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Muito já se falou sobre Inhotim. Assim, quem quiser relatos detalhados das alternativas de transporte e de opções para se hospedar durante este passeio, sugiro dar uma lida neste post do Viaje na Viagem. Aqui vou dar minhas dicas de como aproveitar melhor o passeio com estes viajantes curiosos, incansáveis e que vivem em busca de aventuras: os filhos adolescentes.

Quando ir?

Inhotim é um museu ao ar livre, logo a gente se locomove a pé por todo o parque, mesmo aproveitando o transporte nos ‘carrinhos de golf’ em alguns trechos. Claro que no verão fica mais difícil e sofrido caminhar no calor. O ideal é ir entre os meses de março e outubro.

Quanto tempo ficar?

Como já disse neste post, acho que um dia de Inhotim com adolescentes é suficiente. Eles têm energia para andar e ver tudo, não param quietos, passam rapidamente por aquilo que não chama sua atenção e ficam mais tempo em algumas obras somente. Não querem parar para fazer um lauto almoço e preferem mesmo um cachorro-quente ou uma pizza. Também não fazem o tipo contemplativo de jardins e pássaros 😀 Assim, por mais que eles gostem, a novidade se esgota em um dia mesmo.

Onde ficar?

Até porque optamos por ficar um dia apenas em Inhotim, achamos melhor nos hospedarmos em Belo Horizonte. Em BH há uma oferta muito  maior de hotéis com bom custo-benefício. A hospedagem perto do parque é mais cara e mais precária. Vale a pena mesmo para quem está fazendo um passeio mais preguiçoso, curtindo o campo. Ou pra quem está vindo de outra cidade, como por exemplo de Tiradentes,  e vai fazer uma parada no caminho em Inhotim antes de seguir para Belo Horizonte. Os meus adolescentes curtiram muito ficar em BH e visitar o Mineirão, os museus, o Mercado Central. Não nos arrependemos da decisão.

Como ir?

Com mais gente (éramos quatro) acaba valendo a pena alugar um carro para ir a Inhotim. De carro são 60 km e levamos cerca de uma hora para ir e uma hora para voltar. No site do Instituto Inhotim há um mapa explicando como chegar e suas instruções funcionam direitinho. O caminho pela BR381 é o mais rápido e a estrada é boa. Mesmo o trecho sem asfalto já perto do parque não oferece grandes complicações. No local há um amplo estacionamento.

O que vestir e o que levar?

É fundamental usar um sapato confortável. A gente anda o dia inteiro, mesmo! É bom levar um chapéu ou boné, óculos escuros, muito filtro solar e, para os mais sensíveis, repelente de insetos.  E roupa de banho e toalha! Não vou dizer porque, é surpresa 🙂 O ideal é ter apenas uma mochila para o mais forte carregar nas costas os pertences de todos, incluindo chave do carro, documentos, carteira, filtro solar, repelente, garrafinha de água, máquina fotográfica, toalha, etc. Se tiver previsão de chuva é bom levar capa de chuva para os adolescentes e guarda-chuva portátil e levinho para os adultos. Mas se a previsão não falar em chuva não se preocupe, porque em Inhotim há guarda-chuvas para empréstimo em todas as galerias, que servem muito bem para uma emergência.

O que e onde comer?

Há restaurantes muito gostosos em Inhotim, porém, seguindo a vontade dos meninos e com a agenda apertada, optamos por um almoço rápido de pizza no meio do caminho. A pizza e o cachorro-quente são gostosos e os locais com mesinhas simples são agradáveis. Lembrem-se que optar por um dos restaurantes significa voltar, às vezes de longe, usando o carrinho ou caminhando, o que pode atrasar bastante o passeio de apenas um dia.

Como visitar o parque?

O parque é para ser visitado a pé, mas como o local é bem amplo e há um trecho de subida, há a possibilidade de pagar para usar o transporte em ‘carrinhos de golf’ (carros elétricos abertos) em alguns trechos apenas. Pelos caminhos estão galerias fechadas que contêm uma ou mais salas/obras e também obras ao ar livre. Há lindos jardins, sempre com bancos ou mesas com cadeiras para descanso. O ideal é pegar o mapa do local e seguir as trilhas uma de cada vez, curtindo o que há pelo caminho. Há banheiros e lanchonetes por todo o parque.

Para otimizar nossa visita compramos os ingressos pela internet, já com o transporte nos ‘carrinhos de golf’ incluído. Chegamos ao parque na hora da abertura, às 9h30, e saímos às 17h, meia hora antes do fechamento. Para quem vai ficar só um dia no parque, é fundamental: a) chegar cedo e b) comprar o direito de usar o transporte do parque para chegar mais rapidamente nas obras mais afastadas.

Afinal, o que ver em Inhotim?

Quando resolvemos ir a Inhotim, seguimos o conselho de familiares e amigos e não pesquisamos nada sobre o acervo do parque. No máximo alguma coisa sobre a criação de Inhotim, a origem do nome, etc.  E valeu a pena! Acredito que as surpresas são essenciais para dar um colorido à visita ao parque, especialmente com adolescentes curiosos e que buscam experiências surpreendentes 🙂  Se quiser mesmo saber mais, os blogs ViaggiandoVambora! e Turomaquia dão informações detalhadas sobre as obras que compõem o acervo.

Mesmo sendo a favor das surpresas, é interessante destacar por alto aquilo que  agradou mais e o que agradou menos os adolescentes. Na opinião dos meninos, não dá para perder as galerias do Doug Aitken, da Mata (eles adoraram a última sala de vidro e o filme que mostra as línguas já extintas ou em extinção), a  Cildo Meirelles, a Valeska Soares, a galeria da Praça e a preferida de todas, a Cosmococa. Também curtiram muito o jardim e a piscina de alfabeto da Marilá Dardot e o telescópio da Dominique Gonzalez-Foerster. A área do lago atrás da Recepção foi deixada por último e considerada pelos meninos o trecho mais sem graça. A galeria do Miguel Rio Branco, é sempre bom lembrar, é imprópria para crianças.

Mais não digo porque as experiências dos adolescentes,  assim como dos adultos e até das crianças, varia muito. Melhor não estragar as surpresas. Vá sem preconceito, explore tudo e aproveite muito 😀

 

 

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ESTUDO DO CASO

Diálogo 1, no raio-X da Polícia Federal, Aeroporto de Ribeirão Preto:

” – Tem bolas nestas sacolas?

– Tem sim, bolas de futebol, presentes de Natal para meus afilhados da Creche e Núcleo Sócio Educativo Cantinho da Criança…

– Mas não pode embarcar na TAM com a bola cheia, tem que murchar… se fosse outra companhia, a Gol, aí poderia… Você tem que voltar lá no check-in da TAM para eles murcharem as bolas…”

Diálogo 2, balcão de check-in da TAM, Aeroporto de Ribeirão Preto:

” – Boa tarde, estava embarcando e a policial me mandou voltar aqui para murchar estas bolas, pois a TAM não permite embarcar no avião com as bolas cheias. É isto mesmo?

– Sim, não pode. Você tem que despachá-las.

– Mas não é só murchar? E onde está escrita esta regra que eu nunca soube dela??

– São ordens da companhia, minha senhora. Eu não sei murchar bolas, a senhora sabe?

– Não sei, mas na verdade não importa, eu sou totalmente a favor de seguir regras, mas queria saber onde está a regra! Aqui no folheto que fica no check-in não está escrito nada sobre bolas!

– Mas são ordens da companhia, minha senhora, e se a senhora não despachar as bolas AGORA, VAI PERDER O VOO (com a cara já bem fechada).

