado por quem trabalha ali perto. Aproveite uma ida ao Central Park para dar um pulo no Plaza Food Hall. Basta atravessar a rua 59 e descer as escadas rolantes na lateral do Plaza Hotel.

Chelsea Market

Enquanto o Vinegar Factory é o mais local dos quatro mercados, o Eataly o mais turístico e o Plaza Food Hall uma praça de alimentação sofisticada, o Chelsea Market é sem dúvida o mercado mais descolado. Não só pela aparência como pela vizinhança, pois fica bem embaixo do High Line e a uma quadra do bochicho dos restaurantes do Meatpacking District. O prédio é também uma antiga fábrica de biscoitos e foi reformado mantendo-se várias de suas características da época. A entrada pelos fundos é mais interessante, pois passa por um hall ‘sombrio’ com esculturas originais.

Este mercado difere dos outros por ser mais um centro de compras do que um mercado só. Nele tem desde restaurantes descolados como o Buddakan até pequenas padarias/confeitarias como Eleni’s, Billy’s, Amy’s Bread e Sarabeth’s. Tem desde lojas descoladas como uma filial da Anthropologie até floricultura, açougue, quitanda e uma lojinha de gadgets de cozinha bem completa, a Bowery Kitchen Supply. Abre de segunda a sábado das 7h às 21h e aos domingos das 8h às 19h.

Aproveite a visita ao Chelsea Market para dar um pulo no High Line, antiga linha de trem desativada e transformada em um parque bem diferente.

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Neste post de 2009 falei de algumas tradicionais delícias de comer em Nova York: o New York cheesecake da Lindy’s, o arroz doce da Rice to Riches e os cupcakes badalados da Magnolia Bakery.  Neste post do ano passado, falei sobre dois lugares em Nova York indicados pelo David Lebovitz, o Baby Cakes e o Doughnut Factory. O primeiro é muito legal para os vegans ou para quem tem restrições alimentares e o último, em especial, vale uma visita, foram as melhores donuts que comi na vida. Desta vez, visitei alguns lugares do ‘circuito Lebovitz’ mas fiz também meu próprio circuito. Algumas boas surpresas e outras nem tanto. Todos estes lugares ficam no sul de Manhattan, em especial no Chelsea, Soho, Nolita, East Village e Lower East Side.

O David Lebovitz foi de Katz Deli – que, convenhamos, é uma delícia mesmo, mas não é novidade certo? :o)  Então desci um quarteirão da Houston com a Ludlow e fui para a Stanton com a Orchard almoçar no The Meatball Shop. Faz jus à badalação, hora do almoço super disputada e lugar só no balcão. Menu cheio de meatballs diferentes, fui na tradicional mesmo. Mais uma saladinha crocante e uma sangria, saí de lá beeem feliz com tudo. E olha que nem comi o sanduíche de sorvete, sobremesa deles endeusada pelos gourmets de plantão. Vale a pena provar, as almôndegas são simples mas deliciosas mesmo.

O David Lebovitz foi de Momofuku Milk Bar e eu também. No East Village, a alguns quarteirões ao leste do Washington Square Park, provei uma amostra dos sorvetes com coberturas crocantes. Mas tinha também as famosas tortas e os cake pops, que estão aparecendo agora em vários lugares de Nova York. Tudo gostoso. Mas depois de almoçar no The Meatball Shop, andei mais um quarteirão e fui também de Bisous Ciao Macarons, loja minimalista só de macarons. Um arco-íris na vitrine, os macarons são grandinhos e bem recheados, coloridos e gostosos. Não deixe de provar o Salted Caramel e o Jasmine Green Tea.

E dá-lhe mais cupcakes. O David Lebovitz andou pela Sugar Sweet Sunshine e eu fui atrás dele. Andei mais um quarteirão até a Rivington, entre a Essex e a Norfolk e embora eu não seja fã de cupcakes provei um cupcake no copo – bolo, recheio e cobertura 🙂

O lugar é interessante porque não é nada turístico, tinha mais de uma mãe com filhos escolhendo bolinhos e até uma homenagem ao Mr. Cake Man 🙂

Meu circuito ‘cupcakerístico’ incluiu também a Eleni’s no Chelsea Market, a Billy’s Bakery na Elizabeth Street entre a Prince e a Houston e depois, descendo a Elizabeth e entrando na Prince, a Little Cupcake Bakery Shop bem na esquina. Dos três lugares, o mais fraco é a Eleni’s, onde os biscoitos é que são mais interessantes. No Billy’s comi uma torta de limão campeã, quase igual à da Magnolia Bakery (onde tem a me-lhor torta de limão e o me-lhor pudim de banana de Nova York), mas o lugar é bem acanhado. Eles têm uma filial maior perto do Chelsea Market que é mais legal que esta. Na Little Cupcake belisquei uns cupcakes com cobertura levinha, gostosinhos mesmo, e aproveite para sentar e tomar um café. Lugar muito bonitinho e bem girlie como disse a @Maricampos, que fez este post bem bacana do lugar.

