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Duas dúzias de bananas sobrando (e madurando) em casa, por conta do cancelamento de uma aula de culinária de reaproveitamento que eu daria no Pró Família esta semana. E uma cabeça vazia de ideias luminosas. Não queria fazer bananada, nem bolo, nem pão de banana. E então lembrei desta receita que estava guardada há algum tempo: geleia de banana e chocolate.

Quando vi esta receita fiquei pensando no porque da Simone (e da Claudia do Sabor Saudade, idealizadora da gostosura) terem colocado o nome de geleia neste doce. Porque geleia, para mim, é algo ligado a frutas e especiarias, nunca ao chocolate. Mas lendo o post da Claudia aprendi que é comum na França e fácil de achar por lá. Ainda assim pensei em chamá-la de compota de banana com chocolate, ou só ‘doce’ mesmo, mas depois que ficou pronta achei o nome perfeito para ela: ‘Nutella de banana’ hehe 🙂

Achei tão boa esta ideia de juntar chocolate à banana, e o resultado ficou tão gostoso, que quis replicá-la aqui no Rosmarino. É daqueles doces que viciam. Que toda vez que a gente abre a geladeira, pega uma colherinha e ‘rouba’ um pouquinho. Na minha versão coloquei mais chocolate do que na receita original. Ficou com uma textura sedosa e rica, quase uma ‘Nutella tropical’ mesmo.

A receita original está aqui. O Chocolatria não só é um blog delicioso como a Simone é um doce de pessoa e chocolateira de primeira. Foi com ela que aprendi a temperar chocolate da maneira correta e a preparar e decorar bombons e outros doces com chocolate. Um curso que eu recomendo. Minha versão da receita, com ligeiras modificações (com outro tipo de chocolate e mais quantidade de chocolate) está abaixo.

Geleia de banana e chocolate

1 kg de bananas nanicas em rodelas (cerca de 10 bananas)
300 g de açúcar mascavo
300 ml de suco de laranja
250 g de chocolate meio-amargo (50%)
suco e raspas de 1 limão siciliano
um pau de canela

Em uma panela grande de fundo grosso, colocar o suco de laranja, o açúcar mascavo, o pau de canela, o suco do limão e as raspas. Após a fervura, deixar cozinhar por 5 minutos e então acrescentar as bananas. Misturar bem e deixar cozinhando em fogo baixo por cerca de uma hora e meia, mexendo ocasionalmente. No final é preciso mexer sem parar, pois o doce vai secando e começa a grudar no fundo da panela. Desligar o fogo e adicionar o chocolate em pedacinhos e misturar até derreter e incorporar. Tirar o pau de canela e pronto. A geleia pronta rendeu dois potes grandes.

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Admiro quem gosta de experimentações na cozinha e curte preparar receitas elaboradas, que lembram aquelas experiências de laboratório de química da escola 🙂

Mas não é a minha praia. Nunca gostei de receitas complicadas e nem de utilizar técnicas que exijam medidas exatas e temperaturas igualmente precisas. Prefiro medir em xícaras e colheres e usar o velho e bom ‘forno baixo’ e normalmente escolho receitas que são adequadas a esta informalidade. Talvez porque não tenha formação na área de gastronomia. Ou porque eu seja mesmo ansiosa demais.

Sou cozinheira amadora, daquelas que sempre gostou de cozinhar e entrar na cozinha para xeretar o que estava sendo feito. Adolescente, fui com as amigas fazer um curso de culinária na escola da Wilma Kovesi (e tivemos aula com a própria!), depois continuei a cozinhar até ter meu primeiro filho. Nesta época, morando longe da família e mudando de vida radicalmente, perdi a vontade de entrar na cozinha. A vontade só foi voltar 8 anos mais tarde, quando minha amiga Adriana resolveu começar a dar aulas de culinária em Araraquara. Enferrujada, titubeei, mas depois voltei a curtir a cozinha. Mas sempre na base da informalidade mesmo. Adoro fazer bolos, biscoitos, risotos, saladas, sopas. Raramente me aventuro nos assados e nos doces complicados, que exigem muitas etapas e as tais técnicas precisas. Macarons? Deixo para a @PatriciaScarpin 😉

Mas quebrar paradigmas é bom para a mente 🙂 E esta semana resolvi fazer uma receita que não é muito a minha cara, embora seja simples, pois exigia um termômetro culinário para atingir o ponto da calda e ainda por cima a temperagem do chocolate! A receita escolhida, English toffee, já estava na manga faz tempo, pois junta três coisas deliciosas: caramelo, chocolate e ‘nuts’.