-… despacha, então. Obrigada, mas queria deixar registrado meu protesto, pois é preciso que as diretrizes sobre o que pode ou não embarcar com o passageiro dentro do avião sejam mais claras!”

(E fui embora, lógico, porque nosso direito e vontade de reclamar estão infelizmente limitados pela conveniência da nossa viagem…)

Diálogo 3, dentro do avião da TAM, de Ribeirão Preto para São Paulo:

” – Desculpe, com licença, meu lugar é aí na janela, é que estou atrasada, mas tive um probleminha para embarcar com bolas de futebol…

– Ah, meu filho teve um problema para embarcar com a raquete de tênis! Viemos do Rio de Janeiro e lá ele pode embarcar com ela, mas agora de Ribeirão Preto a São Paulo, teve que despachá-la na última hora!”

Ou seja, como vocês podem perceber, esta questão do que pode ou não pode embarcar com o passageiro dentro do avião é uma nuvem cinza de regras reais/inventadas/abusadas pelos mais diversos funcionários das companhias aéreas e do setor de raio-X da Polícia Federal. Nestas, o passageiro fica perdido, sem saber muitas vezes como agir e, em alguns casos, sem o final “feliz” como foi o meu nesta viagem.

AS REGRAS

Conforme regulamentação da IATA ( International Air Transport Association), em linhas gerais, não podem ser transportados como bagagem de mão:

  • líquidos e sólidos inflamáveis – inclusive combustíveis, tintas, solventes, fósforos e isqueiros – é permitida uma unidade de isqueiro, que deverá ser carregada junto ao passageiro);
  • explosivos – inclusive munições e fogos de artifício;
  • corrosivos – inclusive baterias derramáveis, água sanitária, amônia, limpadores de fornos, limpadores multiuso, etc.;
  • radiativos;
  • venenosos, tóxicos ou substâncias infecciosas;
  • armas – inclusive armas de fogo, armas de caça, réplicas ou imitações perfeitas de armas, armas de”paintball”, armas de mergulho, espingarda de ar comprimido, pistola esportiva de partida, pistola de sinalização, dispositivo capaz de gerar corrente elétrica (dispositivo de choque);
  • gases comprimidos – inclusive aerossóis, butano, garrafas de oxigênio, garrafas de mergulho, garrafas de gás para campismo, etc.;
  • objetos cortantes ou perfurantes – inclusive tesouras, facas, alicates, canivetes, garfos, estiletes e navalhas.
Quanto aos líquidos em geral, as regras mais recentes são bem específicas e atendem as determinações da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Resumidamente, os líquidos (incluindo também géis, pastas, cremes e aerossóis) têm que ser transportados em frascos com quantidade igual ou inferior a 100 ml, em embalagem transparente e completamente vedada, com capacidade máxima de um litro ou 20 x 20 centímetros. A única exceção são as bebidas e perfumes lacrados e adquiridos depois do portão de embarque e da inspeção no raio-X da Polícia Federal.
NA PRÁTICA
Na hora do embarque, porém, a coisa complica um pouco. Pois além das regras terem que ser interpretadas por pessoas com cabeças e treinamentos diversos, as próprias companhias aéreas têm suas particularidades. A Aerolineas Argentinas, por exemplo, não deixa embarcar no avião com agulhas de tricô e lixas de unha de metal. A GOL  fala sobre material esportivo, mas é silente sobre raquetes de tênis e bolas de futebol e normalmente permite seu embarque.  Pelo telefone com a TAM, fui informada de que as bolsas de futebol não podem embarcar porque entram na categoria de “gases comprimidos”!
O QUE COSTUMA DAR PROBLEMA
  • BOLAS ESPORTIVAS CHEIAS. Assim como aconteceu comigo, mais gente já embarcou e já foi barrada com bolas de futebol cheias. Outras passaram batido. A Andrea Massei Rossi veio de Orlando para São Paulo com uma bola cheia e ninguém reclamou. A Renata Luppi passou com a bola cheia tranquilamente na inspeção do aeroporto de Miami, mas foi barrada na conexão em Manaus. Ou seja, melhor não arriscar e levá-las vazias mesmo.
  • BEBIDAS E PERFUMES ADQUIRIDOS NO FREE SHOP. Outro item que dá muito pano pra manga. Quando o destino é único, tudo bem. Mas quando é preciso desembarcar para pegar uma conexão, cada aeroporto tem suas próprias regras. Nas conexões domésticas dentro do Brasil é difícil dar algum problema. Via de regra o passageiro pode levar até 5 litros de bebida (em recipientes com capacidade de até 1 litro) com não mais que 70% de graduação alcoólica por volume e com lacre de fábrica. Mas é bom se informar antes quando se tratar de voos internacionais.  O Maurício Novaes contou que  viu funcionários do aeroporto de Joanesburgo jogarem no lixo garrafas de bebidas adquiridas por passageiros no Duty Free do Aeroporto de Cape Town, na conexão para voar de volta ao Brasil.
  • BENGALAS, MULETAS, ANDADORES E CADEIRAS DE RODA. Pela regra, devem ser transportadas obrigatoriamente na cabine de passageiros. Mas a regra também diz que poderão ser “transportadas no compartimento de bagagem da aeronave quando suas dimensões, ou as da aeronave, bem como os aspectos de segurança inviabilizarem seu transporte no interior da cabine de passageiros”. Ou seja, na prática a companhia faz o que quer.
  • OBJETOS QUE PODEM PARECER ARMAS. Este é o xis da questão das bagagens de mão, pois a interpretação do que pode ser usado como arma ou ferir é muito particular. Há diversas histórias, até engraçadas. A Luciana Godoy demorou para convencer o funcionário do aeroporto de Paris ~ este lugar tão gourmet ~ que seu porta-azeite de vidro e ponta de metal não era uma arma mortal. Mas outras pessoas não tiveram tanta sorte. A Sut-Mie Guibert teve que deixar para trás um garfinho de bebê, daqueles de pontas redondas; o Sandro Marques perdeu seu marcador de livros de metal, com ponta rombuda; a Sylvia Urquiza ficou sem uma pipa de bambu, a Carla Corrêa da Silva ficou sem um prendedor de cabelo de plástico, daqueles tipo “piranha” ou “bico de pato” e o Paulo Aguiar ganhou: apreenderam sua fita crepe, supostamente algum tipo de arma 😀 Ou seja, neste quesito infelizmente o que vale é a “lua do funcionário”, como disse a Marcie 🙂
ISTO PODE!
  • Mamadeiras e alimentos infantis industrializados (quando bebês e crianças estiverem viajando).
  • Medicamentos essenciais acompanhados de prescrição médica (deverá possuir o nome do passageiro para ser confrontado com o que consta no cartão de embarque).
  • Medicamentos essenciais que não necessitam de prescrição médica (colírio, solução fisiológica para lentes de contato, etc., desde que não excedam 120m1 ou 4oz).
  • – Insulina e líquidos (incluindo sucos especiais ou gel) para passageiros diabéticos acompanhados de prescrição médica desde que não excedam 148 ml (ou 5 oz).
  • Cosméticos sólidos (batons, protetor labial ou desodorante em bastão, etc.).
  • Aparelhos eletrônicos (laptop, câmera fotográfica, jogo portátil, celular, etc.).
 E pensar que eu sou do tempo em que todo voo que vinha da Bahia tinha uns 3 ou 4 berimbaus viajando junto com os passageiros 🙂
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Hoje inauguramos uma nova seção no Rosmarino e Outros Temperos, os Guias Úteis, que vão ajudar os leitores a enfrentar menos perrengues em suas viagens 🙂  Começamos pelos remédios. Para  falar sobre isto, convidei uma profissional que entende muito do assunto, a enfermeira obstetriz especialista em saúde da família e saúde mental, Fernanda Papa de Campos. Com vocês, a palavra da Fernanda:

Chegou a hora da diversão, vamos viajar!

