Não pretendo fazer resenhas de hotéis aqui no blog. Pelo menos não de forma habitual. Mas como muita gente vem me pedindo dicas de hotel na Toscana e o assunto tem rodado as páginas do Twitter nestes últimos dias, resolvi contar sobre este lugar ‘mágico’ onde nos hospedamos no coração do Chianti Classico, o Riserva di Fizzano.

Ficamos uma semana neste hotel com a nossa turma do vinho, em maio passado. Foi uma viagem tão, tão gostosa que minha opinião sobre o lugar acaba sendo carregada de fortes emoções 🙂 Ainda assim, tentarei ser o mais isenta possível. Procurávamos um hotel que ficasse no campo e de onde poderíamos fazer a Toscana de carro. Queríamos um lugar onde pudéssemos entrar de fato na atmosfera toscana. Um dos membros do nosso grupo selecionou dois hotéis e no fim ficamos com este, que se encaixava perfeitamente no desejado.

RISERVA DI FIZZANO

Localizado na região do Chianti, a poucos quilômetros da charmosa cidadezinha de Castellina in Chianti (uma das pequenas surpresas da Toscana), este hotel fica também bem próximo de Greve in Chianti (onde fizemos a feira), de Panzano in Chianti (onde visitamos o açougue mais famoso da Itália) e de San Donato in Poggio (onde jantamos lindamente no La Toppa).

As distâncias das principais cidades da Toscana também são bem convenientes: o Riserva di Fizzano fica a 24 km de San Gimignano, a 29 km de Siena, a 55 km de Firenze (cerca de uma hora de viagem) e a 74 km de Montalcino, por exemplo.

Em cima de um morro, em meio aos vinhedos (na realidade, dentro de um vinhedo e vinícola próprios, a Rocca delle Macie), a paisagem é bonita de qualquer ponto do lugar. E bem na frente do restaurante há uma área de mesas com um horizonte onde o sol se põe em cores lindas.

O conjunto todo é um charme só. Construções de pedra, jardins floridos, quartos aconchegantes. Os prédios todos foram restaurados respeitando-se a arquitetura original, sendo que cada apartamento tem sua única disposição com pisos de cerâmica, grandes lareiras e móveis antigos de madeira. Os apartamentos têm um ou dois quartos, banheiro, saleta e minicozinha com todos os utensílios necessários. Alguns apartamentos do térreo têm janelas francesas que se abrem para um jardim, onde é uma delícia ficar no final da tarde bebendo um vinho e curtindo o ambiente.

O hotel é administrado por duas senhoras super simpáticas e solícitas, a Jho e a Elena, que são ‘mil e uma utilidades’. Desenham mapas, sugerem restaurantes, fazem reservas. Para o nosso grupo, conseguiram alugar um ônibus de última hora e até arrumar uma consulta de urgência com um médico de Castellina in Chianti. No hotel há um restaurante razoável, uma piscina que serve mais no verão e uma saleta de estar. Há bicicletas para empréstimo e vale a pena pegá-las, pois é possível pedalar pela região de forma segura. O tour e a degustação pela propriedade, Rocca delle Macie, também é gratuito.

O esquema do hotel, no entanto, é só para os fortes 🙂 Praticamente self service, é importante saber que só há serviço de limpeza e troca de toalhas (e reposição de papel higiênico rsrs…) uma vez por semana. Se quiser mais que isto, é necessário pagar à parte (cerca de € 20). Para nós foi tranqüilo, mesmo nos aventurando na cozinha para fazer o jantar em algumas noites. Nos abastecemos de víveres no supermercado em Castellina e acabamos solicitando serviço extra de limpeza e troca de toalhas uma vez no meio da semana, o que foi suficiente.

A lavanderia também é por conta do hóspede – há uma casinha ao lado dos quartos que tem máquina de lavar, máquina de secar, varal, tábua e ferro de passar roupa e os materiais para uso nas máquinas. É preciso comprar (por € 6) uma ficha para usar a lavanderia.

A única coisa que nos incomodou um pouco foi o chuveiro, que nos horários de pico resolvia ter xiliques e ‘pelava’ e ‘gelava’ de repente. Mas foi a única coisa chata.

Mesmo tendo que encarar este esquema self service (principalmente para nós brasileiros, mais acostumados com mordomias), vale a pena considerar o Riserva di Fizzano, pela localização, pelo charme e pelo preço. Comparado a outros hotéis do mesmo tipo na região, é um bom custo/benefício. Estávamos em grupo e pudemos assim barganhar melhor a tarifa. Pagamos por casal, por uma semana (sete diárias), com café da manhã incluso, o valor de € 900. E valeu cada centavo. Mas atenção: os preços variam bastante conforme a época do ano e o tipo de apartamento. Vale a pena se informar.

Em tempo: a @maricampos tem outra ótima dica de hotel no campo na Toscana, o Laticastelli, também uma boa pedida para quem pretende fazer a Toscana de carro e conhecer vinícolas, as pequenas surpresas e as joias da Toscana.

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Depois de fazer a feira em Nova York e no Alentejo em Portugal, fizemos a feira na Toscana, mais especificamente na cidade de Greve in Chianti. Foi um acaso sortudo, já que paramos nesta cidade a caminho de Panzano in Chianti, para onde estávamos indo em busca do açougue mais charmoso da Itália, a Antica Macelleria Cecchini.

 

Como toda feira de cidade pequena, há uma mistureba de assuntos e produtos à venda que não ficam apenas nos legumes, frutas, verduras e carnes. E não dá para julgar mal as feiras de rua que têm também os famigerados produtos chineses, as utlidades domésticas e até mesmo aviamentos e tecidos. Muitas vezes a feira semanal é a única oportunidade dos  moradores das pequenas cidades poderem comprar estes produtos localmente sem ter que viajar a outros centros maiores.

Sou uma grande fã das feiras livres e mercados, portanto bastante suspeita. Mas adorei a feira de Greve in Chainti, uma das mais coloridas e apetitosas que visitei. Sempre aos sábados.