Deu certo e ficou muito bom! Receita que pretendo repetir muitas vezes, com variações com amêndoas torradas, castanha de caju e até damascos, quem sabe? :-p

English toffee ou barrinhas crocantes de caramelo, chocolate e macadamia

1 xícara (chá) de açúcar
¾ xícara (chá) de creme de leite
100 g de manteiga sem sal
1 colher (chá) de extrato de baunilha
200 g de chocolate ao leite picado
100 g de macadamias salgadas e quebradas grosseiramente

Forre um refratário com silpat. Aqueça o açúcar, o creme de leite e a manteiga no fogo baixo até o açúcar estar completamente dissolvido. Molhe os lados da panela com um pincel com água morna. Deixe levantar fervura e ferver por 3 minutos, sem mexer. Coloque o termômetro culinário na panela. Comece a mexer, especialmente ao redor e no fundo da panela para não queimar. Não estranhe, a mistura vai ficando cada vez mais densa e se transforma em um creme firme. Quando atingir 150ºC, retire imediatamente do fogo e junte a baunilha. Espalhe no refratário e deixe esfriar. Pincele uma camada fininha de chocolate por cima do caramelo para facilitar o chocolate ‘colar’ depois. Derreta o chocolate picado, tempere-o e espalhe sobre o caramelo. Jogue as macadamias por cima e aperte um pouco no chocolate. Leve ao refrigerador por meia hora. Retire, quebre em pedaços e pronto.

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Este veranico fora de hora que invade o inverno e ainda não deixa a chuva passar convida para uma saladinha de almoço.

Como muitos, também fui daquelas que comia verduras e legumes quando criança, depois não mais como jovem e depois voltei a gostar, e muito, de uma boa salada, de legumes assados bem temperados e outros pratos gostosos com verduras e legumes em geral. Confesso que adoro e sinto falta de uma salada bonita, caprichada e saborosa. E cheguei à conclusão que uma boa salada também exige elementos importantes. Folhas, claro, em primeiro lugar. Depois, um elemento doce. Em seguida, uma dose de crocante. E algo bem salgado para finalizar. Tudo isto, claro, com um bom molho, senão não tem graça nenhuma.

Esta semana recebi na minha cesta de orgânicos uma novidade: flores de rúcula comestíveis. São lindas! Aproveitei para dar uma ‘cara de festa’ para uma salada que gosto muito de fazer, com rúcula, pêra, queijo parmesão e nozes. Reparem bem que todos elementos essenciais numa salada estão presentes aí 🙂

Salada de rúcula, pêra, parmesão e nozes

1 maço de rúcula lavado
2 peras grandes fatiadas sem a casca e as sementes
10 a 12 nozes inteiras quebradas grosseiramente
50 g de queijo parmesão em lascas
flores de rúcula para enfeitar

Espalhar as folhas de rúcula no fundo da saladeira. Cobrir com as fatias de pêra. Jogar as nozes por cima. Por fim, colocar as lascas de parmesão. Enfeitar com as flores de rúcula. Se não for servir a salada imediatamente, é bom mergulhar as fatias de pêra em água com suco de limão para não ficarem muito escuras. O parmesão deve ser o pedaço inteiro, passado no ralador de fatiar e não no ralador fino.

Vinagrete de mel para acompanhar a salada

1 xíc (chá) de azeite
½ xíc (chá) de vinagre
2 col (sopa) de mel
1 col (sopa) de mostarda
sal a gosto

Misturar todos os ingredientes e servir sobre a salada.