Entre os cuidados que devemos ter antes de embarcar está o preparo de uma boa necessaire de medicamentos que podem ser úteis durante nosso lazer, pois não são todos os lugares que vendem remédios sem receita médica ou que encontraremos uma farmácia por perto.

Primeira regra que gosto de lembrar sempre: não esqueça dos remédios que você faz uso contínuo, ou seja, aquele que você toma todos os dias e não pode ficar sem. Seja ele para a tireoide, pressão alta, depressão, diurético, artrite, enfim… seu organismo está “acostumado” e não pode de uma hora para outra ficar sem os chamados medicamentos de uso diário.

Vale uma observação importante: leve sempre junto aos medicamentos controlados, principalmente os de tarja preta, a cópia da receita médica (pode ser em português) e se for ficar muito tempo fora e tiver que levar uma quantidade maior, distribua entre as malas, tire das embalagens e leve receita médica compatível com o número de comprimidos que você está levando para que não vire uma dor de cabeça na sua viagem.

Antes da listinha básica gostaria de chamar atenção para algumas outras medidas preventivas antes de sair em férias:

  • vacine-se contra gripe, pois você estará  protegido em até 70% contra as principais gripes existentes mundo a fora. Lembre-se que deve ser vacinado um mês antes do embarque!
  • procure saber se para o destino que você irá é obrigatório alguma outra vacina como por exemplo a da febre amarela, se for vacine-se 15 dias antes e leve o comprovante com você. (O FAQ da Anvisa esclarece as dúvidas e dá mais orientações sobre como proceder no caso da exigência da vacina de febre amarela)
  • se você vai para uma região com muitos mosquitos, veja com seu médico se é indicado tomar vitamina B antes de embarcar, pois ajuda muito a não ser picada, é um excelente repelente!

Agora vamos a uma listinha básica de medicamentos que não podem faltar na sua necessaire, vou colocar por classe de medicamentos e não nomes comerciais, ok?

Procurem sempre orientação médica, pois SOMENTE o médico é capacitado para prescrever qualquer remédio!

Faça uso de medicamentos que você já tenha feito antes, não deixe para experimentar novos medicamentos em viagem, pois pode ser perigoso!

Vamos da cabeça aos pés!

  • Analgésico para dor de cabeça;
  • antitérmico para febre;
  • colírio para uso após banho de piscina e mar;
  • colírio para conjuntivite ( este precisa de receita médica, pois contém antibiótico);
  • gotas para o ouvido (este precisa de receita médica, pois contém antibiótico);
  • descongestionante nasal tópico;
  • remédio para afta se você tem propensão para ter, pois fora do Brasil não são vendidos sem prescrição médica;
  • antitussígeno (pode ser xarope ou gotas, as gotas são mais fáceis de carregar);
  • antibiótico (este precisa de receita médica), se for passar mais de 15 dias fora leve dois tipos, costumamos orientar a levar um que seja mais específico para doenças da cintura para cima ( problemas respiratórios) e outro da cintura para baixo (infecção urinária). Faça os cálculos para não faltar remédio e peça orientação ao seu médico de quais você deve levar;
  • antialérgico;
  • antiemético (contra enjôo);
  • relaxante muscular;
  • antiespasmódico ( para cólica intestinal e de estômago), fundamental em viagem, pois a alimentação é totalmente alterada;
  • antiácido e/ou remédio para dor de estômago;
  • antidiarreico se seu médico recomendar;
  • caixinha de Band Aid.

Devo levar pomadas? Lembre-se que pomadas podem abrir e melecar toda a mala, logo se tiver alguma de uso específico tudo bem, caso contrário você estará coberta com o arsenal acima.

Muitos acharão um exagero, mas antes prevenir do que atrapalhar uma viagem ou se desesperar em plenas férias!

Se precisar de algum outro medicamento fora desta imensa lista é porque a coisa ficou mais séria, logo lembrem-se de fazer seguro viagem… você pode precisar dar um pulinho no pronto socorro.

Como última lembrança: se for fazer uma necessaire para os filhos jovens não esqueça de colocar preservativos e se sua filha usa anticoncepcional, coloque uma cartela extra na necessaire.

Boa viagem a todos!

Enjoy!

Fernanda Papa de Campos, enfermeira obstetriz, especialista em saúde da família e saúde mental.

Proprietária da NANTU Ensino e Saúde (empresa de prevenção e promoção da saúde)

Tel para contato: (11) 9 9992.8500

email: nantuconsultoria@gmail.com

https://www.facebook.com/groups/nantuconsultoria/

 

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Na semana passada, o Theo contou da parte da sua viagem com os avós a Veneza. Hoje, ele conta sobre Firenze, Pisa e Lucca 🙂

 

7/7/12 – 5º dia e primeiro em Firenze

“Saímos com uma lancha para a piazzale Roma e pegamos um trem para Firenze. Chegamos e fomos para o hotel. Do hotel nós fomos ao mercado e fui embora para a ponte Vechio onde vimos várias casas vendendo bugigangas e aí vimos a réplica do Davi de Michelangelo. Voltamos para o hotel jantamos e dormimos”.

8/7/12 – 6º dia

“Neste dia fomos ao museu Academia onde se encontra o verdadeiro Davi de Michelangelo. Vimos a parte musical do museu onde tinha os primeiros pianos e tinha também três Estradivarius e etc. O Davi era perfeito em sua mão havia os músculos, veias, cartilagens e etc. Era magnífico. No resto da tarde voltei ao hotel e: ZZZZ e acabei o meu livro”.

9/7/12 – 7º dia

“Hoje fomos a Pisa e Lucca. Primeiro em Pisa fomos a famosa torre para olhala de perto então em seguida fomos ao batisterio que tem uma acustica perfeita. Logo andamos mais um pouco e fomos subir a torre de Pisa (mas só eu e minha avó). Quando chegamos ao topo vovó ficou meio tonta e sentou, então eu dei uma volta pelo topo da torre… isso. Em Lucca almoçamos e fomos andar de bicicleta na muralha que foi muito legal. E minha avó caiu quando estava descendo a muralha de bicicleta. E é isso”.

10/7/12 – 8º dia

“Hoje nós fomos passear no palazzo Pitti, foi legal e tudo mais. A tarde descansei e saímos para passear rapidinho. Fomos jantar no restaurante Buca Mario onde comi um macarrão com tartufo tão bom que foi a coisa que mais gostei de comer na minha vida… tão bom que parecia um presente dos deuses. Até logo e tchau”.

 

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Neste post expliquei como surgiu a ideia dos diários de viagens dos meus filhos.

Nestes posts, meu filho Bruno conta como foi sua viagem para a África do Sul, Zâmbia e Zimbábue.

Agora chegou a vez do Theo, que em julho passado foi para a Itália com os avós, contar um pouco de como foi sua viagem. Todos os textos – literais – são do próprio Theo e as fotos em que ele não aparece também. Esperamos que gostem 🙂

 

Diário de viagem do Theo – Itália

 03/07/12 – 1º dia 

“Hoje nós chegamos em Frankfurt (Alemanha) e pegamos a conexão para Veneza. Chegamos aqui as 6:00. Pegamos um taxi e depois pegamos um barco para o hotel. Nos arrumamos e fomos jantar no Café Florian.  No café que jantamos tinha música: violino, flauta, piano, violão selo e sanfona. Era muito legal, principalmente a sobremesa… petit gateou.”