Em tempo: o @riqfreire viajando na viagem também andou por ali e o @mauoscar idem. Dêem um pulo lá para continuar este passeio.

Bom, depois disso tudo, resta passar o mês a chuchu e gelo, né @aureateodoro?

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Kitchen Arts & Letters

Já falei aqui na semana passada sobre a Kalustyan’s. Pois esta loja de comidinhas e a livraria Kitchen Arts & Letters são para mim os dois melhores programas gourmets em Nova York, imperdíveis mesmo. Ambos dicas da Cozinha de Ideias. Ana, valeu 😉

A Kitchen Arts & Letters é daquelas livrarias de antigamente – pequena, apinhada de livros e com aquele cheiro delicioso de papel, tipo do lugar onde o vendedor conhece o que vende e não se importa em ajudá-lo a escolher um livro. Com 25 anos de existência, é a maior livraria gastronômica dos EUA e provavelmente do mundo também. São mais de 13 mil títulos, incluindo livros estrangeiros e títulos já esgotados. De fato há desde os livros mais óbvios como o Nigella Express até livros de culinária medieval, por exemplo. É simplesmente uma delícia olhar as prateleiras e folhear algumas páginas. Difícil é lembrar que livro pesa muito na mala rsrs…

A Kitchens Artas & Letters fica na Lexington Ave entre as ruas 93 e 94, a dois quarteirões do metrô da linha verde número 6. É recomendável verificar no site da livraria os horários de funcionamento, pois variam bastante de dia para dia.

MoMA

O Museum of Modern Art (ou simplesmente MoMA), um dos museus mais legais da cidade, também tem comida para ver e pensar. Além das peças do acervo, uma exposição bacana atualmente em cartaz neste museu, a Counter Space, mostra a transformação tecnológica, estética e ideológica da cozinha ao longo do século XX. Para quem não foi, vale a pena dar uma olhada na página do museu dedicada à exposição e ver as cozinhas de cinema, aqui.

Aproveite também para visitar a lojinha do museu e almoçar no The Modern, restaurante gostoso e descolado do museu 🙂

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Neste post do ano passado falei sobre algumas das lojas preferidas em Nova York dos gourmets e de quem gosta de gadgets de cozinha e outros baratos gastronômicos: Williams-Sonoma, Sur La Table, Mackenzie-Childs, Anthropologie e Dean&Deluca. Mas são lojas mais bacanas para os olhos do que para o bolso. Desta vez, conto sobre as lojas gourmets e mercados mais acessíveis e com preços mais camaradas. Aqui, sim, vale a pena esvaziar a carteira 😉

Zabar’s e Bed, Bath & Beyond

Depois que você babar nos objetos e gadgets de cozinha na Williams-Sonoma e na Sur La Table, vem correndo para a Bed, Bath & Beyond e para a Zabar’s.

A minha preferida é a Zabar’s. Apesar de meio fora de mão do circuito turístico, é uma loja super completa. Embaixo tem um excelente supermercado e em cima uma loja muito variada de artigos de cozinha. De lambuja, uma deli do próprio Zabar’s na portinha ao lado, para almoçar bem e barato.

A Bed, Bath & Beyond por outro lado é enorme e mais difícil achar as coisas de cozinha. Em compensação, os preços são imbatíveis e é possível fazer outras compras no mesmo local – como de lençóis, por exemplo.

Whole Foods e Food Emporium

Os dois supermercados maiores e mais completos são o Food Emporium e o Whole Foods.

Meu preferido é o Whole Foods, que tem uma variedade grande de produtos naturais e orgânicos e é bem bacana para xeretar. São várias lojas em Manhattan e dá para juntar a ida a este supermercado com outros passeios gourmets. Assim, dá para ir ao Zabar’s e ao Whole Foods em Uptown West; ou ao shopping da Columbus Circle onde fica a loja da Williams-Sonoma e no subsolo um Whole Foods bem completo; ou ainda na Whole Foods da Union Square e aproveitar para fazer a feira no Union Square Market. Há outros Whole Foods no Soho, Chelsea e Tribeca.

O Food Emporium também tem várias lojas na cidade, inclusive próximas à Union Square e ao Columbus Circle.

Kalustyan’s

Mas o segredo mais bem guardado para as compras de temperos e o que você puder imaginar de comidinhas é a Kalustyan’s. Uma portinha pela qual não se dá nada, dentro um parque de diversões para gourmets, foodies, cozinheiros e simpatizantes. Uma infinidade de produtos, atendentes prestativos, música árabe tocando. 🙂 Onde mais a gente acha assim vááários tipos de açúcar (inclusive de coco e de palma), váários tipos de azeites e óleos (castor, wasabi, argan, radhuni mustard, almond, coconut… e por aí vai), vááários tipos de grãos e farinhas…

As farinhas vinham com uma descrição no pacote de como empregá-las. 

Quer conhecer o umami taste?

Uma sala SÓ DE TEMPEROS…

Enfim, demais da conta. Ah! Aproveite sua ida à Kalustyan’s para fazer também uma visita à Morgan Library & Museum, a apenas quatro quadras desta lojinha incrível.

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