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A Nigella tem seu famoso bolo quádruplo de chocolate, que leva este nome por conter chocolate de quatro formas diferentes: cacau em pó na massa, gotas de chocolate na massa, calda de chocolate por cima e raspas de chocolate por cima da calda. Pois sendo uma adoradora de coco em suas mais diversas formas, resolvi criar meu bolo quádruplo de coco. Minha versão é adaptada da receita publicada por uma cooperativa que vende produtos de coco. Na massa do meu bolo quádruplo vai farinha de coco, óleo de coco, leite de coco e coco ralado. E ainda coco ralado para cobrir – será que posso chamá-lo de um bolo quíntuplo de coco? 🙂

Esta abundância de coco tem explicação. Conversava um dia destes com uma amiga sobre os tipos de óleo mais saudáveis para cozinhar e ela me contou do óleo de coco. Disse que o tinha provado e que, além de saudável, era uma delícia. Conversei então com a minha nutricionista predileta, que confirmou que de fato o óleo de coco é muito bacana para o consumo pois é bastante resistente à alta temperatura e suas propriedades ficam mais preservadas no cozimento (junto com o óleo de canola, são os mais indicados. Mesmo o azeite não resiste bem à alta temperatura e é mais saudável se usado cru nos alimentos já cozidos).

Enfim, voltando ao bolo. Fiz uma compra de óleo de coco e aproveitei o frete para pedir também a farinha de coco. Com isto em mãos, veio a ideia. O coco ‘quádruplo’ realmente acentuou os sabores e o bolo ficou uma delícia! A farinha de coco é mais escura e deu um tom moreno ao bolo. Ele não cresce muito, pelo que não ficou fotogênico. Mas é tão, tão gostoso que achei que não podia deixar de publicar a receita. Da próxima vez farei receita dupla para sair melhor na foto. Mas quem tiver oportunidade, experimente o bolo quádruplo de coco e depois conte 🙂 Receita também super legal para celíacos.

Bolo quádruplo de coco

4 ovos
¾ xícara (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de óleo de coco virgem
½ xícara (chá) de leite de coco
1 xícara (chá) de farinha de coco
3 colheres (sopa) de coco ralado
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
coco ralado para enfeitar

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Bater as claras em neve e reservar. Bater na batedeira as gemas com o açúcar até ficar branquinho, juntar o óleo de coco e bater até misturar bem. Desligar a batedeira e misturar o leite de coco aos poucos, e em seguida a farinha de coco, o coco ralado e o fermento em pó. Por último, acrescentar as claras em neve, misturando delicadamente. Colocar a massa em uma forma de bolo inglês untada com manteiga e enfarinhada com farinha de trigo. Assar o bolo por cerca de 30 minutos ou até o palito sair limpo. Esperar esfriar um pouco, desenformar e enfeitar com coco ralado.

Atenção… observação importante! Esta receita é excelente para quem não pode consumir glúten. Neste caso é preciso usar um refratário untado com óleo de coco e enfarinhado com farinha de coco mesmo. O problema é que assim gruda um pouco no fundo da forma, ou seja, melhor usar um refratário bonito e NÃO DESENFORMAR o bolo depois de pronto. Eu testei.

Em tempo… um esclarecimento oportuno. Fiquei curiosa sobre as denominações ‘óleo VIRGEM de coco’ e ‘óleo EXTRAVIRGEM de coco’. A Sonia Hirsch diz que não há diferença no método de prensagem e que esta classificação oficialmente não existe, ao contrário do que ocorre para os azeites de oliva. Perguntei ao fabricante e ele me respondeu que ‘o óleo de coco virgem é prensado a frio assim como o extravirgem, porém utiliza a polpa em volta da castanha, portanto tem uma coloração amarronzada em comparação ao extravirgem. Apesar dos dois terem as mesmas características organolépticas, o extravirgem é indicado para ingestão oral e o virgem para frituras, além de refogados e assados, entre outros usos como por exemplo a hidratação capilar. Porém, a grande diferença está mesmo no custo por conta do tipo de polpa utilizada’.

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Este foi o ME-LHOR risoto que eu já fiz. Inclusive na opinião do marido, que achou meu prato ‘digno de restaurante’ rsrsrs… Acabou tão rápido e todo mundo comeu tanto que fiquei me achando.