 04/07/12 – 2º dia 

“ Hoje acordei cansado mas logo ja me recuperei. Logo depois do café fui passear de gôndola… estava um calor que nem aproveitei direito. Depois do passeio fui almoçar, comi um ravioli muito bom. Depois de almoçar fomos andando entrando em lojas e coisa e tal passamos pela ponte de Rialto e quando estávamos voltando passamos na Piazza de San Marco onde tinha a igreja e o palazzo Ducalle e o leão de San Marco. Resolvemos tomar um café eu pedi um suco de limão. Só que esse suco era limão espremido puro e não deu para beber. Voltamos para o hotel saímos pra jantar e é isso”.

 

05/07/12 – 3º dia 

“Hoje nós fomos a Murano. Chegamos e já começamos a ver vidro, e vimos como o vidro é fabricado e tudo isso… mas nesse passeio você tem que gostar bastante de vidro pois no museu do vidro só se vê vidro, vidro vidro vidro… vidro… vidro. E lojinhas com vidro. E mais lojinhas com vidro. Foi legal mas na verdade não sou tão fã de vidro, mas gostei”.

 06/07/12 – 4º dia e último em Veneza

“Este é o meu último dia em Veneza. Fizemos um tour pelo palácio Ducalle. Passeamos pela ponte dos Suspiros foi muito legal tomamos um bom gelato e ai voltamos para o hotel fazendo nosso último passeio de gôndola. Fomos jantar no Hard Rock mas estava lotado jantamos num lugarzinho e depois voltamos ao Café Florian para tomar sobremesa e ouvir a orquestra foi legal e triste ao mesmo tempo adeus Veneza adeus gôndola adeus tudo de bom e legal que vi aqui espero voltar um dia”.

 Semana que vem tem mais 🙂

 

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Conversávamos na semana passada no Twitter sobre vinhos e como muitas vezes é difícil lembrar de um determinado vinho – na hora tão inesquecível – que tomamos em algum lugar por este mundo afora. São tantas informações para guardar que muitas delas acabam se perdendo mesmo. No meu caso, as etílicas são as primeiras 🙂 Tenho amigas que viajam e anotam absolutamente tudo da viagem. Hotéis, quanto custaram as diárias, todos os restaurantes, bares e cafés onde foram, o que comeram, quanto pagaram. Preços de passeios, mapas detalhados. Não tenho esta disciplina e depois sofro por isto.

Comecei a fotografar os vinhos para lembrar depois. Mas ainda assim os rótulos se perdiam no tempo e no espaço.  Até que a ideia de fotografar rótulos foi aperfeiçoada por esta descoberta muito útil para catalogar vinhos em viagens: o aplicativo – gratuito –  para iPhone, iPod, iPad e para Android, Vivino Wine Scanner.

O funcionamento do Vivino é muito simples. Ele  é basicamente um scanner de rótulos de vinhos, que reconhece os vinhos escaneados e armazena os rótulos em um álbum, que fica guardado tanto no seu dispositivo como no website deles, e no qual você pode acrescentar informações como a data e o local onde tomou o vinho e que nota deu, entre outras.

Mas tem mais: quando você escaneia o rótulo de um vinho usando o Vivino, ele automaticamente compara o vinho com quase 650 mil vinhos registrados na sua base de dados de vinhos e vinícolas do mundo inteiro e fornece informações  básicas sobre aquele vinho: de qual região e vinícola é (e a localização dela no mapa), a composição das uvas e as notas dadas a ele por outros usuários do programa, por exemplo.  E se o programa não reconhecer o vinho, ele informa que sua equipe de pesquisa vai procurar e voltar com as informações sobre ele dentro de alguns dias. Eu nunca passei por esta situação, mas usuários do programa dizem que dá certo, sim. O legal é que ele funciona offline também: dá para escanear os vinhos e depois com o acesso a internet completar o ‘reconhecimento’ da garrafa. E dá para escanear também fotos de rótulos  tiradas antes da instalação do programa.

E assim como nas redes sociais, seu álbum de rótulos pode ser compartilhado com outros amigos que também usem o Vivino. Ele, inclusive, procura os amigos que usam o aplicativo entre seus amigos no Facebook, se você quiser.

Assista no YouTube como funciona o Vivino

Não é bacana? 🙂

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Neste post comecei a falar sobre literatura de viagem e inclui uma lista de livros de viagem indicados pelo jornalista e escritor falecido, Daniel Piza.

Em seguida, na blogagem coletiva organizada pelo grupo Viaje na Leitura do Facebook, relacionei minhas leituras e recomendações de diários de viagens.

Mas há muito mais relatos de viagem que estão na minha lista de desejos. Compilei, abaixo, dicas de amigos viajantes de outros bons diários de viagem. Agradeço às viajantes e blogueiras @camilanavarro do Viaggiando,  @Marcie14 do Abrindo o Bico@pbicudo do Big Trip@reinforzato do Direto de Paris e @viajantete do Escapismo Genuíno pelas indicações. Vem com a gente!

A LISTA DE DESEJOS

DAVID BYRNE – Diários de Bicicleta

É ele mesmo, o ex-integrante do grupo Talking Heads. David Byrne há 30 anos optou pela bicicleta como seu meio de transporte principal e desde os anos 80 a usa no seu dia a dia, tanto em Nova York onde mora como nas cidades por onde faz shows. Para isto, quando viaja, leva uma bicicleta dobrável na mala 🙂 No livro ele conta das pedaladas em Londres, Sydney, Manila, São Francisco e Buenos Aires, além de Nova York. Indicação da Tete Lacerda. Não dá mesmo vontade de ler?

AIRTON OIRTZ – Expresso para a Índia

Foi a Renata Inforzato que me “apresentou” ao Airton Ortiz, um dos mais profícuos escritores brasileiros de diários de viagem.  Explorador, aventureiro, fotógrafo e escritor profissional, Airton Ortiz desde 1997 viaja pelo mundo e escreve sobre suas jornadas. Entre 1999 e 2007 escreveu nove livros, muitos deles premiados,  que vão da África a Amazônia, passando pela Índia, Egito e outros. Além do Expresso para a Índia, outros livros dele: Aventura no topo da África, Na Estrada do Everest, Pelos caminhos do Tibete, Cruzando a Última Fronteira,  Travessia da Amazônia, Egito dos faraós e Na trilha da Humanidade.

MICHELLE WEISS E ROY RUDNICK – Mundo por Terra

Uma indicação da Tete Lacerda, o  livro Mundo por Terra – Uma fascinante volta ao mundo de carro é um relato da viagem do casal Roy e Michelle, uma volta ao mundo de carro, cruzando 5 continentes, 60 países e 160.733 km, em 1.033 dias.  Interessante que o Mundo por Terra virou um projeto ainda maior, pelo qual o casal de viajantes dá palestras e faz exposições fotográficas de suas viagens. Depois da volta ao mundo, fizeram ainda uma expedição pelos desertos do Atacama e Uyuni, pela Transamazônica e pelo Paraguai, Bolívia e Peru.

FRANCES MEYES – Um ano de viagens

Li o Sob o sol da Toscana, mas confesso que achei um pouco arrastado demais. As melhores partes do livro são as receitas mesmo 🙂  Mas fiquei com mais vontade de ler o Um ano de viagens, no qual a norte-americana Frances Mayes conta da viagem que fez com o marido, Ed, pela Espanha, Portugal, França, Ilhas Britânicas, Turquia, Grécia, sul da Itália e norte da África. Este foi outra indicação da Tete Lacerda.

