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Para quem não deixava passar uma semana sem post novo, ando muito relapsa. As férias de um mês de blog, que costumo tirar no final do ano, estenderam-se por mais de dois meses. Mas há motivo.

As novidades constantes da cidade de São Paulo, para onde nos mudamos no início de dezembro passado, assim como o maior contato com a família e os amigos daqui andam drenando minha energia – de forma positiva 🙂

Estamos muito felizes por voltar para casa. E quando nos perguntam se já cansamos do trânsito, da violência e das enchentes, dizemos que ainda não cansamos da família, dos amigos, dos ótimos cinemas, dos restaurantes e botecos diferentes, de passear pela Liberdade e pela Paulista, de visitar as feirinhas de artesanato e comida, de sapear pelas livrarias, de andar a pé pelo nosso bairro. Meu carrinho de feira novo tem aumentado sua quilometragem dia a dia.

Enfim, a volta ao blog é com uma receita tão simples, saudável e gostosa que quis reparti-la com os leitores. A ideia surgiu de uma conversa entre duas amigas no Twitter.  A @zelblog postou um vídeo de um molho de espinafre com modus operandi diferente do bom e velho ‘espinafre cozido e batidinho’ que uso. As folhas de espinafre cru são colocadas diretamente na panela e ficam lá até murcharem. Bem prático. Adaptei minha receita a este modus operandi diferente e acrescentei o coentro, novidade que vi no mesmo vídeo. A receita original usa queijo de cabra, aqui em casa fiz com ricota pois o queijo de cabra não agrada a todos. Façam. Fica uma delícia!

Massa com molho de ricota, espinafre e ervas

250 g de massa
1 xíc (chá) de ricota amassada com garfo (bem apertada na xícara)
4 col (sopa) de iogurte natural
4 col (sopa) de suco de limão
2 col (chá) de melado de cana
4 col (sopa) de salsinha bem picada
1 col (chá) de sal
4 xíc (chá) de folhas de espinafre (apertadas na xícara)
2 col (sopa) de coentro bem picado
queijo parmesão para polvilhar a gosto

Ponha a massa para cozinhar enquanto prepara o molho. Em seguida coloque numa panela funda a ricota, o iogurte, o suco de limão, o melado, a salsinha e o sal. Ligue o fogo e mexa até derreter e misturar. Diminua o fogo um pouco e acrescente o espinafre. Não se assuste com a quantidade, ele vai murchar! Mexa sempre até o espinafre murchar, desligue o fogo, acrescente o coentro e misture bem. Pronto! Escorra a massa, misture ao molho e polvilhe o parmesão. Delícia 😛

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Faz mais de ano o caderno Paladar do Estadão dedicou um número inteirinho ao pesto, este molho cujos ingredientes são amassados todos juntos em um pilão, formando uma ‘pasta’ rica em sabores e que serve a diversos propósitos culinários. Para a matéria “Pestar sem pestanejar”, o Paladar chamou a chef Ana Soares que, junto com a brigada da Mesa 3, desenvolveu 20 ideias de pestos diferentes do clássico alho/manjericão/queijo pecorino/azeite extravirgem/pinoli. A fórmula deveria incluir um elemento de ‘frescor’ (ervas, abobrinha, tomate, figo), um de ‘textura’ (castanhas), um de ‘gordura’ (azeite ou manteiga) e um ‘espessante’ (queijos cremosos, curados, defumados). E deu-lhe ‘pesto’ de tomate, de figo, de berinjela, de cogumelo, de shissô e até de jambu, que acompanhou, se não me engano, um bolinho de arroz 🙂

Guardei com carinho o jornal até ontem, quando achei o recorte na pasta de receitas. E me deu vontade de testar uma das ideias e fazer um pesto de rúcula. Não gosto de avelãs, que era a ideia inicial da Ana Soares, então resolvi usar pinoli mesmo. De resto segui a ‘receita’ indicada e compus o meu pesto, com as quantidades que melhor harmonizaram ao meu paladar.

Pesto de rúcula

1 maço de rúcula
50 g de pinoli
50 g de queijo feta
3 dentes de alho
2 colheres (sopa) de azeite extravirgem
1 colher (chá) de sal

Lavar, esterilizar e secar bem as folhas de rúcula. Descascar o alho e retirar o ‘miolo’ esverdeado. Triturar tudo em um pilão ou no processador, se você for do estilo mais moderno e prático. Servir sobre uma massa recém-cozida e enfeitar com metades de tomatinhos-cereja.

As quantidades para fazer um pesto suave de rúcula são estas. Mas gosto é gosto, portanto é um molhinho que aceita infindáveis variações. A Flávia Penido não gosta de queijo feta e resolveu usar queijo pecorino. Pensei em uma variação com ricota defumada, ou mesmo queijo parmesão. Na hora de servir, mais variações. No meu prato acrescentei mais queijo feta esmigalhado por cima. Meu marido colocou apenas mais azeite e mais sal. E por aí vai, cada um faz o seu prato como quiser 🙂

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