A ideia de fazê-lo surgiu na semana passada, quando veio nirá sem querer na sacola de verduras orgânicas. E para descobrir o que era aquilo? Uma rápida pesquisa no Google decifrou o enigma e com a ajuda dos universitários, vulgo Twitter, cheguei, entre outras sugestões, esta receita de risoto de nirá e shitake da chef Morena Leite que foi preparada pela Iliane. Na minha versão coloquei menos manteiga, mais shoyo e mais nirá, e acrescentei o gergelim preto para dar uma ‘crocância’. Também usei caldo de carne ao invés de caldo de frango, pois acho que os cogumelos são melhor realçados pelo sabor da carne. Ficou uma coisa de bom. Se eu fosse você, experimentaria urgente.

Risoto de shitake, nirá e gergelim preto

1 cebola bem picada
3 col (sopa) cheias de manteiga sem sal (aproximadamente 75g)
200g de arroz arborio
50 ml de saquê
750 ml de caldo de carne caseiro fervente
200 g de shitake cortado em tiras
4 col (sopa) de nirá picado
1 col (sopa) de gergelim preto
2 col (sopa) de molho de soja (shoyo)
sal

Em uma frigideira funda, coloque uma colher de sopa de manteiga e salteie o shitake. Tampe e deixe em fogo baixo por alguns minutos para amolecer. Desligue o fogo e junte o nirá, uma colher de sopa de molho shoyo e o gergelim preto. Reserve. Numa panela funda, coloque uma colher de sopa cheia de manteiga e refogue a cebola picada até amolecer. Coloque o arroz arborio e envolva-o no refogado. Mexa por um minuto e coloque o saquê. Deixe evaporar, sempre mexendo. Vá juntando o caldo, aos poucos, cozinhando e sempre mexendo o arroz, no fogo baixo. Quando estiver quase pronto – deve levar entre 15 e 20 minutos – junte o refogado de shitake ao arroz, misture e mexa por uns dois minutos. Desligue o fogo e junte mais uma colher de sopa de shoyo e uma colher de sopa de manteiga. Acerte o sal: eu coloquei mais meia colher de chá de sal, mas o meu caldo caseiro não era salgado.

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Estou chovendo no molhado publicando este bolo aqui no Rosmarino. É que além dele ter sido inicialmente publicado no Serious Eats, também foi postado pela @MariaRe no blog Fogão Azul, um dos meus preferidos (dêem uma olhadinha neste molho assado de tomates e neste calzone para ter uma ideia das gostosuras da Maria Rê).

Mas é que este bolo é tão, tão gostoso – e tão, tão diferente – que não podia deixar de mostrá-lo de novo – para quem ainda não viu 🙂

Os brasileiros não têm muito o hábito de comer grão-de-bico, mas incluí-lo na alimentação vale a pena pelas propriedades deste grão. Rico em nutrientes e fibras, combate a depressão e, assim como a lentilha e o espinafre, é uma excelente fonte de ácido fólico para as grávidas 🙂 Façam, façam, façam!

Ah… fiz mudanças mínimas na receita: dobrei a quantidade de fermento em pó e usei açúcar demerara. Um detalhe: o meu ficou com pequeninos pedaços de grão-de-bico na massa. Dá para ju-rar que é castanha. Bem interessante.

Bolo de grão-de-bico com chocolate

2 xíc (chá) de grão-de-bico cozido
140 g de chocolate meio amargo
4 ovos
½ col (chá) de essência de baunilha
½ xíc (chá) de açúcar demerara (pode ser açúcar cristal)
1 col (chá) de fermento em pó
½ col (chá) de sal

Pré-aquecer o forno a 180°C. Untar e enfarinhar uma forma de bolo inglês (na receita original polvilha-se com cacau em pó ao invés de farinha de trigo). Cortar o chocolate em pedaços pequenos e derreter no microondas. Bater no processador o grão-de-bico, os ovos e a baunilha, até formar um purê (cerca de 1 minuto). Adicionar o açúcar, o fermento e o sal e bater mais um pouco (cerca de 20 segundos). Juntar o chocolate derretido e misturar bem até homogeneizar. Despejar essa mistura na forma untada e colocar no forno pré-aquecido por cerca de 50 minutos ao até o palito sair limpo.