MARK TWAIN – The Innocents Abroad

Quando seus textos publicados em jornais norte-americanos começaram a se tornar populares, Mark Twain foi contratado pelo jornal Sacramento Union para produzir relatos das viagens que realizava. A primeira delas foi a bordo do barco a vapor Ajax, na sua viagem inaugural para o Havaí, chamado na época de Ilhas Sandwich. Em 1867 foi contratado por outro jornal, que custeou sua viagem ao Mediterrâneo, um cruzeiro com duração de cinco meses a bordo do navio Quaker City.  A viagem resultou no livro The Innocents Abroad, publicado em 1869. Uma indicação da Marcie Pellicano. Este livro não foi publicado no Brasil, mas há uma versão em português publicada em Portugal, chamada A viagem dos inocentes.

PAUL THEROUX – O safári da estrela negra

Não faltaram indicações de leitura dos livros do Paul Theroux: a Renata Inforzato, a Camila Navarro e a Paula Bicudo leram e recomendaram os livros deste que é um dos grandes escritores de diários de viagens do mundo. O safári da Estrela Negra é o relato de uma viagem do Cairo à Cidade do Cabo, pelo trajeto do rio Nilo, passando pelo Sudão, Etiópia, Quênia e Uganda, terminando na África do Sul. Viajando de trem, canoa e caminhão, Theroux mostra um retrato muito interessante da África.

N’ O grande bazar ferroviário, que é na verdade uma grande viagem de trem em veículos tão diferentes como um trem caindo aos pedaços na Índia e o trem-bala no Japão,  Theroux sai de Londres e passa pela Itália, Iugoslávia, Bulgária e Turquia. De lá atravessa o Irã, o Afeganistão e o Paquistão para chegar à Índia. Em seguida pega um trem na Birmânia e passa pela Tailândia, Malásia, Cingapura, Camboja e Vietnã. A viagem termina nos trens-bala do Japão e em um último trajeto pelo Expresso Transiberiano, cruzando o interior da União Soviética.  Demais, não é? 😀

Outro livro no qual Theroux narra uma viagem de trem, passando pela Rota da Seda, é o Trem fantasma para a Estrela do Oriente.

 

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Passamos um final de semana prolongado no Rio de Janeiro por conta do  Seminário Viajosfera, que reuniu blogueiros e simpatizantes do segmento de blogs de viagem e correlatos.

Em princípio minha ideia era falar sobre as delícias do Leblon e os melhores lugares para tomar um sorvete, comer um doce ou um chocolate. Mas   as incursões iniciais na Kurt Confeitaria e na Pavelka não me empolgaram. Na Kurt achei as tortas bastante doces e o que mais me agradou foi mesmo o financier que vem com o cafezinho. Tão bom que levei uma caixa deles comigo.  Na Pavelka não consegui sequer terminar o tão recomendado mil folhas, super maçudo, com um creme pesado e que lembrava muita manteiga e nada de baunilha. Tomei um sorvete apenas bom na Mil Frutas e não tive tempo de provar os chocolates da Cacau Noir indicados pela Constance nem de visitar e me esbaldar nos chocolates da Beth.

Ou seja, o post das delícias doces do Leblon virou um post de almoço, jantar e botecagem. Todos muito bem sucedidos.

Almoço no RS

Almoçar na sexta-feira no RS é uma boa pedida para quem tem vontade de provar as delícias da Roberta Sudbrack e não tem tempo e nem bolso para aproveitar os menus de degustação do jantar. Às sextas, único dia da semana em que o restaurante abre para o almoço, a Roberta serve um menu executivo super caprichado e sempre composto de pãozinho com manteiga, uma entradinha, uma salada, um prato e uma sobremesa. Há sempre duas opções de cada.

Tive a sorte de sentar-me ao lado de uma amiga que divide pratos 😀 e pude provar ambas as opções de cada prato. Assim, experimentei o famoso tartare de abóbora, composto de pedacinhos de abóbora curtida em um tempero com ar oriental e o toque super crocante das sementes de abóbora, uma delícia mesmo.  Também gostei muito da salada de abóbora assada, com pedaços de abóbora macios por dentro e crocantes por fora, também realçada pelas sementes assadas, maravilhosa. Deliciosa overdose de abóbora 😀

No prato principal fiquei com o clássico picadinho do Palácio da Alvorada (filé na ponta da faca, farofa de cenoura, banana à milanesa, ovo caipira poché e arroz). Ambas as sobremesas estavam muito gostosas, o sorvete de figo de Valinhos e o mil folhas, com uma massa etérea e um creme pontilhado de sementes de baunilha, diria que dos melhores que já comi na vida.  O vinho da casa em taça é bom e acompanha bem o almoço. Para quem pedir o café, uma colher do reverenciado brigadeiro para fechar com chave de ouro a refeição. Sim, uso e abuso dos clichês para falar de comida. É a emoção 🙂

Leia mais sobre a Roberta Sudbrack no Pra Quem Quiser me Visitar da Constance, no Gastrolândia da Ailin Aleixo e no DCPV do Edu Luz.

Jantar no Bazzar

Jantamos muito bem no Bazzar, lugar gostoso, moderninho mas tranquilo, com serviço atencioso e gentil. No Bazzar (que apenas rivaliza com o Chef Vivi neste quesito) comi os melhores pãezinhos de couvert dos últimos tempos.  Não dá para perder o pão de limão e o pão de passas e mel, que vêm quentinhos estalando do forno para a mesa, acompanhados de manteiga e de dois azeites temperados na casa. Escolhemos dois tapas para começar, os bolinhos de carne seca e abóbora com molho barbecue e as lascas de bacalhau acompanhadas de molho de coentro, molho de azeitona preta e um outro molho semelhante a uma mostarda de Cremona. Os bolinhos estavam deliciosos, perfeitos. O cordeiro de prato principal estava gostoso e só a sobremesa não me encantou. Há boas opções na carta de vinhos, bem completa.

Botecagem no Aconchego Carioca

Fazia muito tempo que eu queria ir ao Aconchego Carioca. Já tinha visto inúmeras fotos daqueles bolinhos e sonhava com eles 🙂 Pois fomos e com coragem esperamos nossa mesa por quase uma hora e meia, já que era pleno domingo na hora do almoço. O almoço virou happy hour e botecagem, mas foi inesquecível. Lugar super gostoso, decoração rústica mas caprichada, um jardim bonitinho, redes penduradas no teto, tudo simples e aconchegante, como diz o nome. Como estávamos em 8 pessoas, deu para provar um  pouco de tudo e valeu a pena. Meus preferidos foram os bolinhos de feijoada recheados com couve e bacon, os bolinhos de abóbora com carne seca e o jiló com queijo de cabra. Mas também gostei bastante dos bolinhos de feijão branco com rabada, os de aipim com bobó de camarão e as almofadinhas de tapioca. Tudo acompanhado de boas caipirinhas.

Depois dividimos um bobó de camarão e um escondidinho de camarão, dos quais estava melhor o bobó. Mas se quiser ficar apenas nos aperitivos e nas sobremesas, vale muito. Pedimos o  pudim de tapioca com cachaça, que estava divino, e os famosos palitos de queijo coalho com goiabada Zélia, muito bons também. Foi tão bom que ficamos com gostinho de quero mais!

Leia mais sobre o Aconchego Carioca no Viaje na Viagem do Riq Freire e no Pra Quem Quiser me Visitar da Constance. 