E feira na Toscana tem o quê?

  • Cerejas fresquíssimas para comer de baciada.
  • Os pêssegos mais doces que já comi.
  • Aviamentos e tecidos.
  • Mais de 10 tipos de azeitonas.
  • Limões orgânicos da Sicília, perfumadíssimos.
  • Porchetta que não é da Casa da Li, mas é igualmente deliciosa.

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Acho que nunca contei aqui que faço parte de um Clube de Cozinha. Nossa ideia foi juntar pessoas que gostam de cozinhar, aprender e testar novas receitas e não querem fazer isto sozinhas. Em grupo dá menos trabalho e é mais divertido. E tem mais gente para comer aquela montanha de coisas gostosas que “sobram” 😉

Meu grupo tem oito pessoas e nos reunimos bimestralmente. Cada participante alternadamente oferece sua casa e cada um fica encarregado de preparar uma receita ou de levar uma garrafa de vinho. A cada encontro escolhemos um tema – já fizemos um jantar italiano, um jantar francês, um jantar português e um jantar árabe. Algumas receitas vêm prontas de casa, outras são só finalizadas no local e outras ainda são feita na hora, com todas juntas. Dá confusão, fazemos bagunça, mas aprendemos muito e damos boas risadas.

Para o nosso último jantar, de tema árabe, quis preparar alguma coisa bem diferente, que eu nunca tivesse feito – e nem provado – e escolhi o shish barak. Pequenos “capeletes” recheados de carne, assados e cozidos na coalhada, o prato foi a escolha certa. Pesquisei receitas com duas amigas descendentes de árabes e ótimas cozinheiras. Com a Sossô descobri que a função das claras de ovo é não deixar o leite talhar. Nos países árabes é comum fazer a coalhada com iogurte e leite de cabra e este leite não talha como o de vaca.

Também procurei no You Tube um vídeo que me ajudasse a ter uma ideia de como começar. Mesmo na língua árabe, deu para ter uma idea da coisa 🙂 Meus “capeletes” ficaram muito saborosos, mas não pequenos e delicados como tinham que ser. Acho que para isto só muito treino mesmo.

Foi uma experiência bacana, especialmente para enfim aprender a fazer coalhada fresca e seca, que eu adoro e que servem para outros propósitos, como por exemplo este quibe labanie. Um pouco menos trabalhoso que o shish barak, neste prato os quibinhos também são colocados no molho de coalhada e ficam divinos. Recomendo a todos que façam também.

Comece a fazer a receita na véspera, pois é preciso primeiro preparar a coalhada fresca.

Coalhada fresca

3 litros de leite
1 pote (170 a 200g) de iogurte natural

Ferver o leite e desligar o fogo. Deixar esfriar até conseguir segurar na panela (uso um termômetro culinário, entre 52ºC e 54ºC). Nesta hora colocar o iogurte e mexer bem para misturar (coloco o iogurte em uma peneira e em seguida coloco a peneira na panela, mexendo bem para o iogurte ficar bem misturado ao leite). Deixar descansando de um dia para o outro, na panela bem tampada, sem mexer do lugar. Se quiser fazer mais coalhada, separe um copo da coalhada que você fez para usar no lugar do iogurte. Assim, sua coalhada vai ficando cada vez menos ácida.

Quibe labanie

quibinhos
500 g de patinho moído
500 g de trigo para quibe (pesar o trigo já hidratado)
2 colheres (chá) de sal
2 colheres (chá) de pimenta síria
1 col (sopa) de hortelã fresca picadinha

Misturar bem todos os ingredientes, fazer bolinhas e fritar. Como em casa não faço fritura por imersão nem por decreto, dourei os quibinhos em uma frigideira com um pouco de azeite.

molho
1 ½ litro de coalhada fresca
2 claras de ovo levemente batidas com 2 colheres (sopa) de amido de milho
1 colher (sopa) rasa de sal
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de azeite
3 dentes de alho picados
1 colher (chá) de hortelã seca

Em uma panela funda, cozinhar a coalhada fresca com o sal e as claras levemente batidas com o amido de milho, em fogo médio e sem parar de mexer até levantar fervura. Assim que levantar fervura, abaixar o fogo para o mínimo. Enquanto isto, em uma frigideira à parte, refogar o alho sem deixar dourar na manteiga e no azeite. Desligar o fogo e juntar o hortelã seco. Acrescentar esta mistura ao molho de coalhada.

Na hora de servir, coloque os quibinhos dentro do molho de coalhada e espere ferver novamente. Cozinhe por 3 a 5 minutos e sirva.

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Faz tempo que o meu filho de 9 anos, o Theo, pede um bolo de bem-casado. No aniversário dele em junho este foi o bolo escolhido, mas por total falta de tempo da mãe acabamos encomendando um bolo de brigadeiro para a festa dele no paintball, aqui em Ribeirão Preto. A festa foi ótima, mas a vontade do bolo de bem-casado não passou.

Fiz uns testes de bolo de bem-casado mas não fiquei satisfeita. Não queria o bolo que é normalmente vendido como tal em São Paulo, recheado e coberto de doce de leite ou, na versão mais simples, recheado de doce de leite e pulverizado com açúcar de confeiteiro. Queria um bolo que fosse igual ao bem-casado mesmo. Com o recheio de doce de leite mais clarinho e suave, com a massa úmida e com aquela casquinha dura por cima. A @thecookieshop me socorreu, indicando um blog que tinha uma boa receita de bem-casado. Dele, tirei o recheio do bolo e adaptei pequenas mudanças na cobertura. A massa de pão-de-ló achei no blog da @FlaviaGPantoja, na receita do bolo tres leches (que aliás é de comer de joelhos também!).