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Nunca imaginei que pepino e gorgonzola ‘ornassem’ tanto rsrs… Comi uma salada que juntava estes dois ingredientes, em um restaurante em São Paulo na véspera do Natal. Estava tão boa que decidi fazer uma versão dela para o Reveillon. Todo mundo gostou e o ‘pratão’ de salada acabou em um minuto, sinal de que agradou mesmo. Os sabores do pepino e do queijo gorgonzola vão muitíssimo bem juntos. E, seguindo os conselhos da @Faby_Zanelati de incluir um ‘crocantezinho’ na salada, escolhi as lascas de amêndoas torradas. Ficou uma delícia. Refrescante, cremosa e crocante ao mesmo tempo, uma salada ótima para qualquer hora 🙂

 

Salada de alface, pepino, gorgonzola e lascas de amêndoas torradas

1/2 maço de alface
3 pepinos japoneses
80 g de queijo gorgonzola
4 a 6 col (sopa) de amêndoas em lascas
sal, azeite e limão

Pré-aquecer o forno a 180º C. Lavar, rasgar a alface e forrar o fundo da saladeira com as folhas. Lavar e cortar o pepino em cubinhos, com casca e tudo. Temperar com azeite, limão e sal e deixar escorrer um pouco. Enquanto isto, colocar as amêndoas em lascas em uma assadeira e levar ao forno alto, por cerca de 10 minutos. Sacudir a assadeira na metade do tempo. Amassar o queijo gorgonzola com um garfo. Montar a salada: sobre as folhas, jogar os cubinhos de pepino. Por cima colocar o queijo esmigalhado e por fim polvilhar com as lascas de amêndoas.

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E eu tirei férias… e o blog também 🙂 Para uma quase obssessiva-compulsiva, não foi fácil tomar a decisão de deixar o Rosmarino à deriva por algumas semanas, mais exatamente o período do meu inferno astral, entre o Natal e o final de janeiro. Coincidências à parte 😉 foi bom para recarregar as baterias e ter ânimo para escrever de novo. Entre o vai-e-volta de Ribeirão Preto para São Paulo, teve ainda a viagem para Washington e Nova York (sobre a qual postarei futuramente aqui), uma ou duas receitas novas que não ficaram dignas de nota e o resto das comidinhas de festas foi repeteco de outros carnavais mesmo.

Voltei com mais uma sopa fria, das quais sou muito, muito fã. Esta receita é ligeiramente adaptada de uma do David Tanis que está no livro A Platter of Figs and Other Recipes. Bati os olhos nela e fiquei com vontade de fazê-la, não só por gostar de beterrabas, mas também porque a sopa é rosa e linda né? 🙂 Além de ser um prato nutritivo e pouco calórico, o que casa muitíssimo bem nesta época pós-festas de final de ano.

Ah! Servi minha sopa rosa em copinhos reciclados, aqueles de Nutella. Ideia ecológica e super charmosa.

Sopa fria de beterraba (Cold Pink Borscht)

700 g de beterrabas
8 xíc (chá) de água
2 dentes de alho fatiados
2 cebolas fatiadas
1 folha de louro
½ col (chá) de coentro em pó
3 cravos
¼ col (chá) de pimenta de Caiena
1 col (sopa) de açúcar
2 col (chá) de vinagre de Jerez
1 col (sopa) de azeite
1 col (chá) de sal
1 pote de iogurte integral (200 g)
para finalizar o tempero, mais 1 col (chá) de sal, ¼ col (chá) de pimenta de Caiena e 1 col (chá) de vinagre de Jerez (fica a seu gosto)

Descascar e fatiar as beterrabas, levar ao fogo numa panela grande com a água, o alho, as cebolas, o louro, o coentro, os cravos, a pimenta de Caiena, o açúcar, o vinagre, o azeite e o sal. Assim que ferver, reduzir o fogo e cozinhar por 15 minutos ou até as beterrabas ficarem macias. Esperar esfriar um pouco e bater no liquidificador. Adicionar o iogurte. Misturar para incorporar. A textura deve ser de um milk shake ralo. Corrigir os temperos a seu gosto. Eu coloquei mais 1 colher (chá) de sal, ¼ colher (chá) de pimenta de Caiena e 1 colher (chá) de vinagre de Jerez. Servir em pequenos copinhos.