Agora, é partir para a dieta 🙂

 

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Sou fã número um desta cidade organizada, charmosa (sim, acredite!) e cheia de atrações culturais, gastronômicas e musicais, entre outras. Dá para ficar dias passeando em Chicago e ainda vai faltar tempo para ver tudo.  Desta vez, uma rápida passada pela cidade rendeu programas gastronômicos em dose dupla, ótimos para gourmets e outros viajantes.

Dois lugares bacanas para almoçar em Chicago

Uma dica no Twitter nos levou ao Epic Burger. Não me lembro mais de quem foi a dica, mas estou aqui agradecendo até hoje 🙂  Com cara de lanchonete do tipo McDonald’s à primeira vista, o Epic Burger serve um hambúrguer de muito respeito, feito com ingredientes naturais, orgânicos e frescos, produzidos diariamente. Com um endereço a poucas quadras do The Art Institute of Chicago e outros dois endereços bem próximos da Michigan Avenue, não tem desculpa para dar uma parada e almoçar bem, rápido e barato aqui.

Outro almoço delícia, que não é exclusividade de Chicago mas é sempre certeiro:  The Cheesecake Factory. Ótimos hamburgueres, boas saladas, pratos variados e, claro, os mundialmente famosos cheesecakes de sobremesa. Difícil escolher um só. Localizado no térreo do prédio John Hancock Center, na própria Michigan Avenue, fica fácil para dar uma paradinha e se deliciar.

Dois lugares deliciosos para jantar em Chicago

Fomos bastante felizes nas escolhas de restaurantes para jantar em Chicago. As dicas vieram da Renata Antiquera do blog Paixão por Viagens e do chef paulistano @Cabertolazzi.

No Japonais, dica da Renata, comemos deliciosas e originais combinações de sushis e sashimis. O interessante, neste restaurante, é que são duas cozinhas diferentes, tocadas por dois chefs, uma de comidas frias e outra de comidas quentes. Ficamos só nas frias, mas adoraria voltar para provar da outra cozinha, já que fiquei de olho nos pedidos das mesas vizinhas… Quem nunca? 😀 Dá para sentar dentro ou na varanda, onde é bem gostoso. Não deixe de provar o Spicy Tuna Tartar e o Bin Cho.

O Avec, dica do Bertolazzi, tem outra proposta. Restaurante bem pequeno,  não aceita reservas e os lugares são no balcão ou em mesas comunitárias. Mas vale muito a pena chegar bem cedo para poder sentar, já que lota facilmente. A focaccia com queijo taleggio, ricota e ervas é uma delícia. Muito boas também a burrata e as tâmaras recheadas com chorizo com bacon e molho de pimenta piquillo. A ideia aqui é pedir duas a três entradas e/ou pratos e dividir. Fomos a fundo nesta ideia e ofereci nossos pratos aos vizinhos de mesa, que estavam de olho 🙂 No fim, a mesa trocou vários pratos e também conversas super divertidas, foi uma noite especial.

 Duas lojas gourmet imperdíveis em Chicago

Conhecemos estas lojas da última vez que estivemos em Chicago. Ambas faziam parte do tour gastronômico Food Tasting and Cultural Tour organizado pelo Chicago Food Planet que fizemos. Mas estava louca para voltar para renovar meus estoques de delícias 🙂 Lojinhas diferentes, especiais e obrigatórias para quem gosta de comer e/ou cozinhar. E, melhor ainda, uma vizinha da outra.

A primeira delas, a Spice House, dá para sentir de longe. Sentir mesmo!  Já que o cheiro delicioso de especiarias fica no ar por alguns bons metros em volta da loja. As especiarias são todas importadas ou compradas diretamente por eles e vendidas a granel na loja. Assim, dá para escolher entre uma variedade de curries, de açúcares baunilhados, de canelas e de sais de várias partes do mundo. Também fabricam suas próprias misturas de temperos deliciosos. Assim há temperos especiais para carne, frango ou peixe, para saladas e para sopas. Comprei o melhor lemon pepper que já provei na vida aqui. Desta vez, levei dois novos: um chilli con carne seasoning perfumadíssimo e um tuscan seasoning para saladas super saboroso.

Ao lado, a Old Town Oil vende dois tipos de produtos apenas: azeites e vinagres balsâmicos. Porém, que azeites e acetos! Há uma variedade absurda de acetos aromatizados e envelhecidos e azeites aromatizados e de várias procedências. Melhor ainda: tudo em tanques de metal com uma torneirinha e copinhos ao lado, ou seja, disponíveis para os clientes provarem o quanto quiserem. Trouxe um aceto balsamico com tangerina que nem conto para vocês 😛

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Na semana passada dei para vocês  minhas sugestões de lugares bacanas pra jantar em Nova York.

Hoje, as dicas são de duas blogueiras brasileiras locais. A primeira delas, a @Marcie14, tem um blog super charmoso onde fala das novidades que aparecem na cidade, desde novos restaurantes e exposições até histórias do cotidiano.  A segunda, a @Tanpereyra, é uma super gourmet e está por dentro das melhores novidades gastronômicas de Nova York, as quais ela publica também aqui.

Espero que gostem! Valeu meninas 🙂

Com vocês, a Marcie Pellicano, do Abrindo o Bico.

“Em primeiro lugar, o L’Absinthe, francês.  Gosto do ambiente, da comida e do serviço.

Para depois do teatro/ballet, o Café ShunLee, para dim-sums muito gostosos.

E o Fiorello, para uma deliciosa comida italiana, num ambiente bem transado.

Em Tribeca, gosto muito do Pepolino.

Também em Tribeca, muito tradicional, cheio de gente transada, o Odeon.

Em Midtown, um italiano muito honesto e gostoso, Brio.

O Gramercy Tavern, sempre uma boa pedida.

O Locanda Verde, um dos restaurantes do Robert de Niro.

Um bom brunch, Serafina (embora eu não entenda, até hoje, essa coisa de brunch, viu?!)

E, para todas suas reservas de restaurantes, o Open Table.”

Com a palavra a Tania Pereyra, do Dulce Bee Life.

“Foi difícil escolher porque comer e cozinhar são meus passatempos prediletos. Mas nesses eu volto sempre. Aqui segue a minha lista.

Alice Tea’s Cup – casa de chá com tema da Alice no País das Maravilhas. Não é só para crianças, já que a comida é muito bem feita e os scones vem quentinhos e em sabores especiais de abóbora, morango com limão, presunto e queijo, queijo de cabra com manjericão, chocolate com caramelo salgado e o tradicional de buttermilk. Além de extensa carta de chás, tem sanduíches e quiches no almoço e serve café da manhã diariamente. Um bom pit stop pertinho da Blomingdale’s. Dois scones e uma bule de chá por US$12 é uma barganha, já que dá pra dividir. Tem 3 unidades em Manhattan (UES, UWS e Midtown).

Cascabel Taqueria – meu mexicano favorito, que fica pertinho da minha casa. Serve tacos mais modernos com de peixe com palmito, de camarão com feijão preto e carne assada com cebola crocante. O bolinho de caranguejo com milho vai perfeito com uma cerveja gelada. Ambiente bem casual com cervejas mexicanas e margaritas feitas com sucos naturais. Tem uma outra unidade no Upper West Side.

Sushi of Gari – esse também pertinho de casa, mas com uma estrela do Michelin e um dos melhores sushis de NY. Tem que fazer reserva e o ideal é sentar no balcão. O menu degustação tem um preço bem razoável de US$80 por pessoa e acho que comparando com os preços de São Paulo até que não assusta tanto. Os peixes vêm diretamente do Japão e os sushimen são todos made in Japan. Se o bolso estiver apertado tem menu a la carte. Tem 3 unidades em Manhattan (UES, UWS e Theater District).