Esta versão do bem-casadão ficou perfeita. Praticamente um bem-casado gigante. Foi o bolo de aniversário do Marcinho, amigo querido de Araraquara, que esteve aqui no almoço italiano que fizemos no último feriado de Sete de Setembro. Nunca um bolo meu fez tanto sucesso, acabou em menos de 10 minutos! Tive que correr para tirar algumas fotos antes de acabar. Um bolo para repetir muitas vezes. E que eu ainda vou fazer para a @liliantrigo, a maior adoradora de bem-casados que conheço.

Bem-casadão

massa

6 ovos
1 copo (requeijão) de açúcar
1 copo (requeijão) de farinha de trigo

Pré-aquecer o forno a 160ºC. Bater as claras em neve (não muito dura) e reservar. Bater as gemas com o açúcar até ficar esbranquiçado e fofo. Juntar delicadamente as claras em neve. Peneirar a farinha de trigo aos poucos sobre a massa e misturar com cuidado. Colocar a massa numa forma redonda de 25 cm untada e enfarinhada e levar ao forno por cerca de 25 minutos. Fiz duas vezes. Na primeira, usei ovos recém-tirados da geladeira e forno a 180ºC. O bolo ficou mais alto no centro. Na segunda, que é este da foto, usei ovos à temperatura ambiente e forno um pouco mais baixo. O bolo ficou fofo mas manteve o formato, não cresceu. Aguardei 15 minutos para desenformar.

recheio

2 latas de leite condensado
1 colher (sopa) de manteiga com sal
2 colheres (sopa) de amido de milho
200 g de creme de leite (de caixinha)

Cozinhar uma das latas de leite condensado na panela de pressão, contando 10 minutos após ferver. Tirar do fogo e deixar esfriar antes de abrir. Fazer o creme de confeiteiro: misturar o creme de leite com o amido de milho. Levar à panela no fogo baixo o creme de leite, a outra lata de leite condensado e a manteiga. Cozinhar até engrossar um pouco e ficar com consistência de ‘mingau’. Juntar o doce de leite e voltar ao fogo. Cozinhar até ficar com consistência de brigadeiro.

cobertura

250 g de açúcar de confeiteiro
1 colher (chá) de extrato de baunilha
60 ml de água fervente

Fazer uma calda juntando o açúcar de confeiteiro, a baunilha e a água fervente. Cobrir o bolo já pronto e montado e deixe secar por 12 horas para formar uma casquinha dura.

montagem

Aguarde 15 minutos para desenformar. Depois que o bolo esfriar, divida-o ao meio. Pincele na parte de dentro das duas metades de bolo uma mistura de partes iguais de açúcar e água com um pouquinho de extrato de baunilha. Recheie com o recheio já frio. Monte o bolo, tire o excesso de recheio das laterais e cubra com a calda de açúcar. Deixei descansar de um dia para o outro.

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Acho uma delícia assistir o reality show Top Chef na televisão. E tem um Top Chef Just Desserts  (só de sobremesas) que é bem bacana. O episódio 3 da 1ª temporada foi especialmente interessante por mostrar que o ‘chato’ da turma, Seth Caro, simplesmente não foi capaz de cumprir o que foi pedido nos dois desafios do programa. No primeiro, no qual os candidatos deviam montar e decorar um bolo de casamento, ele simplesmente resolveu que não sabia, nunca tinha feito e portanto não ia fazer um bolo de casamento. Apresentou aos jurados o que ele chamou de um ‘bolo de noivado’: uma mousse de chocolate e caramelo com sorvete de laranja e vinho Muscato e mel de absinto. Pedantismo pouco é bobagem.

No segundo desafio do mesmo programa, a ideia era fazer doces para vender em uma feira para arrecadar fundos para o coral e a equipe de torcida de uma escola. Novamente o Seth Caro fugiu do tema e enquanto outros fizeram brownies e cookies, ele fez um financier de café com molho de laranja que acabou, sem surpresa, por ser o doce menos vendido na feira da escola. E vai entender a cabeça dos jurados. Ainda assim o Seth Caro não foi o eliminado do dia.

Enfim, tudo isto para contar que no desafio dos doces para vender na escola a candidata Erika Davis fez um biscoito com nozes e gotas de chocolate que foi super elogiado, inclusive pela jurada Sylvia Weinstock, que insistiu na receita. E fui lá procurar a receita dos biscoitos da Erika para fazer aqui em casa também. Muito, muito bons mesmo. Mas a Erika que me perdoe, colocarei mais meia xícara de nozes picadas da próxima vez.

Chunky Chocolate Chip Walnut Cookies da Erika Davis

¾ xícara (chá) de açúcar
¾ xícara (chá) de açúcar mascavo bem apertado na xícara
½ colher (chá) de bicarbonato de sódio
½ colher (chá) de fermento químico em pó
225 g de manteiga sem sal à temp. ambiente
2 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo
2 ovos
½ colher (chá) de extrato de baunilha
¼ colher (chá) de sal
1 ½ xícara (chá) de gotas de chocolate ao leite
1 xícara (chá) de nozes picadas grosseiramente

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Bater na batedeira a manteiga, os ovos e os açúcares. Assim que ficar esbranquiçado, acrescentar a baunilha, o sal e o bicarbonato de sódio. Desligar a batedeira, raspar as laterais da vasilha com um pão-duro e juntar o fermento em pó e a farinha de trigo. Por fim, misturar as nozes e as gotas de chocolate. Usei um boleador para colocar a massa na assadeira, assim meus biscoitos ficaram bem gordinhos. Mas faça como quiser. A massa não é mole, é consistente. Levar para assar por cerca de 12 minutos.

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A seguir, detalhes dos passeios com duração de uma manhã ou uma tarde em Cape Town e arredores.

Robben Island

O passeio à Robben Island, prisão onde ficou Nelson Mandela, é muito disputado e convém comprar os ingressos com certa antecedência. No inverno dá para comprar um ou dois dias antes, no verão é melhor comprar pela internet antes de viajar. Dá para fazer este passeio em uma manhã ou uma tarde. O local da saída é no próprio Waterfront e fomos a pé do hotel até lá.