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Um dos lugares mais gostosos onde comi na última viagem ao Rio de Janeiro foi o Celeiro. Além das saladas super diferentes e saborosas, provei quiches e pãezinhos frescos e crocantes, umas massas levinhas, tudo muito bom mesmo. Neste restaurante praticamente todas as verduras e legumes são orgânicos. Os grãos, quase sempre integrais. E tudo com muita bossa e ênfase nos temperinhos. Não resisti, passei numa livraria no Leblon e trouxe para casa o livro “Saladas” do Celeiro. Veio mesmo a calhar, pois tenho tentado fazer saladas nutritivas e criativas todas às noites para o jantar.

Uma das saladas que fiz recentemente foi a de ‘carne seca com abóbora assada ao molho balsâmico’. A minha versão dela tem pequenas mudanças nas quantidades, mas a mistura de sabores continua perfeita. Também optei por usar azeite em vez de óleo de girassol/milho e a abóbora cabotcha no lugar da abóbora vermelha (baiana) indicada na receita. Adoro a cabotcha porque ela é bastante substanciosa, cheia de fibras e bem pouco calórica.

Salada de rúcula, carne seca e abóbora assada
(adaptada do livro “Saladas” do Celeiro)

½ kg de carne seca
1 ½ kg de abóbora cabotcha
½ xic (chá) de cebola bem picadinha
2 col (sopa) de azeite
1 maço de rúcula

molho
¼ xíc (chá) de vinagre balsâmico< 2 col (sopa) de azeite extravirgem ½ col (sopa) de sal 1/3 xíc (chá) de manjericão picado 1/3 xíc (chá) de cebolinha picada Corte a carne seca em cubos, lave-a e deixe-a de molho por uma hora para tirar um pouco do sal. Coloque-a para cozinhar em panela de pressão, com água suficiente para cobri-la, por 30 minutos ou até ficar macia. Escorra e deixe esfriar. Desfie a carne retirando as gorduras. Refogue a cebola em uma col (sopa) de azeite até dourar. Junte a carne seca à cebola e refogue mais um pouco. Reserve. Você pode fazer esta parte um dia ou algumas horas antes de preparar a salada. Pré-aqueça o forno a 180ºC. Descasque e corte a cabotcha em cubos. Coloque os cubos de abóbora numa assadeira misturados com uma col (sopa) de azeite e leve ao forno por 30 minutos ou até dourar. Cuidado para não deixar a abóbora ficar muito cozida e mole, senão ela vai desmanchar na hora de misturar a salada. Enquanto isso, prepare o molho: numa vasilha grande misture o vinagre balsâmico, o azeite, o sal, o manjericão e a cebolinha. Misture a abóbora e a carne seca ao molho. A rúcula pode ser rasgada e misturada à salada ou então colocada feito uma ‘cama de folhas’ na vasilha de servir, com a salada por cima. Fica a seu critério. Eu fiz das duas formas já.

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Tenho a sorte de ter uma funcionária, a Inês, que cozinha muito bem. Acabamos virando parceiras na cozinha. Ela me ensina muito e eu ensino coisas novas para ela também. A Inês adora os meus bolos. Vai chegando quinta-feira e ela já pergunta qual vai ser o bolo daquela semana. Também introduzi-a no uso da quinoa e do couscous. E ensinei-a fazer risoto, com caldo ‘de verdade’ e tudo. Já eu sou especialmente fã da galinhada (arroz com frango) dela. É um prato que faz o maior sucesso em casa e com qualquer visita. Não sei o que ela põe de especial nesta galinhada, só sei que é a melhor que eu já comi, de longe. Isto tudo para contar que esta semana bolamos um prato juntas e… arrasamos 🙂

Tudo começou com a minha fixação com a pimenta biquinho, atual queridinha do pedaço. Fazia tempo que queria fazer uma receita com ela, que vai imensamente bem com carne de porco e couve ‘assustada’. Risoto? Não, risoto não combina com estes sabores tão brasileiros… Hi, mas tem este negócio de combinar? No meio destas divagações veio a ideia: por que não fazer um arroz mesmo, uma ‘galinhada sem galinha’? E, como a especialista na galinhada é a Inês, pedi a ela para bolar um arroz com costelinha defumada, paio, pimenta biquinho e couve. Como ela achasse melhor. E ela inventou esta receita, que ficou divina. Comemos com feijão, farofinha e mais um pouco de couve refogada. Mas só o arroz, puro, já bastava para deixar qualquer um feliz.