A Voce – italiano moderno e menu sazonal da chefe Missy Robbins. Tem um menu degustação no almoço por US$24 com entrada, prato principal e sobremesa. Na unidade do Columbus Circle peça para sentar na janela e apreciar a vista do Central Park. A foccacia da cesta de pães é viciante. Quentinha com um toque de tomate e azeite pra “chuchar” o pão. Serviço super atencioso. No jantar os preços são mais altos, mas vale um jantar romântico com vista para as luzes de NY e um bom vinho italiano.

DBGB – cervejaria do chefe Daniel Boulud. Eu sou muito fã do trabalho dele em NY. Todas as suas casas têm comida e atendimento com qualidade sempre que visito. O charme do restaurante é a decoração com panelas doadas pelos seu amigos famosos – Alain Ducasse, Joel Robuchon, Eric Ripert, Thomas Keller entre outros. A comida correta com linguiças e salsichas artesanais, patês, terrines e hamburgueres de influência francesa, como o com barriga de porco confitada e queijo Morbier. Tem que deixar um espaço para a sobremesa. Sundaes artesanais e o famoso Baked Alaska.

Jing Fong  – Dim sum em Chinatown. O espaço não é aconchegante, parece um daqueles restaurantes de polenta com frango com um salão enorme. Mas o vai vem dos carrinhos, as garçonetes chinesas gritando para todo lado e o hábito chinês de dividir a mesa com desconhecidos só traz um certo charme e uma experiência tradicional. Mas já levei gente que amou e tem gente que não volta de jeito nenhum, como o meu marido. Serve pasteizinhos no vapor, fritos, de carne de porco, camarão, de vegetais e para os mais corajosos pés de galinha ou caramujos ensopados. Uma opção muito barata em Chinatown. Cada cestinha com 3 pastéis custa de US$3 – US$5. De sobremesa dê uma passadinha na Chinatown Ice Cream Factory com sabores exóticos de biscoito da sorte, gergelim preto, lichia, gengibre além dos tradicionais. Tudo feito com ingredientes naturais e a família inteira trabalhando atrás do balcão.

Brother’s Jimmy’s – churrasco típico do Sul dos Estados Unidos. Costelinhas de porco com molho barbeque, porco desfiado, frango frito crocante e os acompanhamentos típicos de mac&cheese, fritas de batata doce, milho cozido, feijão, quiabo frito. Não deve ser o melhor churrasco de NY, mas tem várias unidades em lugares mais centrais. Geralmente os restaurantes mais tradicionais ficam mais distantes no Brooklyn ou no Harlem.Tem um happy hour animado, mas é um bom restaurante pra ir com crianças com um ambiente bem casual.

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Depois das dicas de lugares bacanas para almoçar em Nova York, vamos às dicas de lugares para jantar. A ideia aqui não é listar restaurantes estrelados e/ou super caros, mas  falar sobre lugares onde já fomos e nos quais nos sentimos bem, fomos bem atendidos e felizes em nossas escolhas de comida e vinho. E achamos o preço justo.

Duas observações importantes.

Procure sempre reservar seu restaurante, de preferência com antecedência. Este hábito, que começa a se tornar corriqueiro em São Paulo e em outras cidades brasileiras, é praticamente essencial em Nova York. Não é complicado. Dá para reservar nos próprios sites dos restaurantes, através do concierge nos hotéis que oferecem este serviço e, da maneira que eu acho mais prática, pelo site do Open Table. É fácil reservar e é fácil mudar ou cancelar a reserva se necessário.

Segundo, um conselho para os bebedores de vinho: cuidado com o copo. Em Nova York, não sei porque, o preço dos vinhos nos restaurantes têm um ágio bastante grande em relação aos preços nas lojas. Ou seja, tomar vinho vai encarecer consideravelmente sua refeição.

Abaixo, as minhas sugestões de turista de lugares para jantar em Nova York.  Semana que vem, as sugestões de duas blogueiras brasileiras moradoras da cidade. Fiquem de olho! 🙂

O “bom, bonito e barato”:  Carmine’s

Adoro comer no Carmine’s, para mim um verdadeiro “bom, bonito e barato”.  Quase uma atração turística na cidade 🙂  É verdade que ele é meio bagunçado, está sempre cheio e as porções são absolutamente gigantes. Mas por outro lado ele é perto dos teatros da Broadway, o serviço é ligeiro, a comida é boa e os preços melhores ainda. Vá com amigos, pois cada prato de massa aqui serve bem umas quatro pessoas. Recomendo as torradas com alho de entrada e o spaghetti com frutos do mar.

A pizzaria: Serafina

Gosto mais de ir ao endereço da Madison com a rua 79, lugar menor e mais tranqüilo, mas há outras filiais do Serafina na cidade, inclusive na Broadway perto dos teatros. Pizza boa, serviço atencioso, preços honestos.

 Para comer carne: Le Relais de Venise e Quality Meats

No Midtown East, o Relais de Venise é o endereço do tradicional entrecôte em Nova York. Bom para jantar com as crianças, já que o menu fixo de salada verde de entrada e entrecôte com fritas agrada a todos e os preços são razoáveis  para levar toda a família. Lugar simpático e com serviço atencioso. Bem servido, carne bem temperada, batatinhas fritas sequinhas. Nós gostamos e recomendamos.

Este foi dica dos meus amigos Jorge e Lena. No Midtown, próximo ao Central Park, o Quality Meats é um pouco mais transado e moderninho, com um ambiente cheio de bossas de design. Um lugar perfeito para comer os tradicionais cortes de carne norteamericanos, em uma apresentação mais gourmet.

O italiano: Maialino

Vou ficar só em um italiano por ora, pois outros restaurantes italianos dos quais  gosto estarão certamente  na lista da minha guru novaiorquina Marcie. 🙂 O Maialino fica no lindo e chique Gramercy Park Hotel, em uma vizinhança muito gostosa da cidade, próximo ao Gramercy Park. Uma trattoria sofisticada, com ambiente aconchegante, serviço super atencioso e antipastos e massas bem gostosos.

Os japoneses: Nobu e Sasabune

O Nobu tem preços pouco convidativos, mas entra aqui porque acho este restaurante a cara de Nova York. Logo na entrada, uma imponente parede de barris de sake sobre o bar dá o tom da decoração moderna do local. Eu adoro as invencionices do Nobu 🙂 Se seu bolso é apertado mas ficou com vontade, vá ao Nobu Next Door, onde tem um menu de almoço mais em conta e super legal também.

O Sasabune é um segredo bem guardado de Nova York, que foi dica dos meus amigos Jaques e Flávia, habitués. Um japonês pouco conhecido dos turistas, figura em listas dos melhores lugares para provar um menu degustação de sushis e sashimis na cidade. O velho esquema: o sushiman pergunta se você tem alguma restrição, e vai soltando aquelas porções fresquíssimas e deliciosas. Para os fãs de comida japonesa, imperdível.

Na região do Meatpacking: Pastis e Spice Market

Cada um em uma esquina, separados por um quarteirão, no buchicho do Meatpacking District. Para mim, dois lugares onde não tem erro comer, onde é sempre gostoso. O Pastis é um pouco mais barulhento, um “bistrozão” mesmo, ambiente animado e informal.

Mas gosto ainda mais do ambiente e da comida do Spice Market, restaurante do Jean-Georges Vongerichten, que tem um menu de pratos orientais diferente e delícia. Para mim, o melhor do pedaço.