É impressionante o conhecimento e o comprometimento dos guias neste passeio. Quem não fala inglês infelizmente perde muito. Com crianças, o ideal é que um adulto fique ao lado para traduzir algumas das explicações fornecidas pelos guias. Primeiro o barco leva todos à ilha. Lá o grupo é dividido em alguns ônibus, cada um com um guia. Nosso guia, de origem indiana, era um excelente orador, um homem culto e comprometido com trabalhos sociais e representação em organismos internacionais de proteção às liberdades e direitos humanos. O ônibus chega à prisão propriamente dita e lá um ex-prisioneiro explica articuladamente e em detalhes a vida cotidiana naquela prisão. Visitamos as celas, o pátio e voltamos para pegar o barco para voltar à costa. Há um museu para visitar no local da saída do barco. Almoçamos no Waterfront e pegamos um táxi para a Table Mountain.

Table Mountain

Fizemos este passeio em uma tarde. Fomos e voltamos de táxi e compramos os ingressos no local na hora. Este esquema funcionou bem e saiu mais em conta do que contratar um tour guiado. A única preocupação aqui é que no inverno, em dias de muito vento, o bondinho fecha. Assim, convém pedir ao pessoal do hotel para ligar e checar se naquele dia há passeio antes de sair. E tente planejar sua ida a Table Mountain seguindo a previsão do tempo, geralmente funciona.

Passeio lindíssimo. Assim como no Pão de Açúcar no Rio de Janeiro, há um bondinho suspenso que leva ao alto do morro. O bondinho aqui é redondo e vai girando durante a subida para que as pessoas dentro dele possam ver todas as paisagens que se descortinam abaixo. O grande lance em cima da montanha é que seu topo é achatado (o ‘tampo’ da Mesa) e dá para andar bastante a pé, efetivamente fazer trilhas entre as pedras, caminhos e a vegetação da montanha. Em cada curva um ângulo diferente da paisagem, é uma experiência incrível. As crianças adoraram ficar pulando nas pedras e simulando escaladas, foi uma diversão à parte. Aproveite e tente achar um dassie, animalzinho que vive em cima da montanha e embora seja pequeno, seu parente mais próximo é o elefante 🙂

Two Ocean Aquarium

O Two Ocean Aquarium fica no Waterfront e dá para visitá-lo a qualquer hora. O passeio geralmente dura entre uma e duas horas. Embalamos a visita ao aquário com o passeio pelo Waterfront. Logo ao lado do aquário, uma vista linda da Table Mountain e a Nobel Square com as estátuas dos quatro sul-africanos que ganharam o Prêmio Nobel na sua luta pela paz e pela democracia: Albert Lithuli (1960), Desmond Tutu (1984), FW de Klerk (1993) e Nelson Mandela (1993). Mais a frente, lojinhas de badulaques e demais atrações distraem as crianças depois do passeio. Há cantores, dançarinos, engolidores de fogo, palhaços, etc. Uma televisão gigante mostra jogos de futebol, rugby e hóquei. Dá para comer alguma coisa, tomar um sorvete, comprar cartões postais (os meus filhos adoram!) e ainda dar um pulo no shopping center.

Hermanus Whale Watching

Ficamos inicialmente na dúvida se faríamos o passeio para ver as baleias em Hermanus ou o passeio para mergulhar com os tubarões, White Shark Diving. O passeio para ver os tubarões fica a duas horas de Cape Town, apenas maiores de 10 anos podem mergulhar dentro das jaulas para ver os tubarões de perto e, mesmo com a roupa apropriada, a água é congelante. Mas se a vontade de mergulhar com os tubarões for muito grande, vá assim mesmo pois as crianças vão gostar de passear de barco para ver as focas, os pingüins e até golfinhos e baleias se estiver na temporada (entre maio e setembro). Aqui há uma lista de perguntas freqüentes muito útil para quem pensa em fazer o passeio para mergulhar com os tubarões brancos.

Nós optamos pelas baleias por ser um passeio mais apropriado para crianças pequenas. A cidade fica a uma hora e meia de Cape Town. No local, há uma breve explicação sobre as baleias e o passeio de barco, que contorna a costa na busca pelos animais. As baleias não se aproximam muito do barco e ficam com o corpo todo imerso. O que se vê são jatos de água e os rabos quando saltam. Mais uma vez, assim como no safári, observar animais na Natureza não é como ir a um parque de diversões e isto deve ficar bem claro para as crianças. Podem aparecer muitas ou poucas baleias. Um passeio muito tranquilo pode desapontar e cansar as crianças muito pequenas. E lembre-se que a temporada das baleias é entre maio e setembro, ou seja, não acredite num tour que ofereça este passeio fora desta temporada.

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A seguir, um pouco dos dois passeios de dia inteiro que fizemos nos arredores da Cidade do Cabo e as nossas impressões a respeito.

Cape Peninsula Tour

Um dos passeios mais legais em Cape Town. Sai por volta das 9h da manhã e retorna à cidade no final da tarde. É possível alugar um carro e fazer o mesmo trajeto, mas preferimos contratar um tour guiado pela facilidade logística (caminhos, locais de estacionamento e de compra de ingressos), pelas explicações do guia sobre os lugares e para não nos preocuparmos com a ‘mão inglesa’ na direção do carro. Éramos 8 pessoas, assim compensou pegar um tour só para o nosso grupo, em uma van. Diversas operadoras fazem o passeio. Fizemos com a African Eagle e achamos muito bom.