Arroz com costelinha, paio, couve e pimenta biquinho

600 g de costelinha defumada
400 g de paio
1 cebola grande bem picadinha
meio maço de couve
1/2 xíc (chá) de pimenta biquinho escorrida
1 xíc (chá) de arroz
3 dentes de alho
1 col (sopa) de óleo
sal a gosto

Fritar a costelinha e escorrer a gordura. Na mesma panela da costelinha, jogar a cebola e refogar. Colocar um copo de água e deixar cozinhando uns minutos para apurar o molho. Em outra panela, fritar o paio. Jogar sobre o paio a couve e ‘assustar’, ou seja, refogar por alguns segundos só até murchar um pouco. Desligar o fogo e misturar a pimenta biquinho à couve com o paio. Em outra panela, fazer o arroz: refogar o alho no óleo, juntar o arroz, mexer um pouco e colocar água quente até cobrir para cozinhá-lo. Quando o arroz estiver quase cozido, juntar o molho com a costelinha. Deixar terminar o cozimento. No fim, juntar a couve ao arroz.

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Há três semanas contei aqui do jantar Interblogs que fizemos junto com o DCPV. No post do Edu estão as fotos do jantar e da produção dos pratos. Nesta sequência de posts, algumas das receitas que fizeram parte do menu Fusion Fun Praias, desta vez o prato principal, o camarão com molho picante. Ele representa as Ilhas Seychelles e Maurício. A foto é minha, ‘de casa’ mesmo, antiga como a receita.

Camarão com molho picante

A receita do camarão picante foi criada depois de uma fase de amor puro e verdadeiro com a comida indiana. Comprei um livro chamado Curries Made Simple e a partir daí forrei a despensa com os temperos indianos básicos e comecei as experimentações. Esta foi especialmente feliz. Criação minha 🙂

1 col (sopa) de manteiga
2 cebolas bem picadas
4 tomates sem pele e sem sementes bem picados
1 col (café) rasa de garam masala
1 col (café) rasa de cominho em pó
1 col (café) rasa de curry
¼ col (café) rasa de pimenta chili vermelha em pó
2 col (café) rasas de sal
500 g de camarão rosa limpo
½ limão
150 ml de creme de leite fresco
1 col (sopa) de coentro fresco picado (opcional)

Derreta a manteiga e frite a cebola até ficar transparente. Junte o tomate, o garam masala, o cominho, o curry, a pimenta e o sal. Misture e deixe cozinhar até virar um molho. Esprema o limão sobre o camarão e leve-o à panela. Tampe e deixe cozinhar no fogo médio por exatos 5 minutos. Apague o fogo, junte o creme de leite e salpique o coentro fresco. Sirva imediatamente com arroz basmati simples.

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Semana retrasada contei aqui do jantar Interblogs que fizemos junto com o DCPV. No post do Edu estão as fotos do jantar e da produção dos pratos. Nesta sequência de posts, algumas das receitas que fizeram parte do menu Fusion Fun Praias. A salada grega do campo, ou horiatiki salata, representa as praias/ilhas da Grécia. A foto é minha, ‘de casa’ mesmo, antiga como a receita.

Horiatiki Salata

A salada grega é deliciosa na sua simplicidade de bons ingredientes e pouquíssimos temperos. Desenvolvi esta receita depois de experimentar a legítima horiatiki em um restaurante grego em Nova York, o Molyvos. O segredo dela é usar ingredientes de boa qualidade: tomates-cereja bem vermelhinhos e doces, um bom queijo feta, azeitonas pretas kalamata gregas e um bom azeite extra-virgem.

2 pepinos fatiados em palitos
2 copos de tomates-cereja cortados ao meio
200 g de queijo feta em cubinhos
2 col (sopa) de cebola em fatias bem finas
½ copo de azeitonas pretas sem caroço cortadas em quatro
azeite extra-virgem
sal (se necessário)

Aferventar as cebolas para tirar a acidez. Juntar todos os ingredientes, com cuidado para não desmanchar muito o queijo, e temperar com azeite e sal (cuidado que o queijo já é bem salgado).

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