O Buddakan, na mesma região, é bastante recomendado. Porém, nunca estive nele para opinar.

Para ir após o teatro: Bar Boulud

Mais uma dica do Jorge e da Lena, o Bar Boulud, que fica perto do Lincoln Center, é ótimo para um jantar pós-teatro. É pequeno, barulhento e tem um mesão comunitário além de poucas mesas, mas ainda assim vale a pena. Pratos com apresentação linda, tudo bem gostoso. Tem uma adega super bonita e completa e ótimos vinhos, mas aqui, neste caso, a conta vai certamente subir.

Os badalados: Minetta Tavern e  Casa Mono

Próximo a Washington Square, o Minetta Tavern é estrelado, mas está aqui porque achei o preço  justo frente à qualidade dos pratos. Restaurante dos mesmos donos do Balthazar e do Pastis, é para mim uma espécie de ICI Bistrô paulistano em Nova York. A comida é muito boa, há tradicionais pratos franceses e também excelentes carnes. Lota facilmente e precisa ser reservado com antecedência.

Nas vizinhanças da Union Square, o Casa Mono foi a melhor surpresa de nossa última viagem. Um lugar pequeno, escuro e apertado, mas aconchegante. Mais indicado para casais. Com uma trilha sonora das bandas inglesas dos anos 90 de fundo, comemos tapas absolutamente deliciosos. Boa e variada carta de vinhos também. Adoramos!

Aproveitem!

E não deixem de contribuir com as suas dicas 😀

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Semana passada, em um texto sobre o Daniel Piza,  comecei a falar sobre literatura de viagem. Que abrange desde os livros de viagem propriamente ditos, ou ‘diários de viagem’, que relatam percursos e jornadas – até os livros que nos levam a viajar por outras culturas.

Este tema de literatura de viagem foi também objeto de discussão em um grupo virtual de leitoras viajantes. E foi neste grupo que surgiu a ideia de fazermos uma blogagem coletiva sobre os cinco livros que marcaram nossa vida de leitoras. Aproveitando o tema, escolhi falar sobre os cinco ‘diários de viagem’ que mais me marcaram.

Que inspirem outros leitores viajantes 🙂

CINCO LIVROS  DE VIAGEM QUE ME MARCARAM

AMYR KLINK – Cem dias entre céu e mar

Foi o primeiro diário de viagem que li, ainda adolescente. Amyr narra sua primeira travessia solitária a remo no Atlântico Sul, entre o Brasil e a África, realizada em 1984, uma jornada de 3.700 milhas e 100 dias pelo Atlântico.  O livro podia ser chato, mas Amyr descreve toda a preparação da viagem, seus sentimentos durante o planejamento, a emoção da partida e da chegada, as conversas com os objetos e animais que aparecem no seu caminho durante a travessia, com muita prosa e um quê de poesia. Cem dias entre céu e mar foi uma leitura bastante marcante na época em que o li, uma fase pós-adolescência e início de vida profissional na qual eu precisava de exemplos de foco, planejamento, trabalho duro e conquistas de objetivos e sonhos 🙂

JON KRAKAUER – No ar rarefeito

Li quase todos os livros deste autor, que é certamente um dos meus prediletos. Adorei Onde os homens conquistam a glória e A bandeira do Paraíso. Mas foi No ar rarefeito – um relato de viagem da sua expedição ao Everest –  que me cativou. Krakauer foi contratado por uma revista para participar e depois escrever sobre uma expedição ao topo do Everest, com o propósito de fazer uma crítica à “comercialização” do turismo de aventura nos dias de hoje. Ele não chega ao topo, mas no trajeto presencia a morte de um alpinista, encontra muitos tipos interessantes e se depara com uma série de problemas, como o excesso de lixo deixado pelos turistas. Krakauer faz justamente um contraponto ao Klink, já que mostra pessoas que querem realizar um sonho e atingir uma meta, mas sem o planejamento e preparo necessários.  Acho sensacional como ele consegue intercalar os relatos e descrições com doses de aventura, suspense, visão crítica e sem preconceitos.

TIZIANO TERZANI – Um adivinho me disse

Escrito por um jornalista italiano que viveu na Ásia, o livro nasceu de uma visita que fez a um “adivinho”, que lhe recomenda não viajar de avião durante um ano de sua vida, que é 1993. Terzani então passa o ano todo viajando a pé, de barco, de ônibus, de carro e de trem por vários países asiáticos, entre eles Burma, Tailândia, Laos, Cambodia, Vietnam, China, Mongólia, Japão, Indonésia, Singapura e Malásia. As viagens mais lentas possibilitam a ele ter mais contato com a população dos lugares por anda passa e rende boas histórias. Ele, inclusive, faz da consulta a adivinhos um hábito durante toda a jornada. Tendo em vista as transformações sofridas neste pedaço de mundo nos últimos anos, imagino que várias das descrições dos países visitados estejam defasadas. Mas em geral ele dá uma ideia muito boa de como vivem os povos asiáticos nos países (naquela época, pelo menos) ainda pouco “contaminados” pelo mundo moderno e pela influência ocidental. Leitura muito bacana para quem pretende conhecer estes países.

HANS CHRISTIAN ANDERSEN – Travels

Sim, o escritor dinamarquês de livros infantis foi um viajante e escreveu textos interessantes sobre suas viagens, que foram reunidos em um livro chamado Travels (sem tradução em português). Uma dica da Marcie. Andersen conta sobre suas viagens pela Europa Ocidental e Oriental, passando pela França, Alemanha, Áustria, Itália, Grécia, Turquia, Romênia e Hungria, entre outros países, em uma época que viajar não era comum e nem fácil. O mais bacana no livro é tomar contato com a personalidade deste autor de histórias tão famosas e que cativam até hoje, como “A Pequena Sereia”, “A Princesa e a Ervilha” e o “O Patinho Feio”.  Andersen é uma figura, um tanto ingênuo e suscetível a críticas, por vezes cômico nas descrições e observações, por outras detalhista e ótimo cronista. Nas andanças pela Europa ele encontra grandes nomes das Artes (Heine, Liszt, Mendelssohn, Victor Hugo e Balzac, por exemplo), outros tantos tipos anônimos interessantes e visita uma série de lugares. É curioso perceber que os viajantes só mudam mesmo de época e de endereço 🙂

JOSÉ SARAMAGO – A viagem do elefante

Este livro é diferente dos demais, porque não narra a viagem de uma ou mais pessoas, mas a jornada de um elefante de verdade mesmo 🙂 Foi o único livro de Saramago que li, e muita gente mais escolada nas leituras deste autor português acha este livro leve demais. Talvez seja por isto que gostei dele…  Saramago teve a ideia do livro quando, durante uma viagem a Áustria, entrou em um restaurante em  Salzburgo chamado ‘O Elefante’ e ouviu a história do elefante que cruzou a Europa, entre Lisboa e Viena, como um presente de casamento do rei de Portugal D. João III ao arquiduque austríaco Maximiliano II. Uma delícia de ler este livro, cheio das sutis ironias do Saramago, principalmente criticando a burocracia, o poder e os excessivos salamaleques e gastos de um governo.

Semana que vem, minha lista de desejos de outros ‘diários de viagem’ muito bacanas!

 

Participam desta blogagem coletiva:

Camila Navarro do Viaggiando

Helô Righetto do Básico e Necessário

Karine Fontes do  Caderninho da Tia Helo

Luciana Betenson do Rosmarino

Mari Campos do Pelo Mundo

Mo Gribel do Por Onde Andei

Renata Inforzato do Direto de Paris

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