O passeio contorna a costa e as paisagens são lindas. Há paradas estratégicas pelo caminho que agradam bastante às crianças. A primeira delas é em Hout Bay, onde é possível fazer um passeio de barco à ‘ilha das focas’. Depois, uma parada em uma fazenda de avestruzes onde dá para alimentar as aves e ver ainda vários babuínos. Em seguida Cape Point, onde há um bondinho em trilhos para subir à montanha. Lá, vistas lindas e a descida a pé na volta. Neste local é o almoço (que é bem fraquinho por sinal). Seguindo, o passeio chega ao propriamente dito Cabo da Boa Esperança. O caminho da volta é pelo Jardim Botânico Kirstenbosch e depois por Simon’s Town, onde fica a colônia de pinguins em Boulders Beach. Fique atento pois a maioria dos ingressos de passeios de barco, bondinho e o almoço não estão incluídos no valor cobrado pela operadora do tour.

Wine Tour

Outro passeio de dia inteiro, também fizemos com a operadora African Eagle e gostamos bastante. Para quem curte vinhos e tem receio de fazer este passeio por não ser do interesse das crianças, pode considerá-lo. Há atrações para crianças no caminho e elas não ficam entediadas.

O tour passa por três regiões vinícolas vizinhas, Stellenbosch, Paarl e Franschoek. Logo no início do passeio, no Spier Wine Estate, há um parque de guepardos, Cheetah Outreach, onde dá para ver os guepardos de perto e segurar um filhotinho no colo. Ao lado, no Eagle Encounters, é possível ver aves de grande porte, assistir apresentações com elas e segurar uma coruja nas mãos. Em Stellenbosch há um passeio pelo centro histórico, uma degustação de vinhos e queijos e um museu de brinquedos e miniaturas que é uma graça. Perto dali, entre Stellenbosch e Paarl, tem o Butterfly World, um borboletário e museu de insetos. Depois, mais uma degustação de vinhos em Paarl e em Franschoek, que também é um centro histórico. Se o tempo ajudar, as crianças vão curtir um piquenique no almoço.

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Tenho que dizer que gostei bastante de Cape Town. Com todos os senões de ser uma cidade um tanto insegura, que não pode ser explorada livremente ao cair do dia e à noite, ainda assim é uma cidade gostosa, cheia de atrações e muito, muito bonita. De certa forma, uma Rio de Janeiro sul-africana com passeios, paisagens lindas e praias e montanhas vizinhas para visitar.

Para o meu marido que adora o mar, sair de barco, pescar, ver animais, fazer trilhas e estar em contato com a Natureza, foi um prato cheio. Fora que Cape Town está a poucos quilômetros de uma região vinícola interessante, tornando-se uma cidade quase perfeita para ele, que disse que volta um dia para ficar um mês e aproveitar para pescar e beber muito vinho 🙂

Finalmente, para as crianças, Cape Town tem passeios bacanas. Destaco principalmente o passeio de dia inteiro ao Cabo da Boa Esperança, o passeio de dia inteiro às vinícolas (sim, as crianças gostam porque tem atrações para elas no caminho), um dia para ir à Robben Island de manhã e à Table Mountain à tarde, e um dia para ver as baleias em Hermanus de manhã e curtir o Two Ocean Aquarium e o Waterfront à tarde. Foi o que fizemos.

Mas tem também o passeio Shark Cage Diving para mergulhar e ver os tubarões (bastante radical e indicado para maiores), o tour pelo centro da cidade com visita a Green Market Square e ao Castle of Good Hope. E se você for no verão e tiver tempo dá ainda para curtir uma praia (de águas congelantes no lado do Atlântico), sair para pescar, andar à cavalo na praia, fazer trilhas a pé.

Hospedagem

O melhor local para ficar com as crianças em Cape Town é no Waterfront. Lá há uma variedade grande de restaurantes básicos e mais sofisticados, tem sorveteria e fast food, lojinhas de badulaques e atrações na rua, além dos shopping centers. Assim, fica mais fácil para levar as crianças para dar uma volta ou para tomar um sorvete ou um lanche rápido. O problema é que os hotéis no Waterfront são bem mais caros, como o excelente Table Bay, por exemplo, que fica ‘grudado’ no shopping center.

Para quem não quer pagar tão caro, como foi o nosso caso, a melhor opção é ficar em um hotel perto do Waterfront, onde dá para ir a pé durante o dia e pegar um táxi rápido à noite. O Protea North Wharf, onde ficamos, é ótimo para famílias já que tem apartamentos com dois quartos separados e cozinha e sala de jantar/estar. Outra boa opção é o Southern Sun, que tem shuttle gratuito para o Waterfront.

Restaurantes

Em Cape Town os restaurantes são bons e muito mais baratos do que no Brasil. Há carnes muito bem feitas, pratos africanos e indianos variados e muitos frutos do mar, além de boas cartas de vinhos sul-africanos. Destaco especialmente o Belthazar, que fica no próprio Waterfront e tem carnes grelhadas ótimas e uma boa carta de vinhos by the glass. Outro restaurante gostoso é o belga Den Anker que também fica no Waterfront. Nosso preferido, no entanto, foi o Beluga, lugar super charmoso com uma variedade incrível de pratos com peixes e frutos do mar. Em todos dá para ir com as crianças. A pizzaria/restaurante italiano Col Cacchio, que fica em frente ao hotel Protea North Wharf (e inclusive entrega no hotel), é despojada mas gostosa e bem apropriada para o gosto infantil.

Semana que vem, detalhes dos passeios que fizemos em Cape Town.

 

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O safári era para ser o ponto alto da viagem, e foi mesmo. Uma experiência incrível, diferente, emocionante. E bacana para crianças de qualquer idade 🙂

Quando fomos

Com crianças, a escolha é quase sempre por um ou outro período de férias escolares, ou seja, entre verão e inverno. Escolhemos o inverno por ser a época da seca na região do Kruger Park. Nesta época, a vegetação é mais rala e fica mais fácil ver os animais. E há menos água, pelo que os animais acabam concentrando-se ao redor dos rios e lagos. A desvantagem é o frio. Durante o dia com o sol é agradável, mas as temperaturas caem bastante de manhã cedo e no final da tarde. Sem contar que no jipe aberto venta bastante. Mas mesmo assim achamos que foi a escolha certa. E dá-lhe casaco, luva, gorro e cachecol.

Um pouco sobre os parques e safáris

Há diferentes regiões na África do Sul que oferecem passeios e safáris em parques. Vizinho a Sun City há Pilanesberg, onde é possível fazer um safári montado nas costas de um elefante e até passeios de balão. Na região do Eastern Cape há parques que são malaria free, como o Shamwari Game Reserve, recomendado por amigos viajantes.

Mas a escolha mais comum é mesmo por um safári no complexo do Kruger Park, o maior, mais variado e mais famoso parque nacional da África do Sul. O Kruger é uma tira comprida de terra de aproximadamente 60 km de largura que se estende por 380 km ao longo da fronteira com Moçambique. Do lado sul-africano, diversas reservas particulares fazem fronteira com o parque e fazem parte do complexo Kruger, já que desde 1993 não há cercas entre o Kruger e estas reservas, e nem entre elas. Os animais circulam livremente por toda a área e as reservas seguem uma rígida política de proteção aos animais e de não-interferência na Natureza, controlada firmemente pela administração do parque.

Dentro do complexo do Kruger Park há diversas modalidades de safáris, opções para todos os bolsos e experiências que podem durar de algumas horas a vários dias. Dá para passar apenas um dia no parque, circulando com seu próprio veículo ou no ônibus do parque (que funciona em algumas épocas do ano só), pelas estradas sinalizadas. Ou é possível fazer passeios em jipes abertos e com guias especializados. Neste caso, é necessário passar uma noite em algum camp ou lodge do parque, pois os passeios normalmente saem muito cedo ou se prolongam até depois do anoitecer. É possível ainda fazer trilhas a pé pela mata (longe dos bichos é claro!).

A Simone do blog Flashes de Viagem fez um post interessante onde compara o passeio no próprio veículo com o tour guiado no Kruger Park.

Onde fomos

A ultimate experience no complexo do Kruger Park é passar uma ou mais noites em um lodge ou reserva privada e aproveitar para fazer os safáris em um jipe aberto só com o seu grupo, acompanhado de dois guias e com a possibilidade de aliar passeios mais individualizados com a experiência de dormir no meio da selva africana.

Escolhemos um parque ao norte do Kruger, o Motswari, e gostamos muito. A escolha foi baseada em avaliações muito positivas do Trip Advisor e no bolso mesmo, já que neste parque crianças menores de 12 anos pagavam apenas 50% e aproveitamos ainda uma promoção que dava uma diária de graça para quem comprasse outras duas.

Mas há outras opções bacanas. A Simone do Flashes de Viagem ficou no Satara Camp no Kruger e postou sobre ele aqui. Outras reservas indicadas por viajantes brasileiros: Mala Mala, Kapama, Londolozi e King’s Camp.

Como funciona o game reserve

Não é à toa que a maioria dos game reserves não é chamada de hotel, mas sim de camp. Isto porque o esquema é só para os fortes mesmo rsrs… 🙂 No camp, pelo fato de estarmos literalmente no meio da selva africana, tem que haver todo um cuidado, principalmente à noite, para andar de um ponto ao outro. Além disto, é preciso aproveitar os horários mais favoráveis para a observação dos animais, pelo que o ideal é ‘obedecer’ ao esquema de horários colocado pela equipe da reserva. É claro que às vezes o cansaço vence, principalmente com crianças pequenas, mas é bom tentar entrar no esquema para aproveitar o máximo possível.

Na nossa reserva os bangalôs eram espalhados e havia ainda locais diferentes para brunch, almoço, jantar, descanso/biblioteca, piscina e recepção. Durante o dia, apenas macacos aparecem por perto, mas à noite há elefantes rondando a reserva, búfalos mais velhos que procuram proteção junto à piscina e a eventual visita de outros animais selvagens.

A rotina no nosso hotel era a seguinte: acordar às 5h30 da manhã, com uma batidinha na porta (quem não quiser ser acordado para este safári da manhã, pode por uma placa do lado de fora da porta com os dizeres “zzz”). Às 6h, um café ou chá com bolinhos para iniciar o dia. Às 6h30 subimos no jipe e começamos o passeio. No jipe vai só o seu grupo de pessoas, pelo que há liberdade de parar em alguns momentos para ver os bichos ou para tirar uma foto específica. Quem guia o jipe é o ranger, normalmente alguém que conhece muito sobre os bichos, a vegetação e os costumes da selva. Na frente do jipe vai o tracker, sujeito que sabe identificar pegadas, rastros e até os cocôs dos animais para orientar a busca pelos bichos. O passeio da manhã sai antes do nascer do sol e volta às 10h, com uma parada no caminho para tomar uma bebida quente. Às 10h30, um brunch delicioso nos espera na reserva com pães, queijos, cereais, frutas, omelete, mingau, quiches e outras delícias. Depois do brunch é hora do descanso. Nós íamos dormir mesmo! Às 14h30, um almoço leve, com saladas variadas e pratos frios.

Às 15h30 sai o segundo safári do dia, que volta para a reserva às 18h30, com uma parada no pôr-do-sol para um vinho no meio da selva. Nesta hora já está escuro e andar pela reserva só acompanhado do pessoal do hotel. Nosso guia nos leva até o quarto e marca um horário para vir nos buscar para o jantar. O jantar, que começa às 20h, tem um menu de sopa, duas ou três carnes e/ou peixes, legumes ou arroz e uma sobremesa doce muito caprichada. O local do jantar é sempre no Boma, uma área rodeada de bambus com a entrada em espiral para confundir os animais. No meio, uma fogueira onde as crianças assavam marshmellows todo dia. É o momento de descansar, tomar um vinho e conversar sobre as aventuras do dia. Em alguns dias, há um show de música e dança.

O serviço era incrível. Todos os funcionários da reserva, sem exceção, eram extremamente atenciosos e treinados para deixar os hóspedes os mais satisfeitos possíveis. Que tal uma bolsa com água quente para aquecer as pernas no jipe de manhã cedo?

Andar por aquela paisagem tão inóspita (no norte, onde ficava a nossa reserva, a vegetação não é a savana, mas o bushveld, um campo com árvores e arbustos retorcidos), com árvores derrubadas pelos elefantes, pássaros, rios e lagos, um silêncio só quebrado pelos sons da Natureza e lindos amanheceres e pores-do-sol, e em especial ficar a metros de distância de animais é uma experiência única na vida!

O único porém que destaco é que, em se tratando de uma viagem com crianças, é preciso gerenciar bem suas expectativas. É bom deixar claro que o safári na selva africana não é um parque de diversões. Explicamos às nossas crianças que era como uma pescaria (algo que eles já tinham feito e sabiam a dinâmica), ou seja, às vezes o jipe pode andar horas e não ver determinados bichos e de repente ter a sorte de topar com algo incrível. Ou seja, é preciso paciência! No fim, nosso saldo foi positivo, pois vimos os chamados Big Five: leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte.

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Nossa viagem para a África do Sul não incluía inicialmente Joanesburgo. Planejávamos fazer o safári fotográfico em uma reserva particular vizinha ao Kruger Park e em seguida passar uns dias em Cape Town, pulando também um destino que muitos brasileiros incluem numa viagem para aquele país: Sun City. Não é a nossa praia, não fomos, mas quem tem filhos pequenos deve considerar uns dois ou três dias nesse hotel “seis estrelas” e aproveitar para dar um pulo em Pilanesberg para o safári nas costas do elefante ou o passeio de balão. Quem foi, curtiu; portanto considere.

Vôo

O vôo mais barato do Brasil para a África do Sul era da South African Airways e fazia a rota São Paulo-Joanesburgo-São Paulo. Este vôo sai do Brasil às 18h, leva 8 horas para chegar e é difícil dormir pelo horário. Chega em Joanesburgo no meio da manhã. Como este fuso horário castiga muito, resolvemos dormir um dia em Joanesburgo e voar descansados para a reserva no dia seguinte. Na volta, como nosso vôo para o Brasil era diurno e saía cedo, voamos para Joanesburgo um dia antes e aproveitamos mais uma tarde lá.

Observação importante: a África do Sul exige a vacina da febre amarela. Ela deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. É preciso a) ir ao posto de saúde para ser vacinado, sem esquecer de explicar por que motivo está tomando a vacina (há uma série de dados que terão que ser inseridos na caderneta para os casos de viagem ao exterior); b) entrar no site da ANVISA e cadastrar-se, obtendo um login e senha; c) ir até um posto da ANVISA para validar a vacina e obter a carteira internacional de vacinação. Nós validamos a vacina no posto da ANVISA no próprio Aeroporto de Guarulhos, um pouco antes do check in. Porém, fique atento aos horários de funcionamento do posto! Ele não abre aos domingos, por exemplo.

Hotel

Outro lance importante da África do Sul é escolher bem o hotel, seja em Joanesburgo ou em Cape Town. Isto porque naquele país não é aconselhável andar a pé à noite. Assim, nossa escolha em Joanesburgo foi o Holiday Inn Rosebank Hotel, um hotel relativamente perto do aeroporto, padrão internacional, e que ficava ao lado de um shopping center e de vários restaurantes, facilitando bastante o trânsito com as crianças.

Passeios

Tínhamos planejado ir ao Museu do Apartheid e ao Lion Park. Chegando em Joanesburgo descobrimos que o Museu não permite a entrada de crianças menores de 11 anos, pelo que desistimos deste programa. No lugar dele, fomos ao parque de diversões Gold Reef City. E na volta ao Lion Park. Aqui, um pouco de cada um destes passeios para vocês.

Observação: o Tiago do blog Esvaziando a Mochila tem um post legal sobre o Mueseu do Apartheid, para quem quiser saber mais a respeito. Algumas pessoas também optam pelo passeio no bairro do Soweto, mas acredito que é mais interessante para adultos do que para crianças. Por fim, o outro passeio que pode agradar em Joanesburgo é o estádio Soccer City, que foi reformado e ampliado para a Copa do Mundo 2010.

Gold Reef City

O Gold Reef City é um complexo que engloba cassino, teatro, hotel, restaurantes e um parque de diversões. Sim, o lugar é cafona. Principalmente a entrada do cassino, uma imitação tosca de Las Vegas. E no cassino as crianças não entram, portanto vá mesmo direto para o parque. Se você tem tempo e vai passar o dia todo lá, aproveite para dar uma volta na roda gigante com cabines em formato de bola de futebol, construída para a última Copa do Mundo. Ou então aproveite as demais atrações do parque.

Se você tem apenas uma tarde livre, vá direto para a atração mais interessante, o Gold Mine Tour. Como o Gold Reef City é um parque que cresceu em volta de uma mina de ouro desativada, hoje é possível fazer um tour descendo até o nível 5 desta antiga mina. Todos ganham capacetes e lanternas e descem em um elevador apertado até a mina, onde um guia explica o processo de produção e curiosidades do local. Atenção: permitido apenas para crianças acima de 5 anos.

Além do tour pela mina propriamente dita, é possível fazer um tour completo (ou então fazer esta parte do passeio sozinhos mesmo) que passa pelo Museu dos Mineiros, por casas históricas mobiliadas típicas da época, além de ver uma apresentação de como o ouro é derretido para fazer as barras.

Observação: se quiser contrate um tour para fazer o passeio. Nós fomos de táxi mesmo, contratado diretamente no hotel.

Lion Park

O Lion Park é uma mistura de zoológico com ‘Simba Safári’. O parque é dividido em duas áreas. Na primeira estão grandes espaços cercados onde os animais – cervos, zebras, avestruzes, hienas, leões, guepardos e leopardos – vivem separados por espécies e podem circular a vontade. Os visitantes transitam por dentro destes espaços com seu próprio carro, com um táxi ou em um microônibus do parque. O mais interessante aqui é poder ver os leões de perto. Atenção: os leões só são alimentados aos domingos ao meio-dia, portanto evite ir neste dia e hora para não enfrentar filas enormes de carros dos próprios moradores locais.

A segunda área do parque é um zoológico com filhotes de alguns animais africanos – hienas, suricatos e em especial leões, de idades diferentes. A grande curtição é entrar no espaço onde vivem os leões de menos de um ano de idade e poder brincar com eles. Meus filhos adoraram!

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Admiro quem gosta de experimentações na cozinha e curte preparar receitas elaboradas, que lembram aquelas experiências de laboratório de química da escola 🙂

Mas não é a minha praia. Nunca gostei de receitas complicadas e nem de utilizar técnicas que exijam medidas exatas e temperaturas igualmente precisas. Prefiro medir em xícaras e colheres e usar o velho e bom ‘forno baixo’ e normalmente escolho receitas que são adequadas a esta informalidade. Talvez porque não tenha formação na área de gastronomia. Ou porque eu seja mesmo ansiosa demais.

Sou cozinheira amadora, daquelas que sempre gostou de cozinhar e entrar na cozinha para xeretar o que estava sendo feito. Adolescente, fui com as amigas fazer um curso de culinária na escola da Wilma Kovesi (e tivemos aula com a própria!), depois continuei a cozinhar até ter meu primeiro filho. Nesta época, morando longe da família e mudando de vida radicalmente, perdi a vontade de entrar na cozinha. A vontade só foi voltar 8 anos mais tarde, quando minha amiga Adriana resolveu começar a dar aulas de culinária em Araraquara. Enferrujada, titubeei, mas depois voltei a curtir a cozinha. Mas sempre na base da informalidade mesmo. Adoro fazer bolos, biscoitos, risotos, saladas, sopas. Raramente me aventuro nos assados e nos doces complicados, que exigem muitas etapas e as tais técnicas precisas. Macarons? Deixo para a @PatriciaScarpin 😉

Mas quebrar paradigmas é bom para a mente 🙂 E esta semana resolvi fazer uma receita que não é muito a minha cara, embora seja simples, pois exigia um termômetro culinário para atingir o ponto da calda e ainda por cima a temperagem do chocolate! A receita escolhida, English toffee, já estava na manga faz tempo, pois junta três coisas deliciosas: caramelo, chocolate e ‘nuts’.

Deu certo e ficou muito bom! Receita que pretendo repetir muitas vezes, com variações com amêndoas torradas, castanha de caju e até damascos, quem sabe? :-p

English toffee ou barrinhas crocantes de caramelo, chocolate e macadamia

1 xícara (chá) de açúcar
¾ xícara (chá) de creme de leite
100 g de manteiga sem sal
1 colher (chá) de extrato de baunilha
200 g de chocolate ao leite picado
100 g de macadamias salgadas e quebradas grosseiramente

Forre um refratário com silpat. Aqueça o açúcar, o creme de leite e a manteiga no fogo baixo até o açúcar estar completamente dissolvido. Molhe os lados da panela com um pincel com água morna. Deixe levantar fervura e ferver por 3 minutos, sem mexer. Coloque o termômetro culinário na panela. Comece a mexer, especialmente ao redor e no fundo da panela para não queimar. Não estranhe, a mistura vai ficando cada vez mais densa e se transforma em um creme firme. Quando atingir 150ºC, retire imediatamente do fogo e junte a baunilha. Espalhe no refratário e deixe esfriar. Pincele uma camada fininha de chocolate por cima do caramelo para facilitar o chocolate ‘colar’ depois. Derreta o chocolate picado, tempere-o e espalhe sobre o caramelo. Jogue as macadamias por cima e aperte um pouco no chocolate. Leve ao refrigerador por meia hora. Retire, quebre em pedaços e pronto.

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Este veranico fora de hora que invade o inverno e ainda não deixa a chuva passar convida para uma saladinha de almoço.

Como muitos, também fui daquelas que comia verduras e legumes quando criança, depois não mais como jovem e depois voltei a gostar, e muito, de uma boa salada, de legumes assados bem temperados e outros pratos gostosos com verduras e legumes em geral. Confesso que adoro e sinto falta de uma salada bonita, caprichada e saborosa. E cheguei à conclusão que uma boa salada também exige elementos importantes. Folhas, claro, em primeiro lugar. Depois, um elemento doce. Em seguida, uma dose de crocante. E algo bem salgado para finalizar. Tudo isto, claro, com um bom molho, senão não tem graça nenhuma.

Esta semana recebi na minha cesta de orgânicos uma novidade: flores de rúcula comestíveis. São lindas! Aproveitei para dar uma ‘cara de festa’ para uma salada que gosto muito de fazer, com rúcula, pêra, queijo parmesão e nozes. Reparem bem que todos elementos essenciais numa salada estão presentes aí 🙂

Salada de rúcula, pêra, parmesão e nozes

1 maço de rúcula lavado
2 peras grandes fatiadas sem a casca e as sementes
10 a 12 nozes inteiras quebradas grosseiramente
50 g de queijo parmesão em lascas
flores de rúcula para enfeitar

Espalhar as folhas de rúcula no fundo da saladeira. Cobrir com as fatias de pêra. Jogar as nozes por cima. Por fim, colocar as lascas de parmesão. Enfeitar com as flores de rúcula. Se não for servir a salada imediatamente, é bom mergulhar as fatias de pêra em água com suco de limão para não ficarem muito escuras. O parmesão deve ser o pedaço inteiro, passado no ralador de fatiar e não no ralador fino.

Vinagrete de mel para acompanhar a salada

1 xíc (chá) de azeite
½ xíc (chá) de vinagre
2 col (sopa) de mel
1 col (sopa) de mostarda
sal a gosto

Misturar todos os ingredientes e servir sobre a salada.

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